domingo, 14 de fevereiro de 2016

Depois de mudar, tudo a marinar.

Deixei que as ondas de choque das mudanças na Câmara Municipal passassem para poder escrever.

E como sempre, o que nasce torto tarde ou nunca se endireita e neste executivo isso é bem verdade.

Sinceramente, de pouco me interessa quem fica com o quê e quem gere o quê, porque o problema deste executivo é o próprio elenco e toda a história que ele traz atrás de si.

Deixo essas análises para os elementos prós e anti Benjamim, para os que diziam que tudo estava bem e tentam justificar estas alterações e para os que achavam que tudo estava mal e que continuam a criticar estas alterações.

Benjamim Pereira deveria ter seguido os exemplos que nos são dados pela História e não ter aceite estes vereadores herdados dos mandatos de João Cepa.

Quando um novo marechal toma o comando das tropas em tempo de guerra deve colocar os seus generais de confiança no comando das suas tropas porque estes lhe serão fiéis e não manter os do regente anterior.

Mas como não podemos voltar atrás, temos de lidar com a situação atual.

Benjamim poderia ter dois caminhos, sendo um deles retirar a confiança política a um dos seus atuais vereadores e fazer os restantes se alinharem pelo medo ou esperar pelas próximas eleições para começar a limpar a casa.

Manter este executivo mais um mandato será uma prova de quem ainda não percebeu o que lhe pode acontecer. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Serviço Público

Os jornais "Farol de Esposende" e "Notícias de Esposende" têm brindado os seus leitores, ao longo dos últimos meses, com entrevistas a personalidades do concelho que, no presente, ou no passado, destacaram-se nas suas áreas de actividade ou na intervenção cívica, seja a nível local, seja a nível regional e, nalguns casos, até mesmo nacional.
Se no caso do "Farol de Esposende", as entrevistas distam entre si no tempo, já quanto ao "Notícias de Esposende", pelo mérito e empenho de Mário Fernandes, as entrevistas são publicadas numa base semanal.
Os dois jornais locais proporcionam, com estas rubricas, um verdadeiro serviço público, que só pode merecer o nosso fortíssimo aplauso.
Lembro-me de, aqui há uns anos atrás, na apresentação do vasto estudo que José Felgueiras acabara de publicar dedicado ao tema “SETE SÉCULOS NO MAR (XIV a XX)”, o presidente da câmara municipal de então, João Cepa, ter defendido que a obra, pelo seu relevo histórico local, deveria ser dada a conhecer nas várias escolas do concelho. Não sei se alguma vez se tomou acção a partir dessa oportuna sugestão.
Sei, no entanto, que o percurso e vida de certas personalidades do nosso concelho, nas mais variadas áreas da sociedade civil, devem ser dadas a conhecer aos jovens esposendenses que se estão a formar nas nossas escolas. O saber da vida não está apenas nos livros.
As recentes entrevistas com José Gonçalo Areia (publicada no "Farol de Esposende") e José Felgueiras (publicada no "Notícias de Esposende"), são um bom exemplo disso mesmo. 
Para o(a) jovem estudante esposendense, as suas leituras, que se recomendam vivamente, não terão qualquer relevância para o teste que estão a preparar, mas não tenho dúvidas que farão mais pela abertura dos seus horizontes, do que muitas provas ou trabalhos de casa com que ocupam os seus tempos.

domingo, 31 de janeiro de 2016

1º Salão de Motos de Competição

A continuar.

Um bom evento que deixa boas perspetivas para as próximas edições.

Sei que esta 1ª edição do Salão foi feita com a "prata da casa" mas assim tinha que ser para garantir que ela arrancava e que se fazia.

Com maior colaboração das equipas que na atualidade fazem parte das diversas competições poderemos ter um certame ainda maior no próximo ano.

Como sugestão diria que para o ano poderíamos ter uma demonstração nas ruas da cidade de algumas das motos em exposição.

Fica claro que Esposende necessita de um pavilhão de exposições para albergar eventos como este.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Natal é quando o Homem quiser...

Estamos a 22 de Janeiro de 2016, pelas ruas da cidade de Esposende podemos, ainda, observar as decorações natalícias. Estão firmes!!! Como folhas de árvore perene face ao Outono...
Vá lá, alguém se lembrou de as desligar durante a noite!

Fico a pensar... Provavelmente, foi bom manter as decorações natalícias até ao dia de hoje. 
Afinal, esteve hoje em Esposende uma "estrela", uma "estrela" apontada a Belém...
Uma "estrela", que tal como na música, é dada a redundâncias - ora o menino está nas palhas deitado, ora está nas palhas estendido.

Marcelo veio a Esposende, e Esposende recebe-o ainda com decoração Natalícia. Muitos aguardam que ele seja o "melhor presente", o "salvador", o "predestinado"...

Será que a "Estrela de Belém" irá guiar alguém??? A ver vamos...

Até lá, por favor, façam favor de retirar as decorações de Natal, porque daqui a nada os "foliões" (o Carnaval está ai à porta) ficam confusos. Ainda os vou ver mascarados de Pai Natal!!!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Paulo Gonçalves no Dakar 2016

Paulo Gonçalves não vence mas convence.

Depois de dias na liderança a esperança foi crescendo mas afinal a vitória não chegou.

Mas isso não importa muito...

Mais uma vez vimos imagens, que correram o mundo, de Paulo Gonçalves de que todos nos podemos orgulhar.

E isso é o que importa!

O sucesso desportivo continuará e Paulo Gonçalves continuará ao mais alto nível no motociclismo e isso é algo de que todos nos podemos orgulhar.
  

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Mudanças...

14.01.2015
Errar é humano... continuar a errar, continua a ser humano!
O dia de ontem ficou marcado pela reorganização das pastas na Casa Grande!
Ainda que as mudanças não tenham merecido as habituais notas de imprensa, vai-se já sabendo alguma coisa.

Em primeira linha, sabe-se de fonte segura que o Mayor reconheceu alguns erros nas suas opções passadas, sobretudo no que respeitou à distribuição de algumas “pastas”!
Desenganem-se contudo aqueles que pensam que o homem interiorizou o dito popular “aprender com os erros é uma virtude”!! Se tratássemos de um jogo de batalha naval esse palpite mereceria um rotundo “água”!

Comecemos então, com base na parca informação disponível, uma breve análise!

Benjamim Pereira: 
O nosso Mayor chama a si a pasta das obras, pasta onde (pelo menos aparentemente) desempenhou  com competência as funções, nos tempos em que as assumiu enquanto vice.
Até aqui tudo bem! Direi mesmo, que retornando o Mayor ao adequado pelouro das obras, deixa assim livre a “cadeira de cima” para que o ex-autarca possa voltar nas próximas eleições, encontrando a equipa a jogas nas mesmas posições em que a deixou.
Problemas: ao retirar a pasta das obras ao seu vice o chefe de fila auto-atestou a sua falha na “contratação”. 
Benjamim Pereira não confiou em nenhum dos seus colegas de vereação para, promovê-lo à condição de vice. Ao invés, foi à estrutura do Partido pescar um membro activo e com um perfil sereno (quiçá com medo da sombra) e entregou-lhe a vice-presidência com um pelouro que toda a gente sabia não seria o mais adequado! Não se tratará aqui certamente de diminuir a capacidade de trabalho e adaptação da pessoa em causa, mas tão somente de reconhecer o óbvio: haveria outras pastas onde Maranhão Peixoto representaria uma clara mais-valia para o executivo. Assim não o viu o chefe de fila - e diga-se, continua a negar as evidências com esta remodelação.

Maranhão Peixoto: 
O “vice” no lugar ingrato! “Contratado” directamente para o topo da tabela, fazendo lembrar a chegada de Benjamim Pereira ao executivo, foi entregue a um pelouro para o qual, veio Benjamim Pereira a atestar, não estar afinado. 
Para nós, aqui no Largo, que vínhamos achando que, num tempo em que a construção está serena, o vice vinha cumprindo, não deixa de ser novidade que o chefe dele assim não o entenda - sinal que “intra-muros” algo vai mal.
Honra lhe seja feita, Maranhão Peixoto recebia as pessoas! Ora isto levanta uma outra questão: se não faltam as vozes a reclamar na rua de que Benjamim Pereira não tem tempo para receber ninguém, onde arranjará tempo para responder às solicitações relativas ao urbanismo? Irá ter mais um assessor para esta área? E se for para ter assessor, porque não assessorou Maranhão Peixoto, afirmando-o assim no lugar, ao invés de o fragilizar com este revés?
Perdidas as obras, Maranhão Peixoto ganha o Desenvolvimento Económico, Agricultura, Pescas, Mercados e Feiras!
O desenvolvimento económico tem sido uma das bandeiras de Benjamim Pereira, a verdade é que o retorno tem sido “zero”! E não, não creio que tal se deva a responsabilidades da até aqui vereadora da pasta! Tal dever-se-á tão somente a um programa político sem rumo! Porque da mesma forma que vemos o Mayor assumir a dianteira na pasta da cultura, surgindo sistematicamente nas sessões “solenes” de lançamento de publicações, interessante seria vê-lo também com intervenção nesta área - e não, assinaturas de manifestos de intenções para centros de estudos não são desenvolvimento! O Estado deve ocupar zonas pelas quais os privados não demonstrem interesse e não o contrário!
A ver vamos! Mas aposto já que Maranhão Peixoto não fará melhor que Raquel Vale, porque o problema é global e não de uma mera pasta! Não se conhecendo também aptidões claras ao vice para esta área, forçoso será concluir que o critério tenha que ver o a “costela” de Mar - logo, pasta das pescas!
(Áreas: desenvolvimento económico, agricultura e pescas, comércio e indústria, mercados e feiras, energia, mobilidade, proteção civil e segurança, florestas).

Jaquelina Areias: 
Mantém-se nas mesmas funções! Arriscaria que depois das “novelas” que envolveram a Escola de Música, EPE e coros... o melhor será “não mexam mais senão estraga”!
Ofuscada nos actos públicos pela presença do chefe de fila, melhor será manter o “trabalho de secretaria”!
Comparada a todos os outros, bem que poderiam ser-lhe atribuídas mais áreas funcionais!
(Áreas: Educação e Cultura)

Rui Pereira: 
Como vimos por aqui dando nota, tem sido o elemento mais activo, muitas vezes a solo. 
Assume, além do que já tinha, a gestão e manutenção de infra-estruturas). Não será certamente nada que o faça vacilar, a menos que a intenção seja meter-lhe aos pés os buracos das vias de um concelho cada vez mais voltado para as “selfies” na marginal.
(Áreas: turismo, desporto, juventude, transportes e gestão e manutenção de infra-estruturas)

Raquel Vale: 
Saqueada da pasta maior para ser entregue ao vice, Raquel Vale ganha a “administração e recursos humanos” - quiçá o quebra-cabeças da freguesia! Não deixará de ser relevante que esta pasta seja entregue à titular da pasta do ambiente pois, a julgar pelos ecos da praça, coisa que será necessário melhorar é o ambiente na casa grande. 
Não tardará, se continua a ter tantos elogios à loja solidária como até aqui, vai ficar também sem a pasta.
(Áreas: Coesão Social, ambiente, saúde pública, qualidade e modernização administrativa, administração e recurso humanos).

O dado curioso: com excepção do Vice, toda a restante equipa já trabalhou junta, e diz-se - vinha desempenhando um bom trabalho - pelo menos assim o impõe a análise dos resultados.
De repente a máquina emperra! 
Tendo em conta que só houve duas mudanças: a nomeação de um novo vice e a promoção do vice anterior... é caso para suspeitar que o actual vice é um destruidor de equipas! Ou então não... e só sobra uma opção!

Posto isto, há uma pergunta se me coloca:

Será que é desta que Benjamim Pereira assume o pelouro da Presidência? 
Ou continuará empenhado a 100% no pelouro do Marketing?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Prof.º João Machado, o reconhecimento.

As mãos de um homem contam a história da sua vida.

As mãos do prof.º João Machado contavam a história da sua vida, eram mãos de trabalho pouco usuais em professores e mostravam o que era ser um herói silencioso.

O prof.º João Machado foi um dos heróis silenciosos da Escola Secundária Henrique Medina, tendo muitas obras sido realizadas pelas suas próprias mãos, quer em termos de obras artísticas, quer em termos de obras de construção civil. 

Inspirou muitos dos seus alunos a seguirem a área das artes e, principalmente, a potenciarem as suas ideias e os seus projectos pelo seu espírito disponível, afável e empreendedor.

O prof.º João Machado, como um adepto da causa pública e da escola pública, e por tudo o que fez nela e nela potenciou, merece um reconhecimento, não só por parte da Escola como da vereação da cultura e educação deste concelho.

Não direi que privei frequentemente com ele, apenas me lembro de ter falado com ele nos jantares do 25 de Abril, mas pelos relatos que ouvi a opinião sempre foi unânime e apontavam sempre na mesma direção, um homem que se dava aos outros de uma forma já muito pouco habitual.

Sei que o reconhecimento que ele mais queria era o reconhecimento de quem lhe era próximo e íntimo e isso, de certeza, que o já tinha há muito, mas o reconhecimento público também deve ser dado a quem o merece e ele merecia-o.