segunda-feira, 13 de junho de 2016

"Aqui há Fantasmas"

O título, não me ocorrendo melhor, apesar de se tratar de uma fabulosa obra de teatro, bem que podia aplicar-se à actualidade política local no seu mais recente número de circo.

Fui na passada quinta feita surpreendido pela notícia de que um grupo de autarcas e ex-autarcas se reuniria para um jantar tendo em vista uma clarificação de posições quanto ao futuro político do concelho (que era afinal sinónimo de "o futuro político de Benjamim Pereira").

Adiantava a notícia do "esposende24.net" já alguns nomes de candidatáveis da blogosfera.

Ora, não podia deixar passar o feito em vão, permitindo-me aqui ao devaneio sobre o assunto.

Em primeiro de tudo a paternidade da nota à imprensa:
- Aurélio Neiva terá sido o subscritor da dita. Nada de estranho quanto a isso. É o Presidente da maior Junta de Freguesia do concelho. Não fosse o facto de não se conhecer a tal pessoa grande fervor político para estas coisas. Aurélio Neiva é efectivamente autarca, mas nunca misturou o registo de autarca com o de "político" (na leitura "cacique" da coisa). O que levanta a dúvida se terá partido mesmo dele a iniciativa ou se alguém terá criado a "vaga de fundo" para levar Aurélio Neiva a assumir a paternidade da outra vaga de fundo.

Passando isto, adiante.
- sendo os autarcas e ex-autarcas os primeiros a assumir a "vaga de fundo" à recandidatura de Benjamim Pereira... onde entra o PSD Esposende? É certo e sabido que o fervor de outros tempos esfumou-se em jogos de "dividir para reinar" do passado e em guerras de "o meu plilau é maior que o teu"... mas daí a serem os autarcas a assumir a vaga... vai um caminho feito bastante ao contrário.

- claro que, depois de nas últimas autárquicas Benjamim Pereira ter presenteado a sua terra natal com a presença de Areia de Carvalho num comício... sabendo do historial do convidado no concelho... talvez Benjamim Pereira se sinta já tentado a ser "supra-partidário", homem de consensos com casa alheia, e capaz mesmo de renunciar à "partidarite" para assegurar a reeleição. (Talvez não tenha sido à toa ou em vão que o PSD perdeu a Junta de Forjães, mas sobre isso talvez opine numa outra altura, podendo no entanto adiantar "se era para queimar alguém o José Silva era o último que mereceria tal sacanice"!)

- Benjamim Pereira, ao que se soube, terá respondido ao chamamento dos autarcas com a dúvida (é "chique" manter a mesma)! 

- Claro que não se equaciona que o PSD Esposende não apoie a recandidatura, tanto mais que já desde o último mandato que João Cepa era um militante inactivo ou suspenso, (pese embora nem aí o Partido tivesse tomado posição);

- o que se equaciona é porquê? Porquê um sinal de fraqueza tão grande de um partido que governa "só" com maioria absoluta?

- Porque se marcam jantares para clarificar posições quando o candidato é único? 

- Haverá quem entenda que forçar compromissos resulta?

- Os autarcas em causa assumem porventura que todas as suas estruturas locais subscrevem as suas posições?

- Ou será que amanhã correm o risco de, a troco da fotografia na vaga de fundo a Benjamim Pereira, necessitarem eles de bóias de salvação para manterem as suas equipas unidas?

São muitas questões que se colocam perante tão forte sinal de fraqueza! Nada que nos fosse alheio é certo, depois de confrontados com a fixação do Sr. Presidente com a blogosfera e com o que dizem de si.

A verdade é que este jantarito podia resumir-se nas palavras de Camões: 

"O fraco rei faz fraca a forte gente."

E no meio disto tudo, Benjamim Pereira, tremendo às linhas da blogosfera, arranjando agenda para ouvir autarcas e bloggers e não para receber munícipes... esquece algo tão elementar como o facto de que, atendendo às circunstâncias, bastava-lhe estar quietinho, fazer umas coisinhas e contar com o eleitorado "da setinha" para ter a reeleição garantida.

Porque o eleitorado firme "da setinha", vota em quem levar a setinha no boletim, é fiel, não lê bloggs nem facebooks, passa ao lado das novelas e dos inquéritos, e dá para ganhar eleições.

Não percebendo isto o líder local fica nervoso e preocupa todos os que o rodeiam, levando assim o PSD Esposende ao mais claro sinal de insegurança de que eu me lembre, quando, note-se: há "0" (zero) candidatos assumidos... e alguns dos candidatáveis creio que o serão apenas pelo gozo de saberem que estão a tirar o sono a alguém.

Claro que tudo isto tem um razão de ser: Benjamim Pereira "herdou" uma junta e "herdou" uma Câmara sem que até então tivesse que lidar "com as pulgas". 
No dia em que foi confrontado com as pequenas mordidelas inerentes ao lugar demonstrou incapacidade para lidar com a divergência e ficou com isso tentado a buscar o estado de graça com todos. A somar, ou deve andar sozinho ou tremendamente mal acompanhado, pois será impossível que alguém minimamente bem acompanhado tomasse tantas atitudes de insegurança.

Se o tempo fará com que agrade a todos? 
Tenho sérias dúvidas.

Por fim, lamentável que a vaga de fundo não tenha uma palavra para a equipa da vereação. Facto que só por si será bastante para reforçar as leituras que fazem os que o vêem como um líder sozinho, que abandonou a própria equipa em prol do seu ego. 

Tiradas como "fiz mais depressa", "fiz algo que ninguém fez" e "fiz mais"deixarão sempre a questão de "onde estava o dream team" no mandato anterior? Ou será que agora andam debaixo de chicote?

E pronto, por agora fico-me por aqui.

E se calhar termino com um:
"Bem-Haja ao autarca pelas obras feitas pois a terra também se desenvolve com elas, mesmo que a gente possa discordar aqui ou ali ou aqui e ali." - (Só para prevenir! Não vá ver-me novamente confrontado com os meus escritos!)

Jantares e memórias

Pensei eu que com a derrota de Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto todos os protagonistas do poder local tinham entendido que as campanhas baseadas no "porco no espeto" já estavam condenadas ao fracasso, mas ao que parece ainda não.
Neste 9 de Junho tivemos um jantar de apoio de autarcas e ex-autarcas a Benjamim Pereira e mais uma vez Benjamim Pereira perdeu a hipótese de uma boa abordagem política a este evento.
Concedo possíveis reticências na recandidatura devido a questões familiares, antes de ser um autarca ele é um homem, mas sair daquele jantar com a mensagem de que ainda iria ponderar uma nova candidatura e que seria necessário auscultar diversas sensibilidades para avançar, não é a mensagem adequada, mas deveria ter sido uma mensagem de empenho e de visão no futuro no concelho, deixando ao partido a responsabilidade da sua recandidatura.

Sabemos que este jantar serviu para tiro de partida da vaga de apoio a Benjamim Pereira e que se ela não se avolumar criará dúvidas sobre a força de Benjamim Pereira como candidato à Câmara Municipal.

Estranho a ausência dos seus vereadores e este era um ponto que Benjamim Pereira deveria ter abordado quando falou à comunicação social. Deixaria os detratores sem argumentos para alimentar as habituais teorias da conspiração.
Com este jantar Benjamim Pereira dá mais uma machadada no candidato-fantasma João Cepa. 
Com  o apoio de parte das juntas de freguesia a Benjamim Pereira, João Cepa perde os 2 cavalos no xadrez da política local o que deixando-lhe a coligação aos candidatos da área do CDS-PP como a rainha neste xadrez: têm de a saber mover para fazer o xeque-mate.

Sabendo disto João Cepa, paulatinamente, lá continua na sua campanha-fantasma servindo-se de tudo o que pode.

Neste momento assistimos a um triste desfiar de recordações e "defesas de honra" nas diversas redes sociais dos seus anos de presidência.
Percebo que queira defender a sua ação em alguns dossiês que estão hoje na berra e que para isso seja necessário trazer detalhes mais ocultos mas recuperar sistematicamente as obras que ele inaugurou há 12 anos é mais uma prova de um tipo de personalidade que eu não quero a liderar este concelho.
O seu ego não ficou satisfeito com as fotos nos jornais locais, nas revistas da Câmara da altura, reportagens na rádio, post's no blogue, placas descerradas ao longo dos seus mandatos e a consequente Medalha de Honra do Município? Parece que não.
Lembremos-mos que este foi o ex-autarca que tinha assuntos do foro profissional mais importantes do que receber a condecoração máxima do concelho no Dia do Município e agora parece querer que ninguém não se esqueça de não esquecer o que ele inaugurou.

Mas estas recordações parecem ser do agrado de muitos e principalmente dos chamados "independentes", essa classe política criada durante o guterrismo e que ainda confere na cabeça de alguns uma certa superioridade moral na forma de estar na vida política.
Os independentes ainda vão dar muito que falar na próxima campanha, com algumas das personalidades a quererem ser lavadas a lixívia para que saia a cor política de origem da sua pele, mas guardo esse tema para futuras núpcias.

Relembro-lhes o que já afirmei sobre as redes sociais: o que se atira nas redes sociais regressa sempre como um boomerang.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Debater o Futuro

Debater o Futuro

Tomando uma posição sobre a situação actual? 
Vamos ter um assalto ao poder? 

Não percam... 2017 vai ser "lindo" politicamente!!! 

domingo, 5 de junho de 2016

Amigos do Espoleaks

O Facebook não é a vida mas hoje em dia faz parte dela.
Todos conhecem o blogue Espoleaks como um veículo de amplificação de algumas fugas de informação sobre temas mais ou menos sensíveis acerca da vida política do concelho.
Agora têm página no Facebook.
Não sou daqueles que acha que os comentários amargos e rancorosos no Facebook assassinem a imagem de uma personalidade mas sou daqueles que acha que algumas coisas que se publicam são como um boomerang, voltam passado um tempo de serem atiradas para nos atingir.
Também sou daqueles que acha que este tipo de blogue, a ter uma razão de existir, apenas pode ser justificado para a denúncia de situações muito pontuais e complicadas e onde a confidencialidade de quem as denuncia é um imperativo.
Blogues deste tipo são um dos sintomas de uma sociedade onde ainda impera o medo, a subserviência e ainda existe falta de escrutínio dos cidadãos às suas instituições, já que quando se discutem os "casos" não discutimos o essencial.
O que importa o coro quando continuam a ser despejados milhares de euros em empresas municipais?
Ser amigo deste tipo de informação é a aferição da sua validade e ratificação de um tipo de informação que nada tem de sério e de honesto, já que não sabemos quem a escreve, não sabemos que fontes usa, desconhece-se a linha editorial e usa de um sentimento de justiceirismo que nada de bom traz ao debate político do concelho.
Não lhe podemos pedir responsabilidades pelo que escreve, não podemos confrontá-lo com inverdades que lá são escritas, não podemos fazer o contraditório porque é uma entidade fantasma, sem corpo mas com alma.
E não se sabe quais os alvos dessa alma.
Espero que os elementos das forças vivas do concelho que se tornem amigos desta página estejam preparados para as acareações quando se queixaram das fugas de informação ou das desinformações e de algumas informações populistas que venham a público já que eles próprios apoiaram esta forma de estar na vida pública.
Se esses elementos tivessem apoiado a imprensa local na devida altura, hoje certamente não estaríamos a tratar um fantasma como um membro da comunicação social.
E isso deveria envergonhar-nos a todos.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Informação Municipal - um outro olhar


Quem sabe se inspirado no caso esposendense, o Município do Porto estreou-se, muito recentemente, na distribuição de jornal gratuito junto dos respectivos munícipes.
A publicação de jornais ou boletins camarários de natureza informativa encerra sempre grande polémica: desde os gastos associados à produção e distribuição, passando pela parcialidade que domina as notícias publicadas, ao culto de personalidade do edil.
Como o Manuel Pereira oportunamente aqui referiu é positivo que, a bem da transparência, uma Câmara Municipal faça chegar, ao máximo de munícipes possíveis a informação sobre a sua actividade, incluindo as deliberações que são tomadas, as medidas aplicadas ou em curso e, não menos importante, o modo como o orçamento municipal está a ser executado.
Da minha parte, não tenho qualquer preconceito relativamente ao boletim informativo do Município de Esposende.
Nesse âmbito, porque acho que este veículo de informação pode ser melhorado, deixo duas sugestões retiradas do exemplo portuense recém-lançado:
A primeira sugestão prende-se com a entrevista a personalidades do concelho. 
Há esposendenses que se destacam no país e, nalguns casos, até mesmo fora dele, nas suas áreas de atividade. Muitos deles são, porém, desconhecidos à generalidade dos esposendenses. Seria interessante poder dar a conhecê-los. A título de exemplo: daqui a poucos meses temos os Jogos Olímpicos e os esposendenses Teresa Portela e João Ribeiro vão participar. Por que não entrevistá-los, juntamente com Belmiro Penetra, o primeiro esposendense a ter participado nuns Jogos Olímpicos?
A segunda sugestão respeita à participação das forças políticas representadas na Assembleia Municipal de Esposende. 
Sendo o Boletim camarário um meio de comunicação pago com o dinheiro de todos os esposendenses, é da mais elementar justiça que reflicta essa pluralidade, dando também espaço aos partidos que representam todos os munícipes do concelho para partilharem a sua opinião.
Doutro modo, o boletim nunca se livrará da crítica de ser tendencioso e parcial, o que, estamos certos, não se encontrava nas razões fundadoras que presidiram ao seu lançamento. 

domingo, 22 de maio de 2016

Prof.º Manuel Ribeiro, recuperar o ESHM andebol.

Aproximam-se os 10 anos da morte do Prof.º Manuel Ribeiro e deveríamos tratar melhor a sua obra.
E a sua obra foi o andebol na Escola Secundária Henrique Medina, ESHM.
Quem acompanhou o andebol da ESHM em 1996 sabe perfeitamente quais os motivos que levaram à deslocalização do andebol de Esposende para São Bartolomeu do Mar.
Foi uma solução que permitiu a continuação do andebol no concelho, que permitiu que as atletas continuassem a jogar e a trazer bons resultados para o concelho e que deveria envergonhar as nossas forças vivas da cidade, da Câmara à Escola, que permitiram que uma instituição morresse para ressuscitar numa freguesia.

Viviam-se os tempos áureos da equipa da ADE, havia natação e canoagem, logo não havia grande preocupação com o andebol.
Mas isso não implica que se apague a memória porque a memória não se apaga, esquece-se.  
Digo isto porque hoje é difícil, quase impossível, consultar o histórico da ESHM nos anos em que teve clube andebol.
Nem no site da federação nacional de andebol, nem no site da ESHM, nem em lado nenhum, se encontra informação, resultados, classificações, equipas, taças ou fotos ou o símbolo do clube quer da sua secção feminina quanto mais da secção masculina.
E isto tem de ser corrigido.
A ESHM foi o clube em jogo coletivo de maior sucesso em Esposende no pós-25 de Abril.
Primeira equipa sénior do concelho a disputar uma 1ª divisão nacional, equipas das camadas jovens diversas vezes campeãs regionais e vice-campeãs nacionais, campeã da Europa em desporto escolar, muitas atletas nas seleções nacionais, treinadores que começaram na ESHM e chegaram a selecionadores nacionais e às equipas de topo.
Eu sou do tempo em que numa tarde chuvosa de sábado, 2 autocarros saíram de Esposende em direção a Espinho para ver um play-off de acesso à 1ª divisão frente ao Sporting de Espinho, num pavilhão de Espinho repleto e da Rádio Esposende transmitir esse jogo em direto.
Estas memórias vivem em mim e noutros tantos que lá estiveram mas também deveriam viver num local próprio, numa plataforma física que permita ter este acervo disponível.
Estas memórias foram conquistadas na ESHM e não em São Bartolomeu do Mar e é a ESHM que deve cuidar e preservar estas memórias.
Sei que me dirão, porque a memória também serve para isto, que foi pela sua vontade na altura que o acervo de taças e memorobilia foi dado a São Bartolomeu do Mar por ter sido a continuação do clube mas sei que isso não impede que se recupere a informação e que se faça o acerto histórico e esse acervo retorne à ESHM.  

domingo, 15 de maio de 2016

Copa Cávado, por que não?

No próximo ano teremos 4 equipas do concelho de Esposende a disputar a mesma divisão na categoria de seniores.
Seria interessante ser promovida uma competição entre essas equipas à semelhança do que em tempos houve na primeira divisão nacional onde apenas eram considerados os jogos dos 3 grandes, a Copa BES. Seria uma competição em que seriam apenas considerados os jogos entre as equipas do concelho de Esposende, a Copa Cávado.
Seria engraçado promover a competição e aplicá-la sempre numa divisão onde existissem 3 equipas do concelho de Esposende.
Claro está que o que seria verdadeiramente interessante era promover o aparecimento de uma competição de seniores e não apenas de veteranos ao nível concelhio para fazer reaparecer equipas seniores que foram desaparecendo com o tempo, casos do Fão, Gandra, Antas, Estrelas de Faro, Belinho, etc...
Seria interessante ter uma competição de baixo custo e com o apelativo de serem sempre equipas conhecidas tal como vemos em Barcelos ou em Vila do Conde.