quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Nas ruas de ninguém!

É o que me apetece dizer quando percorro as ruas de Esposende pelos dias de hoje já que com a chuva e o mau tempo, o panorama de grande parte das ruas é francamente desolador.

O número de casas abandonadas, ou ao abandono, que existem perto do centro é simplesmente irreal para uma cidade que apenas tem 3500 habitantes no Inverno e que viu crescer novos prédios de apartamentos na sua periferia. Se a viabilidade financeira dos primeiros prédios de habitação nos anos 90 estava assegurada, os mais recentes, nos últimos 10 anos, para mim configuram um claro caso de um desmesurado otimismo.

Não percebo que política de desenvolvimento urbano deixa ao abandono as ruas junto ao Museu Municipal e permite a construção de prédios junto à Estalagem Zende.

Já nem falo do que se passa na zona junto à praia, onde tenho a sensação de, quando passo a correr, ser o único ser-vivo num raio de 200 metros e que se gritar por ajuda ninguém me acode, porque simplesmente ninguém lá vive no Inverno.

Alguns dirão que o problema está nos proprietários, problemas de partilhas, pelo preço que se pedia pelos imóveis, ou até mesmo uma questão estética, mas faz sentido investir milhões na zona ribeira e deixar ao abandono a zona interior? Faz sentido permitir a construção de prédios e não promover a reconstrução dos imóveis do centro, ou mesmo impor uma obra de reconstrução aos empreiteiros que queiram construir novos empreendimentos fora da cidade? Faz sentido num raio de 200 mts, 40% das casas serem autênticos jardins botânicos selvagens?

Uma cidade como Esposende não pode ter problemas de desertificação nem problemas de abandono populacional da sua cidade, não tem nem dimensão nem a população para ter esse problema.



domingo, 9 de fevereiro de 2014

Torres de "Temporal"

Estes dias, temos assistido na comunicação social a uma "onda" de notícias sobre as Torres de Ofir e sobre a ameaça que o mar está a causar sobre as mesmas.
Tem vindo a ser normal, ao longo dos últimos anos, a erosão da zona costeira, nomeadamente, na zona norte de Portugal. Apesar da ameaça constante do desaparecimento das praias, da erosão costeira, do aparecimento de rochas e do infindável número de "godos", a preocupação tem sido as praias do centro-sul do pais, mais nomeadamente a praia da Costa da Caparica, a praia dos "Senhores" de Lisboa. Esquece-se, como sempre que Portugal tem muita costa e não é confinada a zona centro-sul.

Nos últimos dias descobriram as Torres de Ofir, que estavam esquecidas desde o governo Sócrates com o tema da demolição das mesmas. As Torres de Ofir, construídas em meados de 70, constituíam o progresso do Concelho de Esposende, feitas à imagem do complexo Torralta, em Tróia, as Torres de Ofir tornaram-se, quer se queira quer não, num símbolo. 
As autoridades e meios de comunicação têm centrado o seu foco nas Torres de Ofir, mas esquecem-se por exemplo, de um complexo bem mais importante para o turismo e progresso concelhio e que estará, também ele, ameaçado pelo avanço do mar. Falo claro está do Hotel Ofir...

Os graves problemas de urbanismo, com a permissão da construção sobre as zonas dunares, estão agora a mostrar-se desastrosos. Agora toda a gente tem de correr atrás do prejuízo, evitando estragos materiais, evitando a todo o custo danos materiais, danos naturais entre outros. 
Neste momento, nas Torres de Ofir vivem menos de 15 famílias, sendo que a sua desurbanizacao é evidente. Li nos jornais que um T3 naquelas torres valem cerca de 230mil euros; imaginem o valor das indemnizações necessárias para a demolição, imaginem o valor de indemnização das seguradoras em caso de maior avanço do mar. Claro está, que esses problemas transitam para os serviços Camarários que são chamados ao local para contenção de problemas de maior.

É curioso que nestes primeiros meses de mandato, o Executivo Camarário se tenha visto a braços com vários problemas climatéricos. Espero que olhem para estes problemas de forma preventiva e não reactiva.

Continuamos a não pensar de forma estruturada a erosão da costa, continuamos a não pensar no problemas de assoreamento da barra, continuamos, isso sim, a correr atrás dos prejuízos, como é apanágio do "típico Português". Não precisamos de mais estudos, estes estão feitos, precisamos de bom senso e de boa vontade de todas as autoridades, tanto Camarárias, Distritais e Nacionais, só desta forma conseguiremos conter esta problemática; só assim, conseguiremos assegurar as nossas jóias turísticas, as nossas praias, o nosso mar e o nosso rio. 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Declaração de interesses

LARGO DOS PEIXINHOS, como o nome sugere, é um blogue sobre Esposende.

Propõe-se, aqui, refletir o concelho, os seus feitos e defeitos.
Propõe-se, também, evocar as suas gentes, desde os que residem nos quatro cantos do mundo, passando pelas figuras típicas que fazem parte da nossa memória coletiva.
Propõe-se, ainda, acolher os contributos de personalidades das diversas atividades que compõem o quotidiano de Esposende.

Este é um blogue feito por esposendenses, de diferentes formações académicas, diferentes filiações clubísticas e diferentes áreas políticas.
Em comum, o facto de escreverem há vários anos sobre Esposende, vibrarem muito com Esposende e quererem o melhor para Esposende.

Este blogue é para esposendenses, de berço e de coração.
Este blogue está aberto a comentários (construtivos), trocas de ideias e sugestões de temas e autores.

Este blogue começa agora.