segunda-feira, 26 de maio de 2014

Algumas curiosidades locais das eleições europeias


1. Só eles sabem porque ficaram em casa

Com 68,58% de abstenção registada, Esposende foi o segundo concelho do distrito de Braga a registar ontem maior falta de comparência às urnas. Só ficou atrás de Amares, que teve uma taxa de abstenção de 69,17%.

E a praia até nem pode servir de grande pretexto para possíveis justificações, pois ontem foi um daqueles dias de nortada em Esposende.

2. É sempre a aviar!

A Aliança Portugal venceu no Concelho, com 4389 votos, mais 2017 do que o PS.

Mais uma vitória para a colecção do arco PSD/CDS.

3. O Quarto Elemento

A CDU volta a terminar mais uma eleição no concelho de Esposende em 4.º lugar.

Nem a excelente campanha de João Ferreira, nem o facto de PSD e CDS irem coligados, valeram à coligação democrática unitária a possibilidade de terminar a noite eleitoral como 3ª força em Esposende. Marinho e Pinto conseguiu terminar à sua frente!!!

4. Em Esposende ninguém fica de fora!

16 partidos apresentaram-se a votos em Portugal para as Europeias 2014. E todos, sem excepção, mereceram a confiança do voto em Esposende. Pelo menos 10 esposendenses votaram em todos eles.

5. 983

O total de esposendenses que votaram branco e nulo. Um número que dá que pensar.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Maison a Esposende, oui bien sur!

Decorreu, no passado fim-de-semana, a 3ª edição do Salão Imobiliário de Paris, evento que contou com uma forte participação portuguesa, desde agências imobiliárias passando por alguns escritórios de advogados.
A razão é muito simples: Portugal, com os seus regimes do "Visto Gold" e dos "Residentes Não Habituais", tornou-se num destino bastante apetecível para investir, em troca da concessão de um visto de residência e da possibilidade de circulação pelo espaço Schengen, no caso do "Visto Gold", e da aplicação de um regime fiscal muito mais favorável, no caso dos "Residentes Não Habituais".
Relativamente ao "Visto Gold", prevê-se a atribuição de um visto de residência para quem, entre outros investimentos admissíveis, adquira um imóvel com valor mínimo de € 500.000.
Quanto aos "Residentes Não Habituais", prevê-se que para quem mudar a sua residência fiscal para Portugal, possa beneficiar, durante 10 anos, de um regime fiscal vantajoso, desde taxa fixa de tributação de 20% para rendimentos do trabalhado dependente ou independente de atividades de "elevado valor acrescentado", passando pela isenção aos rendimentos derivados de pensões que, na maior parte dos casos, não serão tributados nem no país da fonte (por exemplo, França), nem no novo país da residência (Portugal).

Sendo este um blogue dedicado a Esposende, peço, desde já, desculpas por esta introdução demasiado longa e aparentemente fora dos princípios do blogue, mas, como adiante melhor se verá, ela serve para o seguinte propósito:

Tendo Esposende uma série de empresas imobiliárias, com muitos imóveis por vender, e tendo presente a forte comunidade esposendense espalhada por Brasil ("Visto Gold"), França ou Suécia ("Residentes Não Habituais"), este é um claro caso em que faria todo o sentido procurar dinamizar a economia local, promovendo Esposende (que é, por exemplo, um destino turístico apetecível para pensionistas nórdicos) naqueles países e tentar aí captar investimento.
Sendo a «Economia» uma área de aposta do executivo de Benjamim Pereira, parece-me bastante óbvia e pertinente a criação de um Gabinete de Apoio ao Investimento, na linha, aliás, do que tem sido feito em Braga com a InvestBraga. Pensar e pôr em prática Esposende como um destino de investimento e empreendedorismo. 
Estranhamente, porém, o único Gabinete criado até à data, neste mandato, foi o de Apoio às Juntas de Freguesia
É pois, conveniente, «ruipereirarizar» a forma e termos de actuação do Executivo na área económica, de forma a que Esposende esteja na frente do pelotão das autarquias que têm desenvolvido iniciativas e projectos tendo em vista a captação de investimento e empresas.

sábado, 10 de maio de 2014

Dunas movediças?

“…Cheia dos maus e bons cheiros
Das casas que têm história,
Cheia da ténue, mas viva, obsidiante memória
De antigas gentes e traças,
Cheia de sol nas vidraças
E de escuro nos recantos,
Cheia de medo e sossego,
De silêncios e de espantos, …”

Toada de Portalegre, José Régio
Existem casas que são novas e que não têm cheiros mas que têm histórias e que encerram medos, silêncios e espantos. Como costumo escrever nestas páginas, Esposende é um local cheio de particularidades  e esta é uma delas.
Falo claramente da casa nas dunas da praia de Esposende-Cepães.
Esta casa não é apenas uma casa, é resultado de tudo o que está mal no poder autárquico, deveria ser uma das vergonhas do executivo que a permitiu e é o exemplo do que uma sociedade anestesiada pode permitir.
Num concelho em que as zonas ambientais protegidas se tornaram sacrossantas e onde qualquer alteração ou possibilidade de alteração do ecosistema se torna motivo de escrutínio severo pelas autoridades competentes torna-se difícil de explicar como se permitem construções nas imediações dessas zonas.
Num concelho que se esforçou por sensibilizar as populações para as dunas e a necessidade imperiosa da sua conservação, onde se ponderou a demolição de algumas das casas que foram construídas em cima destas durante os anos 60, 70 e 80, a explicação de como nasce uma construção no meio delas é algo que carece de motivos muito válidos para a sua aceitação.
Num concelho onde os PDM's nestas zonas ambientais protegidas eram autênticos dogmas católicos, descobrimos que ainda existia um pequeno pedaço de terreno urbanizável numa das mais cobiçadas zonas do distrito, porque não dizer da orla costeira. O facto de este pedaço de terreno ter passado em claro durante anos e anos e anos é algo que poderia significar a enorme incompetência de quem negoceia no imobiliário, mas não me parece.
Mas sejamos claros e concisos nesta questão, porque sei bem que a resposta burocrática me dirá que tudo está correto, tudo está legal, o terreno era legalmente urbanizável porque estava no perímetro urbano, a licença de construção respeita tudo, o proprietário pagou todos os impostos ,etc , etc.  
Claro que estava tudo conforme, não esperaria outra coisa, certo? Mas o que deveria estar em ordem era a ética do executivo camarário.
Mas como é possível que não houvesse por momentos de lucidez que evitasse o executivo de cair no ridículo de construir a 1 metro do painel da área protegida? Como não houve lucidez para evitar aquilo que já se havia tentado evitar há mais de 30 anos, a urbanização daquele local? Como foi possível que a autarquia dissesse que nada poderia fazer já que era permitido construir?
Para quem não se lembra, e aqui vai a nota histórica, aquela zona já havia sido alvo tentativa de urbanização e Losa Faria despoletou o processo para que aqueles terrenos não fossem urbanizáveis. Esse processo levou à criação da APPLE, que fazia a gestão do espaço, e mais tarde do POOC,  o plano para a ordem costeira e que assim retiraram os terrenos da orla da Câmara Municipal ou do PDM comum em 1987. Segundo a Câmara Municipal de Esposende em 2007, 20 anos depois, os terrenos por magia passavam a estar sobre o PDM comum e prontos a serem urbanizádos.  
Por isso, muito se podia ter feito porque muito já havia sido feito. Bastava querer, bastava vontade, bastava engenho e um pouco de inteligência.
Espero que esta casa seja a casa dos medos e dos espantos, o medo de novamente cair no ridículo.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Corrida da Primavera

Em boa hora Rui Pereira e a sua equipa decidiram introduzir Esposende no calendário das corridas de estrada, em Portugal!
Nos últimos anos a prática da corrida intensificou-se a olhos vistos, tornando-se mesmo até num fenómeno viral (para empregar uma expressão tão em moda nestes últimos tempos).
Esposende, pela sua localização privilegiadíssima, oferece um palco sem paralelo a centenas de profissionais e amadores que apreciam correr ao ar livre. Bem junto ao rio, e com o mar no horizonte, haverá lugar melhor para correr 10km? Poucas cidades poderão apresentar idênticas credenciais, certamente.
A Corrida da Primavera está a fazer o seu percurso no panorama desportivo. Em comparação com a anterior edição, regista-se o aumento assinalável do número de participantes.
O percurso, esse, manteve-se inalterado. Para a edição do próximo ano talvez arriscasse, aquando da incursão pelo Farol, numa subida até ao "redondo", no que seria uma junção fantástica de rio e mar.
Outra sugestão prende-se com os "padrinhos" da prova. Mais uma vez voltámos a contar com Aurora Cunha no incentivo aos atletas. Mas as jóias da "coroa" não podem ficar de fora! João Ribeiro, Teresa Portela ou Paulo Gonçalves, destacados atletas esposendenses, podem e devem ser aproveitados na promoção da prova no concelho e além-concelho.
Uma vez que em Julho voltaremos a ter nova corrida em Esposende, seria interessante (a aplicar para o ano) que quem se inscrevesse nas duas corridas tivesse um desconto. Uma forma de poder contar ainda com mais participantes em ambas as provas.
Uma última sugestão respeita à dinamização do comércio local. Está ainda por ser inventariado o impacto da corrida nos restaurantes e pastelarias locais, mas pensando que muitos atletas vêm de localidades vizinhas, e que no final da prova se metem rapidamente nos seus carros para regressar a casa, talvez não fosse mal pensar nalgum pacote que  ajudasse a fixá-los mais umas horas em Esposende. Um pacote que, por exemplo, incluísse, para além de um duche após a prova (balneários da ADE, ciclo ou liceu), € 3 (valor meramente indicativo) em vales de refeição para ser gastos em restaurantes parceiros da prova.
A Corrida da Primavera tem tudo para nos próximos anos vir a ser das provas de 10km mais concorridas, com os consequentes e importantes reflexos na economia esposendense.

sábado, 3 de maio de 2014

Esposende "Vende-se" !

Uma das promessas do novo executivo camarário era a construção do parque da cidade nos terrenos a sul da rotunda da Solidal até à entrada da ponte de Fão.
Relembro também que para este projeto já existia um projeto aprovado, com um esforço financeiro na casa dos 5 milhões de euros, entre expropriações e infraestruturas e que este projeto era visto como um passo importante para a revitalização urbanística daquela zona e pessoalmente via como uma oportunidade de estender à área de utilizável da cidade na zona sul.
Pelo que percebemos da última entrevista de Benjamim Pereira, o parque da cidade passou a ser mais um sonho de uma noite quente de Verão, que não resistiu mesmo com a promessa de apoios externos para a sua construção. Mais do que o anulamento desta obra, o que mais achei estranho foi a rapidez com que vimos o desmantelamento do antigo posto de abastecimento da Galp e a colocação do cartaz “Vende-se”.
Sim, o cartaz “vende-se”!
Mais uma vez e pelo que tudo indica vamos ter mais uma zona com licença de construção.
Não sei se o executivo camarário anda atento ou se costuma percorrer as ruas de Esposende, mas uma pequena volta pelas ruas de Esposende faz perceber que moradias de férias, principalmente na zona norte da cidade, e apartamentos é o que mais existe à venda.
Não sei se o executivo camarário anda atento mas hoje em dia os diretores de agências bancárias de Braga, Barcelos, Guimarães, entre outras, não andam a conceder créditos com a facilidade de outros tempos, ou seja, vender casas para 2ª habitação cada vez menos é uma opção.
Não sei se o executivo camarário anda atento mas hoje em dia com as portagens da A28 e da A11, Esposende já não será o dormitório de quem trabalhe em Braga ou no Porto,  ou seja, a venda de casas para 1ª habitação também não é opção.
Mas, e sendo sincero, o que mais me choca ( e a palavra é esta) é como nos dias que correm o executivo vai permitir mais construção, mais fogos de habitação. Será que é este o caminho que Esposende precisa? É este ímpeto económico que Esposende precisa? A construção civil precisa de ser ajudada desta forma? Não me parece.
É difícil de me justificarem que em Esposende o licenciamento de áreas industriais é difícil, existe falta de espaço para instalar empresas, de falta de espaço para escritórios, de falta de espaço para vias públicas, de falta de espaço para as coletividades do concelho, de falta espaço para espaços desportivos e exista espaço e disponibilidade para mais loteamentos.

É difícil de me justificarem que ativismo é este que faz com que todo e qualquer pedaço de terreno em Esposende tenha de ser loteado e não possa ser utilizado para o bem comum. Que ativismo é este que faz com que ao lado de qualquer espaço público construído tenha de nascer um prédio de habitação para ser viável? Que atavismo é este?

Aquela zona não é apenas uma zona verde cheia de mato, é uma oportunidade para iniciarmos um novo caminho de aproximação entre Esposende, Gandra e Fão.  É uma oportunidade para tornarmos estas 3 localidades mais próximas,  já que quem passe por aquela zona apercebesse que cada vez mais são as pessoas que passam entre as localidades não de carro ou autocarro mas a pé, quer seja na sua caminhada, corrida ou no caminho para o trabalho.  É uma oportunidade para fazer florescer ali novos negócios e estender a zona comercial/industrial de  Esposende ainda mais.
Aquela zona poderia ser uma zona de lazer,  já que se encontra encostada à zona de maior densidade populacional em Esposende e como quem aqui mora sabe, os espaços verdes é algo que rareia, como os parques infantis ou mesmo qualquer espaço de utilização pública.Uma ciclovia, uma via pedonal, uma continuação da marginal naquela zona não seria nada de extraordinário e expandiria a cidade para novas fronteiras.
Esposende não precisa de mais “vende-se” nas suas ruas!

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Esposendenses pelo Mundo (3)

Luciana Torres, 30 anos, natural de Forjães, é engenheira Química e reside em Maastricht, Holanda, onde trabalha.

Em terras de moinhos de vento e tulipas, de Van Gogh e Descartes, da mundialmente conhecida Philips e do maior porto de mar da Europa (Roterdão) fomos falar como esta jovem esposendense espalhada pelo mundo, e conhecer um pouco da sua história e das suas impressões sobre a Holanda e Portugal, nunca esquecendo, claro está, a terra que a viu nascer e crescer. 

Imagem: Luciana Torres

Há quanto tempo vives na Holanda?
Vim para a Holanda em Abril de 2007, portanto há 7 anos.

Qual foi a primeira coisa que te impressionou no novo país ao cabo dos primeiros dias?
Já não me lembro muito bem (risos) ...  Mas acho que foram o número de bicicletas, as casas todas iguais com divisões muito pequenas, mas todas com jardim, e a atitude muito pragmática e directa dos holandeses.

 Foi necessário aprenderes uma nova língua, ou o inglês serve para tudo?
O nível de inglês na Holanda é muito bom, a maioria dos holandeses fala fluentemente inglês. 
Quem quiser integrar-se na sociedade deve aprender holandês, mas não é fácil porque quando alguém tenta falar holandês, os holandeses  imediatamente percebem que não somos nativos e mudam para o inglês. 
No meu caso, sempre trabalhei em empresas internacionais em que o inglês é a língua oficial. Fiz vários cursos de holandês e sou capaz de comunicar em holandês, mas não o faço com muita frequência no meu dia a dia.

Chegaste à Holanda através do projecto Erasmus, quais as vantagens e desvantagens deste projecto, visto por alguém que o viveu?
Eu não fiz Erasmus na Holanda, mas na Finlândia. Quando terminei o curso vim para a Holanda fazer uma pós-graduação e arranjei emprego cá. 
Em relação ao programa Erasmus só vejo vantagens, permite conhecer outras realidades/culturas e claro testar se viver fora do pais é uma coisa que seremos capazes de fazer.

Desde o final do curso, sempre trabalhaste fora de Portugal, não sentias que Portugal te dava oportunidades?
No meu caso, eu já saí de Portugal antes desta nova vaga de migração em 2011-2012. Eu sempre quis sair de Portugal por duas razões, primeiro porque sempre tive interesse em viver fora, e segundo porque já na altura sabia que as oportunidades que teria em Portugal eram limitadas. 
A indústria química em países como o Reino Unido, Alemanha, Holanda não é comparável à Portuguesa.


Imagem: Maastricht, Holanda

Quais as grandes diferenças que notas entre Portugal e a Holanda?
Exemplos das diferenças mais óbvias:
. Comida – A Holanda não tem pratos tradicionais, aqui comer é para viver, não se vive para comer. O melhor exemplo é o almoço, o típico almoço holandês, é uma sandes de pão escuro com uma fatia de queijo. O almoço dura entre 15 a 20 minutos.

Família - O conceito de família está muito mais enraizado em Portugal, os laços familiares não são tão estreitos na Holanda como em Portugal. Eu acho que visito mais os meus pais do que alguns colegas meus holandeses.

. Hierarquia no local de trabalhoAqui todos somos iguais, todos se tratam por tu, pelo primeiro nome. Não há cá Sr.doutores/engenheiros. O ambiente de trabalho é muito informal. Numa reunião de trabalho todos tem direito a ter opinião, é muito democrático. Eu nunca trabalhei em Portugal mas tenho a certeza que a realidade é muito diferente.

Apesar de algumas diferenças óbvias eu gosto sempre de referir, que as diferenças culturais existem mas não são extremas!

Como caracterizas o típico “Holandês”?
O típico holandês é “outspoken”, diz sempre o que pensa, é directo e muito pragmático. São, também, conhecidos por serem sovinas, muito agarrados ao dinheiro, estão sempre a tentar fazer uma “goedkoop”, tradução directa é “boa compra”, e quer dizer comprar barato! 

Que visão têm os Holandeses sobre Portugal e os Portugueses?
Antes da crise, os comentários que eu ouvia eram sempre em relação a Portugal como um bom destino de ferias. Depois do resgate, a comunicação social na Holanda pintou o retrato de Portugal como sendo “o bom aluno” comparativamente com a Grécia. A maioria das pessoas com quem eu falo, acha que Portugal esta a trabalhar arduamente para sair da má situação económica.

Como vês Esposende a partir da Holanda?
Vejo que Esposende continua a ser uma cidade muito agradável para se viver.
A mais valia de Esposende é o facto de ser uma cidade pequena mas relativamente perto de cidades de maiores dimensões como Braga, Porto. É uma cidade muito “Family friendly” e que na sua essência não mudou muito nos últimos anos.

O que achas que deveria ser aplicado a Esposende, cuja aplicação na zona onde vives funcionaria?Uma das coisas que eu mais gosto na Holanda é o facto de todas as cidades (pequenas ou grandes) estarem ligadas por serviços de transporte públicos (comboio). Como é óbvio, o facto de o pais ser pequeno, e ter uma elevada densidade populacional ajuda.
Por exemplo, eu não tenho carro, vou de comboio para todo o lado. Seria óptimo que isso fosse possível em Esposende, que não fossemos tão dependentes dos carros.

Quem visita a Holanda, que lugar e que prato não pode perder?
Lugar, sem dúvida Amesterdão
Por ser uma cidade tão diferente de todas as outras em termos de construção com os canais, as típicas casas holandesas e claro as centenas de bicicletas. 
Há imensas coisas sempre a acontecer em Amesterdão, desde festivais, concertos, museus para visitar. 
É imperdível! 
Quem puder vir à Holanda em Abril/Maio, recomendo uma visita ao famoso Jardim Keukenhof.
O Jardim só está aberto durante esse período do ano, e é possível ver as famosas tulipas holandesas de todas as cores e feitios. 
Em relação à comida, eu acho que a gastronomia holandesa é um ponto completamente “perdível”. Não existe, neste pais, nenhuma tradição culinária digna de experimentar.


Imagem: Jardim Keukenhof, Amesterdão, Holanda

Para além da família e amigos, o que sentes mais saudades de Esposende?
O mar (risos); apesar de Holanda ter costa, eu moro a 2-3 horas do mar, então sinto sempre falta do mar (para não falar do sol)!

Ao voltar a Esposende qual o lugar que te apetece sempre voltar?
A casa, eu sempre fui muito “caseira”. Se pudesse, sempre que visito a família, nem saía de casa (risos).
Mas claro que um passeio pela marginal é indispensável!


Esposendenses pelo Mundo” é uma rubrica que pretende dar a conhecer os “esposendenses” espalhados pelos 4 cantos do mundo, partilhando as suas impressões sobre os novos lugares que habitam, os povos e culturas com quem convivem, e o seu olhar sobre a terra que os viu nascer e crescer.
Se conheces algum “esposendense” espalhado pelo mundo, ou se és tu próprio um “esposendense” espalhado pelo mundo, e gostasses de ver a sua/tua história aqui partilhada, escreve para largodospeixinhos@gmail.com, com indicação do nome, país e contacto de e-mail ou FB.