quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Festa do Idoso - uma proposta para 2017, 2021, 2025 e seguintes

Realiza-se amanhã mais um passeio a Fátima que a Câmara de Esposende proporciona, anualmente, aos idosos do concelho.
No ano passado, o passeio ficou marcado pelos terços que o Presidente João Cepa ofereceu aos participantes, gesto pretendido  "como forma de agradecimento aos idosos pela simpatia, atenção, apoio e amizade", mas visto pela oposição como manobra eleitoralista atendendo às eleições municipais que se avizinhavam.
Este ano, como não há eleições, o passeio voltará a ser pacífico como se deseja, isto é, sem estórias.
Apesar de o próximo acto eleitoral ainda vir distante, deixo a minha proposta sobre o tema: em ano de eleições autárquicas o passeio a Fátima deverá ser agendado para data posterior ao acto eleitoral. Precisamente para afastar quaisquer suspeitas de aproveitamento eleitoral por parte de autarcas que se candidatam nesse ano.
E, para ilustrar melhor o que acabo de dizer, socorro-me do protocolo do Vaticano, o qual estabelece que o Papa não recebe governantes que estejam em ano de eleições. Uma medida protocolar que se percebe. Afinal, a tentação de um político querer aproveitar uma audiência papal a seu favor, sobretudo se a eleição doméstica estiver tremida, pode ser muita.
Embora os passeios a Fátima sejam organizados pela Câmara, não deixa de ser verdade que estes contam com a colaboração próxima do arciprestado de Esposende. Assim, e à semelhança do que o sucessor de Pedro determina para si próprio, seria aconselhável que os bons pastores cá da terra não arriscassem  qualquer aproveitamento político nas suas costas e, consequentemente, recusassem o passeio em data antes das eleições. 
Faço esta observação no pressuposto de que o primeiro passo para rever esta calendarização nunca partirá do próprio Município. 
Dir-me-ão alguns que é um exagero comparar um simples passeio em peregrinação a Fátima com uma audiência papal. Bom, mas o seguro nunca morreu de velho, e se em Roma o chefe da Igreja tem este cuidado, pelo motivo acima referido, por que razão haveria de ser diferente na realidade da igreja esposendense?

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Romaria, festa e festança!

Passadas as festas, romarias, festivais parece-me oportuno discutir o que foi o concelho de Esposende nestes eventos.

Em primeiro lugar quero deixar a nota positiva à organização da Silent Party e da Festa 80’s do Parque Radical. Este tipo de festas e eventos fazem falta a Esposende que assim consegue diversificar o seu leque de atrações e aproveita a cidade em si e as praças e pelo que fui vendo nas noites de Verão deveríamos pensar num reaproveitamento do Largo Rodrigues Sampaio e não apenas ser utilizado como local das feiras de artesanato e de velharias.
Em segundo lugar, e mais importante, é necessário que a calendarização dos eventos seja mais racional e mais equilibrada e que haja esforços para que algumas festas de base religiosa e mundana sejam unificadas para permitir não só uma vertente religiosa como uma vertente civil que crie eventos mais sólidos e mais apelativos para quem nos visita.
As festas de São Bartolomeu do Mar continuam a ser o maior desperdício em termos de potencial turístico festivo do nosso concelho. Sendo uma das mais antigas e mais características do país é difícil de explicar como ela não têm melhor tratamento e divulgação pelo turismo esposendense. Seria desejável e proveitoso que elas tivessem um símbolo, uma linha gráfica, cartazes com identidade própria como se de uma marca se tratasse ou como se da Galaicofolia se tratasse e que fosse relocalizada, já que termos a EN13 com apenas 1 via de circulação enquanto existem espetáculos e pessoas a amontoarem-se sobre essa via livre é uma cena que pertence aos anos 80.
A Galaicofolia continua a ser uma boa aposta forte do turismo de Esposende e continua a dar bons resultados. Na minha condição de utilizador é necessário aumentar a frequência de meios de transporte para o São Lourenço, como facilitar o parqueamento de automóveis no próprio monte.  Mas mais do que isto é necessário a reorganização das datas para que haja confluência com o as festas do São Lourenço. Que sentido faz termos um festival hoje e daqui a 8 ou 15 dias uma festa no mesmo local? Pouca, na minha visão.  

Não estou a afirmar que se elimine uma em favor da outra, mas que haja uma confluência de ambas, e que elas partilhem o mesmo esforço em termos de espaço, de logística de meios e que partilhem as pessoas que vão a São Lourenço por esta altura. Nesta senda de festas em montes e locais com contacto privilegiado com a natureza será uma boa aposta a revitalização da Senhora da Guia em Belinho, aproveitando a dinâmica da Galaicofolia para encetar alguns eventos naquele local, um dos locais com melhores vistas do concelho de Esposende.
A Feira Medieval mais uma vez esteve em bom plano, sendo cada vez mais a referência em termos de festa da cidade de Esposende, é o local onde toda a gente se encontra e onde todos se revêm. Por muito que custe a acreditar, hoje a feira medieval é a “Senhora da saúde” de há muitos anos atrás, a romaria quase obrigatória, onde se ouvem crianças a rir, pais às compras, famílias a passear.E qual o segredo? Porque se realiza nas ruas e cria um sentido de massa humana positivo.  Como melhoria apenas vejo a possibilidade de termos uma parte da feira aberta até mais tarde, para lá da 1 da manhã, com música, copos, comida e um espaço envolvente já de si temático.
O Festival Sons de Verão 2014 veio desafiar a noção de que os festivais e as festas apenas são para os mais novos. Com o concerto de Vitorino vimos um público mais velho, mais conhecedor a vir a Esposende o que pode servir como  aviso à organização do evento que para 2015 será proveitoso apostar novamente em artistas para este público, e já agora, aproveitar as bandas filarmónicas de música do concelho e outro tipo de bandas do concelho para estes concertos.
E agora as “Senhoras da Saúde”. Sou ainda um daqueles para quem as festas da Senhora da Saúde e da Soledade de Esposende eram o ponto alto do concelho, o dia de maior agitação em Esposende e um dos pontos de maior agitação noturna da cidade e onde as máquinas de jogos, os carrinhos de choque, as barraquinhas, as caravanas de k7, fogo de artifício e as procissões faziam a festa.  Daqui digo um profundo “obrigado” a todos os que a organizaram ano após ano e digo “força” a quem a organiza atualmente e nada do que direi a seguir pretende menosprezar o esforço de quem a organiza nos nossos dias.
Mas os tempos mudaram e a realidade mudou e hoje as festas da Senhora da Saúde já não são o ponto alto de Esposende.  Hoje a sua dimensão e capacidade de mobilização pouco ou nada têm a haver com o que foi mas têm lentamente vindo a recuperar com mais algumas pessoas, mais alguns comerciantes (a face mais visível do número expectável de pessoas) . 

Sei que  sendo esta uma festa de cariz religioso está sempre ligada a uma data fixa e que existem mais duas festas devotas a esta santa, em Apúlia e Marinhas, mas será preciso deixarem realizar o festival do marisco na mesma altura? Se estas são as festas religiosas de maior nomeada no nosso concelho não seria de esperar que não se pretendesse dividir as pessoas entre as duas coisas? E mesmo que me digam que é este o fim-de-semana  mais propício para se realizar, não se deveria fazer uma publicidade conjunta dos dois eventos?  O concelho de Esposende não aguenta estas divisões de público e as juntas de freguesia que promovem estes eventos com esta calendarização e com esta divulgação nada mais estão a fazer do que a queimar dinheiro.  
Não faria sentido colar o Festival Sons de Verão a esta festa? Não faria sentido organizar uma das feiras de artesanato na altura das festas? Porque tal como se percebe da Feira Medieval, não é uma rua da Senhora da Saúde despida de luzes, de pessoas, de barracas, de vida no essencial que atrai as pessoas  e dá vida a esta festa. É preciso perceber como se atrai as pessoas para a rua Rodrigues Faria e as leva até à rotunda e isto é algo que deve estar ao encargo do turismo e não da comissão organizadora  das festas.  Como diz Pacheco Pereira, é preciso mudar o paradigma, e as festas para sobreviverem terão de obrigatoriamente de mudar.
E já agora, e isto é um pequeno desafio para o turismo esposendense, para quando atividades na sempre esquecida foz do Rio Neiva?

sábado, 13 de setembro de 2014

Fórum Esposendense - 25 anos

Já lá vai quase um mês, mas aqui o "estaminé", penso eu, não poderia deixar passar em claro a oportunidade de felicitar uma associação como o Fórum Esposendense pelos seus 25 anos. 
Estarei a incorrer no risco de "louvar" uma associação, esquecendo-me de outras que trabalham em prol do Concelho de Esposende e, que em muitos casos, substituem a responsabilidade do poder nacional, visto que quando ao poder local, temos assistido nos últimos anos a um estreitar de relações entre as instituições, o que é de enaltecer.

Mas corro este risco porque o Fórum é, sem dúvida, uma das associações com dinâmica acima da média, uma associação cuja intervenção é vasta, com a publicação do jornal "Farol de Esposende", com a reconstrução da Catraia (um dos símbolos de Esposende), com a requalificação do edifício dos Socorros a Náufragos e instalação do Museu Marítimo nesse espaço, com a requalificação do edifício dos Estaleiros, entre tantas outras... 
Bem, a obra fala por si!!!

Em 25 anos a obra é enorme, a associação cresceu, amadureceu, tornou-se mais profissional. Certamente não foram anos fáceis, com um começo atribulado como contam os seus fundadores, direcções e amigos, que nos momentos iniciais da associação encontraram grandes dificuldades e os tão afamados "velhos do Restelo". 
Mas ela ai está, de pedra e cal...

Eu tinha 6 anos quando o Fórum nasceu, mas acompanhei o crescimento da associação, por entre as conversas do saudoso amigo Armindo Duarte (Rochinha) com o meu pai, das conversas entre os fundadores, através da construção da Catraia em que, quando podia, "fugia" até aos estaleiros para ver a sua evolução, com o embalar e colar as etiquetas nas primeiras edições do jornal para expedição, com algumas férias a trabalhar na sede da Rua da Nogueira. O meu crescimento foi feito, também, com o crescimento do Fórum. 

Mas, mais importante é deixar uma palavra de apreço aos fundadores e colaboradores mais activos do Fórum. A associação, como foi pensada e como foi construída é o VOSSO LEGADO, é o legado que deixam às gentes de Esposende, é o vosso nome inscrito na história e nas estórias deste Concelho. A vossa visão perdurará, assim o espero, nas mãos dos mais jovens que vos irão substituir e aos quais entregastes e continuareis a entregar o futuro da associação. 

Bem hajam pelo esforço, pela dedicação e pela edificação de tão valorosa Associação!!! 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Dias da rádio

A Esposende Rádio celebra este ano os seus 25 anos e isso leva-me aos seus tempos iniciais quando a rádio teve o seu primeiro crescimento em termos de audiências, diversidade de programas e de implantação na sociedade esposendense.

O que mais me deixa saudades são as antigas tarde desportivas em que havia relatos em directo dos vários campos de futebol do concelho e onde cheguei a acompanhar relatos de jogos de andebol, algo que hoje parece longínquo e quase inacreditável. 

Mas não só de tardes desportivas vivia a rádio mas também dos programas de debate da atualidade esposendense e entrevistas às figuras das associações mais relevantes e esse era uma das suas maiores valências e maior serviço público que a rádio prestava, aproximar a sociedade das suas instituições.
Numa altura em que existe confusão entre o que é informação e conhecimento, entre jornalismo e justicismo, e entre debate e discussão, vemos que as referências nos meios de comunicação continuam as mesmas,  já que a revolução tranquila não trouxe um aumento de confiança, fiabilidade e de isenção, o que leva a que hoje os mesmos jornais, as mesmas estações de televisão, as mesmas rádios dominem as plataformas de comunicação quer a nível internacional, nacional e local. Claro que a plataforma em que nos são apresentados tem sido diversificada: os jornais passaram para a internet e para a televisão, a televisão para a internet e para conteúdos específicos, as rádios para a internet e para a televisão  (fenómeno ainda em expansão).
Seguindo o exemplo da diversificação das plataformas de informação surge como desenvolvimento natural dos meios de comunicação esposendenses a sua unificação e inter-ligação. Falo da Rádio Esposende, do Jornal de Esposende, do Novo Fangueiro online,Esposende Serviços, o Forjanense, etc.  
Sabendo que são detidos por identidades diferentes, surge-me como lógico e proveitoso que os meios de comunicação partilhem cada vez mais as informações, os programas, as entrevistas, os espaços de debate, os directos, entre outros. Sabendo que a nossa realidade não consegue criar notícias de uma forma constante e em volume suficiente o seu compartilhamento parece-me algo natural e desejável.
Tal como disse acima, é o reconhecimento de isenção, de responsabilidade, de profissionalismo e segurança que garante a existência das mesmas referências ano após ano e na realidade esposendense esses fatores são aqueles que garantem que os jornais, a rádio e a televisão se mantenham como veículos de comunicação priveligiados pela população.
Para além de compartilhar informação, as plataformas comuns permitem chegar mais longe, pensar em projectos mais ousados e que permitam maior visibilidade às atividades comerciais, culturais e políticas do nosso concelho. Nesta confluência de esforços poder-se-ia colmatar uma das grandes lacunas da informação esposendense, com a criação de um sitio na internet que aglomerasse a atualidade relativamente a Esposende, como que um Google Esposendense.
A união faz a força e no nosso caso só sobreviveremos e nos desenvolveremos com a união.
Só como sugestão, para quando um concurso para novos talentos musicais aqui em Esposende? Para quando a transmissão dos concertos da Musicórdia ou da Música na Praça?  

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Momento Fernando Pessa

Um dos momentos televisivos de que guardo especial saudade é o dos famosos postais que o lendário jornalista Fernando Pessa escrevia ao presidente da Câmara de Lisboa (na altura, Jorge Sampaio), dando conta de aspetos menos positivos da cidade no seu dia-a-dia e que urgia reparar (lembro-me de uma peça mítica sobre o cocó nos passeios, flagelo que esteve, durante largos anos, por combater em Lisboa e que, ainda hoje, não desapareceu totalmente embora o cenário já tenha melhorado. Esposende, aliás, também sofre do mesmo problema na marginal requalificada mas sobre isso escreverei noutra ocasião).
Esses postais eram objecto de uma peça jornalística engraçada, que costumava concluir os telejornais das 20h de domingo, e que terminava com o mítico «e esta, hein?».
Serve a evocação de Fernando Pessa para, inspirado no seu exemplo de serviço público, dar aqui nota pública de duas situações para as quais a Câmara de Esposende deve olhar atentamente, diligenciando junto de quem de direito para intervir.
A primeira, prende-se com o cruzamento da estrada Esposende-Barcelos, de quem sai do Modelo ou vem da saída da A28 ou, se preferirem, de quem vai nessa estrada e pretende apanhar a A28. Esse cruzamento tem umas marcas no chão que servem para posicionar correctamente os automobilistas. Fruto do desgaste dos anos, as marcas desapareceram quase totalmente, e não raras vezes vemos automobilistas fora da sua margem, o que potencia acidentes naquela zona. Faz falta pintarem novamente as marcas, e não se percebe como é que, recentemente, aquando da construção da rotunda junto à Repsol ninguém se lembrou de «já agora, deixa ir ali passar uma pintura sobre o chão que está uma vergonha». 
O segundo caso, e para mim o mais gritante, é o que respeita ao cruzamento junto ao Minipreço, isto é, o cruzamento da Avenida Pe. Sá Pereira com a Estrada Nacional 13. Trata-se de um cruzamento infame que já leva a sua conta de mortos e feridos, nalguns dos acidentes rodoviários mais infelizes da história de Esposende. Excesso de velocidade, falta de visibilidade, má interpretação das regras de prioridade, é um cruzamento vergonhoso, tal como se encontra neste momento, porque, claramente, os sinais Stop e a passadeira não chegam. Aliás, a passadeira que lá está é uma anedota, pois os automobilistas fazem tábua rasa das mais elementares regras do código da estrada, e quem pára para dar lugar ao peão só pode ser parvo pois quase ninguém o faz.
Não percebo, passados estes anos todos, como é que ainda não se intervencionou naquele lugar, nem que fosse com umas míseras lombas (embora o adequado seja o semáforo). Alguma razão transcendente, certamente, faz prolongar uma intervenção óbvia e que contribuiria para uma melhor e mais segura circulação rodoviária na nossa terra. Resta saber até quando é que teremos de esperar mais... 

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Carta a Benjamim Pereira

Caro Benjamim Pereira,

As instituições são as pessoas, e são as pessoas que lhe dão alma e vida, que lhe conferem personalidade e o seu carisma. O carisma da Câmara Municipal mede-se pela forma como os seus máximos representantes  falam e se expressam e ao ouvir o seu discurso no Dia do Município fiquei preocupado.
O endeusamento  de João Cepa ficou claro quando falou nas obras em curso , como sabe melhor do que eu, a adjudicação é a última fase do concurso que já se encontravam em curso e o Benjamim os finalizou e os terá de executar e como bem sabe, quase todas as obras de que o anterior executivo se orgulha foram financiadas pelo programa Polis e outros similares, sem os quais as obras estariam quase na mesma. Mas este endeusamento continua quando apelida a prestação do seu antecessor como “ímpar”, “referência nacional”, “visão estratégica”, “ irrepreensível”.
Ora vejamos alguns factos concretos: Esposende continua a ter um nível de salários abaixo da média nacional, um nível de pessoas com formação de ensino superior abaixo da média nacional, ainda não se eliminaram as barracas, a abertura de novas empresas é inexistente, as pessoas continuam a usar a cidade como dormitório, os hotéis não estão cheios, o comércio local definha etc. Tudo isto me parece mais do que suficiente para o Benjamim ser mais comedido na adjetivação da anterior administração.
Preocupa-me que o Benjamim utilize um discurso demasiado dado ao sebastianismo, uma demonstração de excessivo respeito como se nos descansasse que ele um dia voltará numa manhã de nevoeiro mas também uma desculpabilização antecipada, uma certa salvaguarda sua como se colocasse o seu antecessor num pedestal tão elevado que todos pensem que é impossível alcança-lo, mas tenho-lhe a dizer Benjamim que desde Yuri Gagarin o céu já não é o limite.
O Benjamim fala na participação cívica e voluntária, na necessidade da crítica construtiva,  e na sobreposição dos interesses da coletividade perante os individuais. Não poderia concordar mais consigo Benjamim, mas para atingirmos este estado de consciência social é necessário a construção de uma qualidade de vida nas populações que as leve a pensar em algo mais do que sobreviver no dia-a-dia,  que as leve a pensar em algo mais do que a satisfação das suas necessidades básicas .  
E para atingirmos essa qualidade de vida não nos poderemos apenas entregar ao turismo, à boa cozinha e à diversão. Sei que neste espaço sempre defendi (e o defenderei) o turismo e dei algumas ideias para o turismo, mas o turismo não é o garante de um ordenado elevado, estável e com potencialidade para crescer, mas sim a indústria, as fábricas, o sector secundário que cria riqueza e transforma matéria-prima em produtos de valor acrescentado. Sem o aumento da qualidade de vida dos Esposendenses o pedido de abandono das suas necessidades pessoais por uma causa maior e para abandonarmos as críticas aos orgãos de soberania para abraçarmos o trabalho cívico são os mesmos argumentos utilizados pelos estados e governantes “musculados” pelo mundo fora .
Sabemos que as pessoas não perfeitas, não são robots e nem mesmo os robots são perfeitos posso-lhe garantir, mas o Benjamim foi eleito para um cargo de chefia, um cargo de decisão onde é preciso visão, ação e clarividência e esse tem sido o seu grande defeito.
O Benjamim ainda não percebeu que a presidência da Câmara é uma função para a qual foi eleito e que é pago para tal, por todos nós, e que é a nós que nos deve explicações e mostrar progressos e não guardar para si os projetos e ideias. Esposende não lhe foi doada, mas sim emprestada para o Benjamim a fazer crescer. O Benjamim ainda não percebeu que o seu passado académico, político e laboral foi o responsável para ser vice-presidente da Câmara (e como deve ser), mas não foi esse passado o responsável pela sua eleição como presidente da Câmara, mas sim o ideal, o sonho que conseguiu passar às pessoas, o carisma.
O carisma não se consegue falando consecutivamente no seu antecessor, não se consegue falando no que se poderá fazer, não se consegue falando das glórias passadas. A instituição Câmara Municipal corre o risco de surgir aos olhos da população como uma instituição plácida, imóvel, bafienta mesma, com este latente sebastianismo. Até a sua ausência na cerimónia foi um ato político, transformando uma ausência numa não-presença mais comentada que a putativa presença do próprio.
Existe uma altura na vida de um homem em que matamos o pai psicologicamente , apenas na nossa cabeça entendamos bem, em que nos apercebemos que os nossos progenitores nada mais podem fazer por nós e teremos de seguir em frente e o Benjamim, como homem político, precisa de matar na sua cabeça o seu pai político o quanto antes.   
Pelo nosso bem…
Cumprimentos
Manuel Gomes Pereira

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Frases de 2014 (3)

"Mas podemos hoje dizer que mais de 10 milhões de obras – quer no âmbito do Polis Litoral, quer no âmbito de obras que não sendo competência da câmara, como o caso das docas de pescas – a câmara tem assegurado".

Agostinho Silva, presidente da Assembleia Municipal de Esposende, no discurso do Dia da Cidade e do Município (19.08.14) enquanto elencava o trabalho realizado à data pelo executivo de Benjamim Pereira.