segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Esposendenses pelo Mundo - 2ª temporada

Ano novo, temporada nova.
Esta semana iremos retomar a rubrica «Esposendenses pelo Mundo», espaço em que damos a conhecer os esposendenses que dão cartas pelos quatro cantos do mundo, indo ao seu encontro para escutar as suas impressões sobre o lugar onde habitam e, claro está, a saudade que bate da terra de onde um dia saíram.
Enquanto não começa a segunda temporada de «Esposendenses pelo Mundo», recordamos as entrevistas que preencheram a primeira temporada da nossa rubrica:

João Eiras (Curvos), Noruega.
Artur Silva (Apúlia), República Checa.
Luciana Torres (Forjães), Holanda.
Dário Ferreira de Jesus (Fão), Estados Unidos da América.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A Deus

O Pe. Miguel, assim o conheci, foi o orientador da edição 2013 do centro de preparação para o matrimónio (CPM), na qual participei.
Confesso adepto fervoroso do Braga, foi na cidade dos arcebispos que se deparou com um grafitti num mural e que lhe despertou imediata atenção: «Sorriste-me, agora atura-me.»
Disse que aquela frase não poderia ser melhor apropriada para o CPM que aí vinha.
No final de cada sessão, em que o Pe. Miguel refletia sobre o tema que tinha sido debatido, surgia, invariavelmente, aquele que, muito apropriadamente, se pode dizer que foi o lema desse CPM: «Sorriste-me, agora atura-me.». Que nunca deixássemos de ter isso presente, avisava graciosamente o Pe. Miguel.
Foi uma agradável surpresa ter conhecido e privado com o jovem pároco de Apúlia e Rio Tinto. Embora não fosse seu paroquiano, ficou uma impressão muito, muito positiva.
Voltei a ver o Pe. Miguel no ano seguinte, na celebração eucarística da peregrinação anual do arciprestado de Esposende, no santuário de Nossa Senhora da Guia, situado no alto do monte em Belinho. Na sua “casa”, fiquei agora a saber.
A notícia do falecimento do Pe. Miguel, pelas circunstâncias trágicas em que tal ocorreu, e pela vida jovem que foi, subitamente, interrompida, constituiu um choque enorme em toda a comunidade, onde me incluo. Através dos relatos que vão sendo partilhados por amigos e crentes, reforço a impressão que já tinha sido gerada nas sessões do CPM: o Pe. Miguel era um pároco muito promissor, daqueles que muitas vezes dizemos fazerem falta à Igreja para renovarem a dinâmica da comunidade e, assim, trazerem de novo gente ao encontro com Cristo.
Nestes últimos dias têm surgido, com muita frequência, as lembranças daquelas noites geladas nos idos de janeiro de 2013, em que o Pe. Miguel, com o seu bom humor, ia aquecendo a assistência com ânimo e boa disposição.
«Sorriste-me, agora atura-me.» é lema que está cristalizado na minha memória, surgindo pela entoação afável do Pe. Miguel.
No Pe. Miguel encontro agora um especial intercessor junto de Deus, para ajudar-me a cumprir fielmente este meu dever de cristão, resumido no lema que o bom pastor introduziu: «Sorriste-me, agora atura-me.» 

sábado, 17 de janeiro de 2015

Paulo Gonçalves no Dakar 2015

Queria saudar Paulo Gonçalves pelo excelente resultado que obteve no "Dakar", ficando em 2º!

Não só é um excelente resultado numa prova de nível mundial, as 24 Horas de Le Mans do todo-o-terreno, como é uma das melhores participações de sempre de um português nesta prova, quer no seu formato africano ou sul-americano.

Depois de no ano passado Paulo Gonçalves ter corrido o mundo através da foto que o mostrava a chorar enquanto a sua moto ardia no Dakar 2014, foto essa considerada uma das 50 melhores do mundo em 2014 pela Associated Press, fica a foto de um grande resultado e de que os campeões são isto mesmo, aprender a ganhar e aprender a perder.

Como fã dos desportos motorizados e que segue esta competição desde miúdo tenho de confessar que era difícil imaginar um português chegar tão alto no Dakar e ainda por cima do concelho de Esposende.

Felizmente enganei-me.

Parabéns Paulo!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

O sebastianismo local...

Distantes vão já os dias de verão, de marginal cheia, de multidões na praça.
Por esta altura Esposende é, como muitas outras localidades costeiras, um misto de arrepios de inverno e saudades do verão.
Nada que se estranhe. Estamos habituados a isto. Está-nos no sangue.
Crescemos a blasfemar ora contra as ******* das nortadas ora contra o marasmo dos dias frios.
Vá-se-lá desejar uma nesga de sol aos domingos que traga à praça as feiras de velharias, de artesanato, de tradições... que traga gente! Nem que seja só para tomarem um café de circunstância a troco de uma ida ao WC do estabelecimento! Mas... deseja-se gente por cá. Gente que venha, vá e volte! Gente que não esqueçamos e que não se esqueça de nós. 

Falando em esquecido... lembro do "nosso" D. Sebastião - este natal abrilhantado por uma espécie de velas que pareciam atribuir finalmente a chancela de óbito ao desaparecido. Não fossem as ditas velas e aqueles dias de nevoeiro perto do natal e ninguém se lembraria de D. Sebastião. Pelo menos nos dias de nevoeiro sempre vamos ficando à espera que ele apareça, quiçá pelo próprio pé, a caminhar sobre as águas ali pela barra acima.

Estou certo que se o "verdadeiro" aparecesse a primeira coisa que questionaria era porque carga de água lhe ergueram uma estátua ali escondida numa praça que não é praça, num jardim que não chega bem a ser jardim e onde bem contextualizado ficava o pelourinho (só para lembrar aos que não percebem o alcance das decisões da casa ao lado... que tempos ouve em que eram mais "justas"... ou devo dizer "ajustadas à medida"?)

Melhor seria colocá-lo no meio de uma rotunda! Estaria visível. Estaria lembrando. Sugiro até que à boa maneira madeirense fosse dado ali um retoque nos vincos da roupa ao homem! Assim seria notícia.
De outro modo, a permanecer onde está, o "nosso" D. Sebastião vive também na penumbra, escondido, à espera dos dias de nevoeiro.

E claro está, não esquecendo o aspecto promocional da coisa, imaginem o prestígio que daria sairem na próxima revista local umas fotos em jeito de "olha nós ao lado do D. Sebastião"! Era top!

Se ninguém me ouvir, pelo menos vistam-lhe uma camisola do SLB e uma faixa a dizer "reservado" só para afronta aos tipos da capital! Eles festejam junto ao Marquês, nós festejaremos junto ao Rei.

E porque o post tem o seu quê de passado, termino-o em jeitos de modernidade: #D.SebastiãoEmLugarVisívelJÁ!! 



sábado, 10 de janeiro de 2015

Uma questão... de iluminação!!!

Quero deixar aqui os votos de um 2015 cheio de sucessos a todos os que passam por este "cantinho", que nada mais pretende que "acicatar" pensamentos e lançar ideias para alguns (achamos nós...) problemas do nosso belo Concelho.

A todos e com sinceridade um próspero 2015.

Não! Não irei fazer nenhum comentário à publicação camarária "Esposende em Revista", apesar de achar que o dinheiro gasto com a mesma poderia ser redireccionado para outro ou outros fins, alguns dos quais já sugeri em local próprio.
Por isso, reservo-me o direito de não tecer qualquer comentário, pelo menos, para já...
Assim como reservo o direito de não proceder a qualquer comentário sobre as "picardias" Benjamim Pereira/João Cepa ou vice-versa, nem aos comentários dos analistas de ocasião e que proliferam que nem cogumelos... até porque acho que todos têm o direito à sua opinião e, aceitando-as ou não temos  que respeita-las.
Farei como o Prof. Marcelo...

Este meu "post", conforme o título indica,  não tem pretensão de comentar os comentários.
O objectivo é alertar para alguns problemas de iluminação pública que se colocam em alguns pontos da cidade dos quais vou realçar alguns.
O primeiro está relacionado com a zona marginal. Como sabemos esta zona é utilizada por muitos munícipes para fazer as suas caminhadas ou corridas ao final do dia e impunha-se, também por isso, que esta zona tão aprazível, beneficiasse de uma melhoria em termos de iluminação.
Será que a marginal só merece estar iluminada condignamente em época balnear para turista ver?
Há que lembrar que são os munícipes que com as suas contribuições permitem que a Câmara e Juntas de Freguesia tenham fundos para pagamento da iluminação pública. Portanto, seria bom que se pensasse nesses munícipes que, também, "andam por ai"...

Para além da marginal, a chamada Praça das Lampreias(???), para quem não sabe, a praça junto ao Farol de Esposende e que por isso deveria ter esse nome (porque o Farol está lá todo o ano e as lampreias só cá "vem" dois meses por ano... quando aparecem!!!), também, se encontra às escuras. Aqui quase que se "apanha o diabo à unha"...
E festa deve fazer o "diabo" no passadiço que liga a marginal à praça acima referida, porque nesse passadiço há muito que os focos não funcionam...

Impõem-se que numa zona única, onde o rio corre paralelo ao mar, onde quem na marginal anda pode ver as duas maravilhas da natureza em simultâneo (que fazem parte do privilegio tão badalado...), não fosse esquecida a questão da iluminação pública nesta época baixa.
Porque os Esposendenses estão cá todo o ano... E esses, também, merecem ser bem tratados.
Não que os turistas que nos visitam não mereçam, alias, sabemos recebe-los como ninguém; mas, quem por cá vive merece um pouco mais, porque são os que "andam por aqui" que fazem do nosso Concelho o que ele é!!!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Andar por aí

15 de Junho de 2013

João Cepa, no discurso de apoio à candidatura de Benjamim Pereira a presidente da Câmara de Esposende:

«Havia alguém que dizia que ia andar por aí. Eu não vou andar por aí. Eu vou estar sossegado no meu canto, tentar compensar a família e os amigos de anos de ausência.».

12 de Dezembro de 2014

Criado o blogue «Esposende: Andar por aí...» da autoria de...João Cepa.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

João Cepa anda por aí...

É das normas do comentário político, desportivo, culinário, ou de outra coisa qualquer, que não se comentem os comentadores, mas alguns comentadores, devido ao seu passado e ao envolvimento com aquilo que comentam, merecem ser comentados e criticados pelos seus comentários.

Falo do comentário de João Cepa aquando da saída da “Esposende em Revista” no seu blogue.
João Cepa enaltece o seu passado e ajusta contas com o seu sucessor, fazendo os possíveis para esvaziar o mandato de Benjamim Pereira de sentido, conteúdo ou profundidade até ao presente dia. 

Acompanho algumas das críticas a Benjamim Pereira no que diz respeito a alguma inépcia do actual executivo, mas João Cepa não pode e nem deve criticar Benjamim Pereira porque ele próprio é o maior responsável pela dinâmica e pelo executivo que deixou como legado a Benjamim Pereira.
João Cepa não é igual aos outros, não é um anónimo cidadão, um ilustre desconhecido, um calmo pagador de impostos. João Cepa geriu a Câmara Municipal durante 3 mandatos e isso impõe-lhe um período de silêncio, um período de “nojo” da vida pública e de comentar o seu sucessor.

João Cepa não pode ser o “presidente”, como muitos ainda lhe gostam de chamar, apenas para receber medalhas de honra, louvores, menções nos jornais, artigos no jornal, artigos nos blogues e depois ser apenas mais um entre a multidão. Existem certos lugares cuja responsabilidade não acaba no dia em que os deixamos mas nos acompanham por muitos e longos anos e ser autarca é uma delas. 

Alguém vê Rui Rio a falar sobre Rui Moreira, Mesquita Machado sobre Ricardo Rio, Carmona sobre António Costa, ou viu Luís Lamela a falar de José Felgueiras, ou José Felgueiras a falar sobre Aurélio Neiva?  
O que é que ele traz de valor, de novo, de frutífero quando diz que tudo o que existe hoje foi obra dele? O que traz de novo quando diz que vieram cá umas pessoas supostamente importantes? Além de ser um comentário mesquinho relembra-me que ninguém sequer supostamente importante esteve cá durante o mandato João Cepa. 
Será que João Cepa nos seus primeiros anos não recebeu projectos em andamento e que já tinham sido adjudicados por Alberto Figueiredo e que lhe deram o “fazer obra” a que ele se refere?
E por falar em Alberto Figueiredo, voltemos por momentos a 1998, quando João Cepa assume o seu mandato em Maio devido às diversas suspensões de mandato de Alberto Figueiredo atenta a sua vontade de ir para a Assembleia da República. Pensa João Cepa que o seu antecessor não teria muito para dizer acerca do seu sucessor? Estamos a falar do homem que inaugurou as Piscinas Municipais, o parque radical, fez a marina de recreio, lançou as bases para a reformulação da Marginal, fez a Biblioteca Municipal, inaugurou o novo Ciclo Preparatório, entre outros. Nem com mais 15 anos de mandato João Cepa faria metade disto, então porque critica ele Benjamim Pereira?

Pensa João Cepa que não haveria órgãos de comunicação interessados em crónicas de Alberto Figueiredo? Sei bem que nessa altura a Câmara estava sobre auditoria do IGAT e mais tarde surgiu a carta de Cruz Novo no “Voz das Marinhas” a referir-se a casos de corrupção no licenciamento de obras e isto fez com que a sua imagem pública estivesse danificada mas mesmo assim, seremos ingénuos a pensar que não seria uma opinião válida e que levantaria algum interesse?
E depois temos o “Fazer” e  “Aparecer”.
João Cepa, continuamente, gaba-se da situação financeira em que deixou a Câmara Municipal, que acredito que seja verdade, e sei que uma autarquia com défices excessivos leva a um inevitável aumento de impostos, mas o que me importa como cidadão que a Câmara tenha 2 milhões no banco e isto tudo seja um “jardim bem tratado” se os licenciados continuam a migrar para o Porto, Braga e Lisboa para terem emprego?  O que interessa os 2 milhões quando as empresas não se fixam no concelho? O que interessa os 2 milhões quando o concelho se torna um deserto durante 5 dias por semana, 11 meses por ano? Até poderia ter 100 milhões, mas o que me importa se tudo vive estagnado? Se tivéssemos mais pessoas, mais empregos, mais impostos talvez houvesse mais dinheiro para “fazer obra”, se tivéssemos zonas industriais verdadeiras e não “zonas dos chineses” talvez pudéssemos “fazer obra”, e se tivéssemos mais dinheiro ganho desta talvez hoje precisássemos menos de “Aparecer”. 
Se ele privilegia tanto o rigor financeiro, e se gaba dele, porque critica quem não quer gastar mais do que tem ou se quer restringir ao que lhe está garantido por outras vias de financiamento? 
Se João Cepa ainda não percebeu que neste momento a grande saída em termos económicos do concelho é “aparecer” e ir se mostrando cada vez mais, tendo que ir buscar cada vez mais publicidade para si, quer em termos de turismo, quer em termos de indústria, é porque ainda não percebeu muita coisa, mas algo me diz que ele percebe bem melhor do que eu esta questão.
Concordo que é necessário separar o que é informação, propaganda e publicidade. Concordo que os constantes boletins noticiosos devem ser o mais laicos possíveis, resistindo à tentação de vender a imagem do presidente em todas as inaugurações, e que ter uma estrutura de marketing tão pesada na Câmara seja errada, mas João Cepa já se deve ter esquecido dos boletins de campanha encobertos que eram as edições do Farol de Esposende,  das centenas de fotos dele numa sala de uma instituição a inaugurar obras de requalificação que foram publicadas.  

E quando fala da desvalorização do passado, gostava que me mostrassem evidências da velha máxima política que diz que “os primeiros 6 meses culpas o antecessor e nos 6 meses seguintes mostras o que fizeste”, de como Benjamim Pereira maldisse João Cepa.
E por falar em feira de vaidades, João Cepa com certeza já se esqueceu do passeio dos idosos a Fátima em 2013 quando gastou quase 6000€ da Câmara em terços e mais 16.000€ em transportes no referido passeio em plena campanha eleitoral, um cómico final para o seu mandato.
Nada tenho contra João Cepa, como todos os autarcas fez coisas boas e coisas más, mas ser ex-autarca não lhe concede o lugar de “voz da consciência” de Esposende, nem lhe concede o lugar de senador do concelho que vive acima das críticas dos outros e por mais que escreva que não é candidato a nada e não quer protagonismo nada o contradiz mais do que as suas acções e fica a certeza de quanto mais ele falar do seu sucessor mais eu me lembrarei do que foram os seus 15 anos à frente do concelho e aí teremos muito para falar, e nem sempre pelas melhores razões.
O poder autárquico é como o avião, quando se perde nunca mais volta e se mesmo assim o quisermos apanhar é só para fazermos figuras tristes.