terça-feira, 21 de julho de 2015

Esposende impulsiona desenvolvimento económico!!!

Hoje pela matina, em mais uma das minhas leituras zapping ao que não se faz por cá, deparo-me com isto Município de Esposende impulsiona desenvolvimento económico no concelho

Primeira reacção: WOW! 
Segunda reacção: QUÊ???

Tenho andado desinspirado para a escrita! De repente deparo-me com algo que aparenta poder ser interessante e, no fim de contas, o que retiro da pomposa notícias é que Esposende, apesar da sua pequena dimensão, é incapaz de ter uma resposta interna às suas próprias assimetrias.

Não vem mal nenhum em pedir ajuda! Em abrir portas à obtenção de receita em prol do desenvolvimento local seja por que via for. Mas o que de mais relevante retiro é a constatação do que vem sendo óbvio ha tempo demais por estes lados: só se "faz bonito" na marginal de Esposende, e o resto do concelho vem-se contentando com um rumo de infraestruturas. 

Queres viver ali na tua freguesia ao lado do centro da cidade? Força! Já tens água da rede pública lá e também já lá chegou o saneamento! É portanto uma freguesia desenvolvida!

E equipamentos de lazer? Um simples jardim? Um lugar ao sol?
Isso tens na marginal. Ou então vais à praia que é bom e natural!

Reconheço a importância das infraestruturas de água e saneamento, mas o desenvolvimento das freguesias não pode resumir-se a isso, nem pode ser dado como concluído o desenvolvimento de uma localidade logo que esta concluída a instalação de tais redes. A ser assim, dispensem-se os projectos políticos em tempo de eleições e eleja-se o empreiteiro que vai ganhar o concurso para tais infraestruturas.

Falta sem dúvida alguma um rumo para a qualidade de vida e conforto nas nossas freguesias. Falta um projecto de igualdade. 

Falta sem dúvida alguma um rumo que não faça do concelho apenas aquela porção de terra que fica na margem da marginal.

Digo eu!

sábado, 18 de julho de 2015

Prof.º Ribeiro, 9 anos depois_ parte 2

Fica a imagem do que me ficou na cabeça.

 

Prof.º Ribeiro, 9 anos depois

1000 anos que viva nunca me esquecerei do que vi e vivi naquela tarde.
 
Estavamos num solarengo e quente dia de Julho de 2006 e a notícia da sua morte chegou.Lembro-me de que as movimentações para se fazer o funeral que ele havia pedido começaram de imediato.
Como havia sido pedido pelo próprio, seria cremado e lançado ao mar, então o ponto de concentração para iniciar as cerimónias no edifício dos Socorros a Náufragos e quando lá cheguei era um mar de caras-conhecidas, uma verdadeira conferência das nações com pessoas que tinha vindo expressamente do Algarve, Madeira, Açores, Espanha, França, Angola, Moçambique. Alguns esgotaram meses de poupanças num billhete de avião para lá estarem, mas era o Prof.º Ribeiro. 

Quando chegou a carrinha com as suas cinzas houve alguma comoção natural do momento, com lágrimas a rodos, mas é nesse que irrompe o “Cheira bem, Cheira a Lisboa” pela Banda do Galo de Barcelos (um outro pedido do Prof.º Ribeiro) pelo lado das Piscinas Municipais e com uma ingenuidade infantil uma das mais respeitadas e temidas professoras da Henrique Medina diz em alto e bom som: “Alegria, ele queria alegria, nada de choros” e todos irrompem a cantar o “Cheira bem, cheira a Lisboa”. 

 O mote estava dado.

 Chegados à praia de Ofir, a Banda do Galo de Barcelos tocava o "Cheira bem,cheira a Lisboa" virada para o mar, com um mar de gente vestida de preta com coroas de flores fúnebres  e um mar de gente ainda maior em trajes de praia a olhar para aquilo com um ar de espanto e de curiosidade.

 É uma cena que não mais me esquecerei, o maestro da Banda do Galo de Barcelos com os pés na água a comandar a Banda.

  No fim, o Prof.º Ribeiro esteve sempre connosco.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Não foi suficiente

Na mesma semana em que anunciou as contratações dos trintões Iker Casillas e Maxi Pereira, o FC Porto viu despedirem-se dos seus quadros, a título definitivo, os jovens centro-campistas Frédéric Maciel e Tozé, ambos oriundos do concelho de Esposende, e sobre quem vaticina-se um futuro auspicioso dentro das 4 linhas.
Para além do grande relevo que ambos tiveram na equipa B do FC Porto, e do número assinalável de golos marcados na 2ª Liga, as prestações de Frédéric e Tozé, ou o futuro auspicioso apontado pela imprensa especializada a cada um deles, não foram suficientes para que o clube azul e branco integrasse estes atletas no seu projecto desportivo de médio prazo.
No caso de Tozé, o empréstimo de 1 ano ao Estoril na 1ª Liga, de pouco serviu para que merecesse a confiança do treinador Lopetegui para fazer, pelo menos, a pré-época. No caso de Frédéric, salta directamente da 2ª Liga para o futebol estrangeiro.
Para os esposendenses que gostam de acompanhar o desporto-rei e, de modo especial, os seus conterrâneos, o anúncio oficial das saídas de Tozé e Frédéric não deixa de causa uma certa desilusão e desconforto. Afinal de contas, tratam-se de dois dos mais relevantes jogadores da formação do FC Porto dos últimos anos.
Pessoalmente, temi sempre por este desfecho. O FC Porto está longe de ser um clube que aposta nos jovens jogadores da sua formação. Muitos escrevem que no FC Porto os resultados têm de ser para hoje e não para amanhã, o que exige no imediato jogadores já feitos e não projectos de jogadores. 
Acresce, a isso, o facto de nas últimas edições da Liga o FC Porto iniciar a partida com o máximo de 2, 3 jogadores portugueses no seu 11. O último ano foi paradigmático pois houve um jogo em que o FC Porto entrou em campo sem qualquer português no 11.
Frédéric e Tozé são mais duas vítimas, a engrossar o rol, de jovens jogadores que fizeram tudo direito no seu percurso de formação desportiva no FC Porto e que saíram sem terem tido uma oportunidade de jeito para mostrarem o seu valor na equipa principal. Atrevo-me a dizer que no caso destes jovens conterrâneos, a sua maldição é a de não terem um nome acabado em "ez" ou "ic".  
Largos são os anos que Frédéric e Tozé têm pela frente no futebol. Como já aconteceu num passado recente, podem muito bem vir a ser os próximos casos de jovens jogadores formados no FC Porto, que saíram pela falta de oportunidades na equipa principal, singraram noutro clube e, mais tarde, viriam a ser contratados pelo FC Porto. 
Para memória futura de muitos paizinhos esposendenses, ficam estes exemplos mais chegados à nossa comunidade, para servirem de aviso de como, às vezes, mais vale deixar e continuar a apoiar a permanência do filho num clube com menos nome mas que trata bem os seus jovens, do que incentivar a mudança para um clube de maior nomeada, mas sem fama e proveito de apostar nos seus jovens. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Jogo das Estrelas


Há muitos anos atrás, era Alberto Figueiredo presidente da Câmara, Esposende associou-se às cidades de Ozoir-la-Ferrière (França) e São Domingos (Cabo-Verde), passando a estar geminada com ambas.
Pretendia-se, com essa relação, promover a partilha de conhecimento e experiências nos mais variados domínios (cultura, desporto, ambiente, economia), desenvolvendo as competências de uma localidade com base no que de melhor sabia fazer a outra.
Quase 20 anos após o estabelecimento das geminações, o balanço é desolador. Tirando a inauguração de ruas em Esposende com o nome de Ozoir-la-Ferrière e São Domingos, ou a presença de representantes de cada uma daquelas cidades nas festas da Cidade (e mesmo aí, só nos primeiros anos), não se vislumbram casos concretos em que tenha sido concretizado o intercâmbio desejado. 
Que medida inspirada no exemplo de Ozoir-la-Ferrière ou São Domingos foi posta em prática no concelho? Ou que experiência de sucesso em Esposende foi replicada em qualquer uma daquelas localidades?
A ausência de iniciativas no âmbito das geminações estabelecidas, faz questionar a utilidade na manutenção dessas cooperações. Ter o nome e não tomar qualquer acção a partir dele não faz qualquer sentido.
Recentemente, o Município de Esposende divulgou uma iniciativa que visa recolher donativos a favor das crianças de S. Domingos. Trata-se de um jogo de futebol com antigos jogadores de futebol conhecidos. Esse jogo será precedido por outro que contará com a presença de políticos e figuras públicas.
Curioso que uma iniciativa que incide sobre um município com o qual Esposende está geminado se faça sem a "prata da casa"
O Município poderia promover um concerto, ou uma série de concertos pelo concelho, do Coro dos Pequenos Cantores de Esposende, com as receitas a reverterem a favor da causa anunciada. O Município poderia também encomendar uma peça de teatro ao grupo de teatro amador local, cujas sessões costumam ser bastante concorridas. O Município poderia também promover uma corrida/caminhada solidárias, ou não seja Esposende e a sua marginal um palco privilegiadíssimo para a prática do desporto.
No entanto, a opção acabou por residir antes num jogo de futebol, precedido por outro, com a anunciada presença de antigos jogadores conhecidos e figuras públicas. 
Ao invés de colocar-se o melhor de Esposende ao serviço de um município com o qual estamos geminados, vamos, antes, dispor o relvado do estádio Pe. Sá Pereira ao serviço de figuras públicas e menos públicas, e outros, para que possam dar uso às chuteiras e posar para a foto.
E assim (não) vai a geminação à moda de Esposende...

sábado, 27 de junho de 2015

João Cepa, sonhos de verão.

João Cepa volta a ter mais uma rastejante aproximação ao poder autárquico, desta vez tendo como palco o jornal “Notícias de Esposende”.
Voltamos a ter um João Cepa a tomar o papel de senador do concelho de Esposende, um papel de júri da actual Câmara Municipal, falando como se o actual executivo municipal tivesse de demonstrar a João Cepa que merece lá estar, falando de uma forma proprietária sobre os destinos da câmara e das vertentes que ela toma.
Não vou aqui analisar o discurso da poupança e dos famosos 2 milhões de euros que ele deixou na Câmara e da forma espantada com que ele abordou o facto de o actual executivo ter aumentado as poupanças através do esforço dos cidadãos de Esposende. Pergunto-me quem é que João Cepa pensa que proporcionou os 2 milhões do seu executivo.

João Cepa deixa a porta entreaberta para uma candidatura sua às próximas eleições, se houver a vaga de fundo popular a pedir a sua candidatura para retirar Benjamim Pereira da Câmara.
Mas a culpa não é apenas de João Cepa, mas também de quem lhe dá o palco e a oportunidade de se exprimir desta forma, ou seja, o “Notícias de Esposende”.
Não vamos ser ingénuos, uma entrevista altamente agressiva seria rejeitada por João Cepa à cabeça e o tom teria sempre de ser pacífico, mas mesmo assim achei que esta entrevista é demasiadamente feita à medida do entrevistado e foca-se  no passado que lhe interessa e tem como assunto o alvo que ele pretende. Mas teria sido interessante falar de outras coisas.
Teria sido interessante perguntar por que é que nunca cumpriu a sua promessa de “não andar por ai” e desde 2013 que não se calou com as críticas.
Teria sido interessante perguntar a João Cepa como corre a sua atividade profissional das suas empresas que criou desde que abandonou a câmara municipal.
Teria sido interessante perguntar se ser um pré-candidato a autarca não é incompatível com a sua posição de director/gestor no “Esposende Acontece”.
Teria sido interessante perguntar o que atualmente acha do corrente executivo camarário, já que o havia criticado no passado pela inércia, e quantos deles ele manteria na sua função se fosse novamente presidente da câmara.
Mas existe uma questão ainda mais interessante que todas as outras referidas que poderia ter sido perguntada.
O mais interessante que poderia ter sido perguntado a João Cepa é como é que ele, segundo as palavras do próprio no seu blogue, sendo um político que não aceita críticas de quem “nunca plantou uma árvore” se quer candidatar a presidente da câmara, um lugar de escrutínio constante feito maioritariamente por pessoas que nunca plantaram uma árvore. Como é que alguém que não aceita críticas sequer coloca a hipótese de ocupar um lugar de eleição?
Até os animais políticos necessitam de alguma coluna vertebral.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Norte/Sul de Esposende


Cumpriu-se a tradição!!!

Após alguns anos de interrupção, o grande embate entre a equipa Norte e equipa Sul de Esposende voltou a acontecer; a “redondinha” rolou vigorosamente no relvado do Padre Sá Pereira.
Voltou a rolar a redondinha e não só…
A alegria, que marca o duelo entre os “eternos” rivais, entre Norte e o Sul, é a premissa de uma “batalha” que não serve para a afirmar o domínio das duas metades desta terra, mas serve para o fortalecimento de uma grande amizade e profundo companheirismo entre os participantes.
Ali se vê que a “rivalidade” é salutar, que apesar de ninguém querer perder, tudo acontece num clima de grande confraternização e alegria. 
Quem nasceu no Norte, embora more no Sul alinha pela equipa do “berço”…
O mesmo fazem os do Sul e o resultado deste “derby” é talvez o menos importante, pois, no final, o marcador registou um expressivo 4-4, algo a confirmar com o árbitro da partida, o Sr. Álvaro Paquete, que «equilibrou» a partida com mestria. Algumas falhas por foras de jogo não assinalados pelos seus ajudantes Adélinho e Manel “Leão”, não deslustraram o bom trabalho executado, pela constante atenção ao desenrolar dos acontecimentos.
Todos os intervenientes estiveram à altura dos seus pergaminhos, nomeadamente no jantar que se seguiu…  

Equipa do Norte
(Fotografia: Prof. Carlos)

Equipa do Sul
(Fotografia: Prof. Carlos)   
                                                                                                                                                      
Uma palavra de apreço para o Sr. Carlos (Carlinhos da Jandira) que tenta manter viva esta tradição, contando este ano com ajuda da comissão de festas em honra do São João.
Esperemos que para o ano se volte a realizar o “Norte/Sul”, e que se consiga juntar ainda mais gente no Estádio.

São estas boas tradições que fazem de nós o que somos...   

P.S. – Apesar do empate, uma nota para a alegria contagiante que um jogador da equipa do Sul fez alinhar. “Manelzinho Brasileiro” fez das suas… e apesar das origens Brasileiras dançou o bailinho da Madeira ao invés do samba… Ou terá sido mais um bailinho à moda de Esposende?