sábado, 13 de setembro de 2014

Fórum Esposendense - 25 anos

Já lá vai quase um mês, mas aqui o "estaminé", penso eu, não poderia deixar passar em claro a oportunidade de felicitar uma associação como o Fórum Esposendense pelos seus 25 anos. 
Estarei a incorrer no risco de "louvar" uma associação, esquecendo-me de outras que trabalham em prol do Concelho de Esposende e, que em muitos casos, substituem a responsabilidade do poder nacional, visto que quando ao poder local, temos assistido nos últimos anos a um estreitar de relações entre as instituições, o que é de enaltecer.

Mas corro este risco porque o Fórum é, sem dúvida, uma das associações com dinâmica acima da média, uma associação cuja intervenção é vasta, com a publicação do jornal "Farol de Esposende", com a reconstrução da Catraia (um dos símbolos de Esposende), com a requalificação do edifício dos Socorros a Náufragos e instalação do Museu Marítimo nesse espaço, com a requalificação do edifício dos Estaleiros, entre tantas outras... 
Bem, a obra fala por si!!!

Em 25 anos a obra é enorme, a associação cresceu, amadureceu, tornou-se mais profissional. Certamente não foram anos fáceis, com um começo atribulado como contam os seus fundadores, direcções e amigos, que nos momentos iniciais da associação encontraram grandes dificuldades e os tão afamados "velhos do Restelo". 
Mas ela ai está, de pedra e cal...

Eu tinha 6 anos quando o Fórum nasceu, mas acompanhei o crescimento da associação, por entre as conversas do saudoso amigo Armindo Duarte (Rochinha) com o meu pai, das conversas entre os fundadores, através da construção da Catraia em que, quando podia, "fugia" até aos estaleiros para ver a sua evolução, com o embalar e colar as etiquetas nas primeiras edições do jornal para expedição, com algumas férias a trabalhar na sede da Rua da Nogueira. O meu crescimento foi feito, também, com o crescimento do Fórum. 

Mas, mais importante é deixar uma palavra de apreço aos fundadores e colaboradores mais activos do Fórum. A associação, como foi pensada e como foi construída é o VOSSO LEGADO, é o legado que deixam às gentes de Esposende, é o vosso nome inscrito na história e nas estórias deste Concelho. A vossa visão perdurará, assim o espero, nas mãos dos mais jovens que vos irão substituir e aos quais entregastes e continuareis a entregar o futuro da associação. 

Bem hajam pelo esforço, pela dedicação e pela edificação de tão valorosa Associação!!! 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Dias da rádio

A Esposende Rádio celebra este ano os seus 25 anos e isso leva-me aos seus tempos iniciais quando a rádio teve o seu primeiro crescimento em termos de audiências, diversidade de programas e de implantação na sociedade esposendense.

O que mais me deixa saudades são as antigas tarde desportivas em que havia relatos em directo dos vários campos de futebol do concelho e onde cheguei a acompanhar relatos de jogos de andebol, algo que hoje parece longínquo e quase inacreditável. 

Mas não só de tardes desportivas vivia a rádio mas também dos programas de debate da atualidade esposendense e entrevistas às figuras das associações mais relevantes e esse era uma das suas maiores valências e maior serviço público que a rádio prestava, aproximar a sociedade das suas instituições.
Numa altura em que existe confusão entre o que é informação e conhecimento, entre jornalismo e justicismo, e entre debate e discussão, vemos que as referências nos meios de comunicação continuam as mesmas,  já que a revolução tranquila não trouxe um aumento de confiança, fiabilidade e de isenção, o que leva a que hoje os mesmos jornais, as mesmas estações de televisão, as mesmas rádios dominem as plataformas de comunicação quer a nível internacional, nacional e local. Claro que a plataforma em que nos são apresentados tem sido diversificada: os jornais passaram para a internet e para a televisão, a televisão para a internet e para conteúdos específicos, as rádios para a internet e para a televisão  (fenómeno ainda em expansão).
Seguindo o exemplo da diversificação das plataformas de informação surge como desenvolvimento natural dos meios de comunicação esposendenses a sua unificação e inter-ligação. Falo da Rádio Esposende, do Jornal de Esposende, do Novo Fangueiro online,Esposende Serviços, o Forjanense, etc.  
Sabendo que são detidos por identidades diferentes, surge-me como lógico e proveitoso que os meios de comunicação partilhem cada vez mais as informações, os programas, as entrevistas, os espaços de debate, os directos, entre outros. Sabendo que a nossa realidade não consegue criar notícias de uma forma constante e em volume suficiente o seu compartilhamento parece-me algo natural e desejável.
Tal como disse acima, é o reconhecimento de isenção, de responsabilidade, de profissionalismo e segurança que garante a existência das mesmas referências ano após ano e na realidade esposendense esses fatores são aqueles que garantem que os jornais, a rádio e a televisão se mantenham como veículos de comunicação priveligiados pela população.
Para além de compartilhar informação, as plataformas comuns permitem chegar mais longe, pensar em projectos mais ousados e que permitam maior visibilidade às atividades comerciais, culturais e políticas do nosso concelho. Nesta confluência de esforços poder-se-ia colmatar uma das grandes lacunas da informação esposendense, com a criação de um sitio na internet que aglomerasse a atualidade relativamente a Esposende, como que um Google Esposendense.
A união faz a força e no nosso caso só sobreviveremos e nos desenvolveremos com a união.
Só como sugestão, para quando um concurso para novos talentos musicais aqui em Esposende? Para quando a transmissão dos concertos da Musicórdia ou da Música na Praça?  

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Momento Fernando Pessa

Um dos momentos televisivos de que guardo especial saudade é o dos famosos postais que o lendário jornalista Fernando Pessa escrevia ao presidente da Câmara de Lisboa (na altura, Jorge Sampaio), dando conta de aspetos menos positivos da cidade no seu dia-a-dia e que urgia reparar (lembro-me de uma peça mítica sobre o cocó nos passeios, flagelo que esteve, durante largos anos, por combater em Lisboa e que, ainda hoje, não desapareceu totalmente embora o cenário já tenha melhorado. Esposende, aliás, também sofre do mesmo problema na marginal requalificada mas sobre isso escreverei noutra ocasião).
Esses postais eram objecto de uma peça jornalística engraçada, que costumava concluir os telejornais das 20h de domingo, e que terminava com o mítico «e esta, hein?».
Serve a evocação de Fernando Pessa para, inspirado no seu exemplo de serviço público, dar aqui nota pública de duas situações para as quais a Câmara de Esposende deve olhar atentamente, diligenciando junto de quem de direito para intervir.
A primeira, prende-se com o cruzamento da estrada Esposende-Barcelos, de quem sai do Modelo ou vem da saída da A28 ou, se preferirem, de quem vai nessa estrada e pretende apanhar a A28. Esse cruzamento tem umas marcas no chão que servem para posicionar correctamente os automobilistas. Fruto do desgaste dos anos, as marcas desapareceram quase totalmente, e não raras vezes vemos automobilistas fora da sua margem, o que potencia acidentes naquela zona. Faz falta pintarem novamente as marcas, e não se percebe como é que, recentemente, aquando da construção da rotunda junto à Repsol ninguém se lembrou de «já agora, deixa ir ali passar uma pintura sobre o chão que está uma vergonha». 
O segundo caso, e para mim o mais gritante, é o que respeita ao cruzamento junto ao Minipreço, isto é, o cruzamento da Avenida Pe. Sá Pereira com a Estrada Nacional 13. Trata-se de um cruzamento infame que já leva a sua conta de mortos e feridos, nalguns dos acidentes rodoviários mais infelizes da história de Esposende. Excesso de velocidade, falta de visibilidade, má interpretação das regras de prioridade, é um cruzamento vergonhoso, tal como se encontra neste momento, porque, claramente, os sinais Stop e a passadeira não chegam. Aliás, a passadeira que lá está é uma anedota, pois os automobilistas fazem tábua rasa das mais elementares regras do código da estrada, e quem pára para dar lugar ao peão só pode ser parvo pois quase ninguém o faz.
Não percebo, passados estes anos todos, como é que ainda não se intervencionou naquele lugar, nem que fosse com umas míseras lombas (embora o adequado seja o semáforo). Alguma razão transcendente, certamente, faz prolongar uma intervenção óbvia e que contribuiria para uma melhor e mais segura circulação rodoviária na nossa terra. Resta saber até quando é que teremos de esperar mais... 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Carta a Benjamim Pereira

Caro Benjamim Pereira,

As instituições são as pessoas, e são as pessoas que lhe dão alma e vida, que lhe conferem personalidade e o seu carisma. O carisma da Câmara Municipal mede-se pela forma como os seus máximos representantes  falam e se expressam e ao ouvir o seu discurso no Dia do Município fiquei preocupado.
O endeusamento  de João Cepa ficou claro quando falou nas obras em curso , como sabe melhor do que eu, a adjudicação é a última fase do concurso que já se encontravam em curso e o Benjamim os finalizou e os terá de executar e como bem sabe, quase todas as obras de que o anterior executivo se orgulha foram financiadas pelo programa Polis e outros similares, sem os quais as obras estariam quase na mesma. Mas este endeusamento continua quando apelida a prestação do seu antecessor como “ímpar”, “referência nacional”, “visão estratégica”, “ irrepreensível”.
Ora vejamos alguns factos concretos: Esposende continua a ter um nível de salários abaixo da média nacional, um nível de pessoas com formação de ensino superior abaixo da média nacional, ainda não se eliminaram as barracas, a abertura de novas empresas é inexistente, as pessoas continuam a usar a cidade como dormitório, os hotéis não estão cheios, o comércio local definha etc. Tudo isto me parece mais do que suficiente para o Benjamim ser mais comedido na adjetivação da anterior administração.
Preocupa-me que o Benjamim utilize um discurso demasiado dado ao sebastianismo, uma demonstração de excessivo respeito como se nos descansasse que ele um dia voltará numa manhã de nevoeiro mas também uma desculpabilização antecipada, uma certa salvaguarda sua como se colocasse o seu antecessor num pedestal tão elevado que todos pensem que é impossível alcança-lo, mas tenho-lhe a dizer Benjamim que desde Yuri Gagarin o céu já não é o limite.
O Benjamim fala na participação cívica e voluntária, na necessidade da crítica construtiva,  e na sobreposição dos interesses da coletividade perante os individuais. Não poderia concordar mais consigo Benjamim, mas para atingirmos este estado de consciência social é necessário a construção de uma qualidade de vida nas populações que as leve a pensar em algo mais do que sobreviver no dia-a-dia,  que as leve a pensar em algo mais do que a satisfação das suas necessidades básicas .  
E para atingirmos essa qualidade de vida não nos poderemos apenas entregar ao turismo, à boa cozinha e à diversão. Sei que neste espaço sempre defendi (e o defenderei) o turismo e dei algumas ideias para o turismo, mas o turismo não é o garante de um ordenado elevado, estável e com potencialidade para crescer, mas sim a indústria, as fábricas, o sector secundário que cria riqueza e transforma matéria-prima em produtos de valor acrescentado. Sem o aumento da qualidade de vida dos Esposendenses o pedido de abandono das suas necessidades pessoais por uma causa maior e para abandonarmos as críticas aos orgãos de soberania para abraçarmos o trabalho cívico são os mesmos argumentos utilizados pelos estados e governantes “musculados” pelo mundo fora .
Sabemos que as pessoas não perfeitas, não são robots e nem mesmo os robots são perfeitos posso-lhe garantir, mas o Benjamim foi eleito para um cargo de chefia, um cargo de decisão onde é preciso visão, ação e clarividência e esse tem sido o seu grande defeito.
O Benjamim ainda não percebeu que a presidência da Câmara é uma função para a qual foi eleito e que é pago para tal, por todos nós, e que é a nós que nos deve explicações e mostrar progressos e não guardar para si os projetos e ideias. Esposende não lhe foi doada, mas sim emprestada para o Benjamim a fazer crescer. O Benjamim ainda não percebeu que o seu passado académico, político e laboral foi o responsável para ser vice-presidente da Câmara (e como deve ser), mas não foi esse passado o responsável pela sua eleição como presidente da Câmara, mas sim o ideal, o sonho que conseguiu passar às pessoas, o carisma.
O carisma não se consegue falando consecutivamente no seu antecessor, não se consegue falando no que se poderá fazer, não se consegue falando das glórias passadas. A instituição Câmara Municipal corre o risco de surgir aos olhos da população como uma instituição plácida, imóvel, bafienta mesma, com este latente sebastianismo. Até a sua ausência na cerimónia foi um ato político, transformando uma ausência numa não-presença mais comentada que a putativa presença do próprio.
Existe uma altura na vida de um homem em que matamos o pai psicologicamente , apenas na nossa cabeça entendamos bem, em que nos apercebemos que os nossos progenitores nada mais podem fazer por nós e teremos de seguir em frente e o Benjamim, como homem político, precisa de matar na sua cabeça o seu pai político o quanto antes.   
Pelo nosso bem…
Cumprimentos
Manuel Gomes Pereira

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Frases de 2014 (3)

"Mas podemos hoje dizer que mais de 10 milhões de obras – quer no âmbito do Polis Litoral, quer no âmbito de obras que não sendo competência da câmara, como o caso das docas de pescas – a câmara tem assegurado".

Agostinho Silva, presidente da Assembleia Municipal de Esposende, no discurso do Dia da Cidade e do Município (19.08.14) enquanto elencava o trabalho realizado à data pelo executivo de Benjamim Pereira.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Miguel Gameiro, os Pólo Norte... e uns tantos desnorteados!

Nota prévia: Depois do dia 19 de Agosto sucede-se anualmente o dia 20 de Agosto! Este poderia ser um dia 20 qualquer, de um Agosto qualquer, de um ano qualquer. Quis a nobre memória de el Rei D. Sebastião que este fosse o dia 20, após o dia 19 de Agosto de 2014 - o primeiro dia! Não um "primeiro dia qualquer", o primeiro dia em que eu estive presente na plateia do auditório municipal para assistir à sessão solene do dia do Município. (Creio que em tempos passei por lá, mas devido à falta de espaço do salão nobre da CM, fiquei-me sempre pelas passagens e nunca pela permanência).

Dita esta nota prévia, outra se sucede: 
Nota prévia 2: Depois de ouvir a introdução do discurso do Sr. Presidente da CM, senti-me deveras hesitante na escrita deste post! Ele falou lá tão mal desses que andam pelos cafés a dizer mal do trabalho feito (Sim! Fiquei ontem a saber que afinal há! E assim sendo, em abono da verdade, impõe-se aqui dizer que "Há trabalho feito" - pronto, está dito!). Retomando! Andam por isso esses "más línguas" pelos cafés a dizer mal das pessoas! Bandidos! É que provavelmente vão só aos cafés dizer mal, se ainda lá fossem consumir algo... sempre estimulavam a economia local! De repente apercebo-me: o Largo dos Peixinhos é um blog, não um café! Ah pois... mas se calhar ele também criticou os gajos que escrevem nos blogs... Ora bolas... Que fazer? Bem... se calhar não escrevo nada! Vão dizer que eu sou desse bando de malfeitores.

Posto isto, este post será necessariamente um não-post! 
Ainda pensei falar sobre os concertos no parque (que multidão trouxeram!)
Tenho que concordar que foi um grande trabalho político o anúncio dos concertos na RFM! Eu nunca tinha visto tanta gente à noite em Esposende.

Mas para falar dos concertos iria falar do Vitorino que fez da nossa praça uma mini festa do Avante! (O que para mim foi giro, pois eu sempre quis ir ao Avante)! E teria necessariamente que falar do fabuloso concerto do Miguel Gameiro com os Pólo Norte... e por aí voltaria ao tema das medalhas, pois só me vem à ideia esta musiquinha:


E inspirado pelo abraço... não terei sido o único a reparar num prolongado abraço entre o entregador de medalhas e um certo representante de um medalhado ausente! Por momentos acreditei que algum dos dois estava de partida para a guerra e que o outro ficaria cá a cuidar da casa e dos filhos! Foi lindo e  comovente!


ps.: A única parte séria do post: 
1. A Banda de Antas deu um concerto fabulosa! Parabéns! Um sucesso e muito nível.
2. O facto do medalhado ausente se ter feito representar pelo pai creio que teve categoria! Que filho não adoraria apresentar o pai para receber uma medalha por si? Afinal de contas, creio que todos temos orgulho em ser o produto da educação que nos deram pai e mãe.

E agora vou-me que tenho que ir ali ao café!

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Pelo rio acima

Se o turismo for aposta no concelho de Esposende, as atividades náuticas deverão ser um dos pilares mais fortes.

Falo do Centro de Actividades Náuticas - Sabseg.
Atualmente, este centro da responsabilidade do Fórum Esposendense já conta com um conjunto de valências e atividades interessantes, como a escola de vela, os passeios pelo rio Cávado, os encontros de embarcações históricas no rio Cávado, entre outras,  sendo para mim claro que com algum reforço das atividades pode ser uma das novas estrelas do nosso concelho. A escola de vela consegue proporcionar atividades o ano inteiro. Além de criar e fomentar um novo desporto no concelho que pode ser aproveitado para atrair mais alguns eventos para o concelho como competições de vela das mais diversas disciplinas, consegue criar a dinâmica da vela para os praticantes ocasionais.
Mas a mais interessante delas todas será a das excursões ao Rio Cávado.
Os passeios deveriam ser divididos em dois tipos, o de tipo excursão e o de tipo cruzeiro.
Os passeios em modo excursão teriam de ser aquilo que o próprio nome indica, uma excursão. A sua vertente deveria ser a de conseguir reunir o maior número de pessoas possível num barco para que o preço final fosse atrativo, tendo como principal objetivo fazer um passeio turístico para apreciar quer o rio, quer as margens, fazendo com que os viajantes vissem as localidades que estão à margem de uma nova perspetiva, dando a conhecer algumas delas a quem não as conhece, promovendo o rio em si, utilizando um guia turístico que fosse contando factos curiosos e históricos do rio Cávado, fazendo assim a ponte com o que poderiam encontrar no Museu Marítimo, local onde este tipo de excursão deveria acabar, já que à semelhança do Museu Municipal este museu ainda não se encontra apelativo para quem passa.

Os passeios em modo cruzeiro não procurariam atrair o máximo de pessoas mas sim pequenos grupos dependendo da capacidade das embarcações. Aqui o objetivo seria proporcionar às pessoas uma embarcação para passar o dia no rio, com refeições  a bordo, possibilidade de apanharem banhos de sol, poderem movimentar-se no rio, entre outras atividades. Assim conseguiríamos atrair as pessoas que querem passar um dia no rio, a desfrutar do rio, e não serem obrigadas a terem barco próprio. Vejo aqui possíveis problemas em termos de licenças de navegabilidade, mas cada embarcação poderia vir com um piloto encartado para o efeito. A inexistência deste tipo de possibilidade é uma das lacunas da nossa oferta turística, já que este segmento não só atrai as pessoas como fixa e publicita de uma forma indireta os locais que a promovem.  
Para lançar de uma forma convincente o que aqui em cima escrevi seria necessário garantir que as condições em que este centro atuaria fossem apresentáveis. Quem passa pelo estaleiro não pode deixar de pensar se o edifício se encontra devoluto ou em estado de abandono tal como o jardim e a rampa de saída para o mar, que mais parece um estaleiro abandonado da Lisnave do que um centro em plena atividade. É necessário que o Fórum Esposendense tente junto das autoridades competentes algum tipo de apoio para a recuperação do espaço e a sua dignificação.
Se existem imagens que nos ficam e nos fazem pensar se a sociedade civil está adormecida e à sombra das suas instituições, a marginal de Esposende surge como um bom exemplo contrário. Se numa das suas pontas temos as virtudes da recuperação (e certíssima) da marginal com recurso a financiamentos externos, na outra ponta começamos a ver o despontar de novos pontos de atração e  de animação em Esposende.
O “Mar” não rende dinheiro apenas com a pesca, temos de ir mais além.