quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Debate Eleitoral 2017

 Antes de mais, felicito a Esposende Serviços pela sua iniciativa e por organizar algo que falta a esta campanha: debate de ideias.

Depois, espero que este debate seja respeitado por todos os seus intervenientes e que seja um debate de ideias e de projectos para o nosso concelho e não um debate de egos, de agressões pessoais e um lavar de roupa suja.

Mais importante da discussão de ideias é passar uma boa imagem da política esposendense e fazer com que as pessoas vão votar no dia 1.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Boa notícia!

O agendamento de debate entre todos os candidatos à presidência da Câmara Municipal de Esposende. Esta sexta-feira, pelas 22h00, numa organização (e transmissão) da Esposende Serviços.
Dois breves comentários: 
Primeiro, felicitar a Esposende Serviços pela iniciativa e saudar todas as candidaturas pela disponibilidade em participar na mesma, tornando-a histórica, porquanto neste século, não obstante terem já decorrido 4 eleições autárquicas, nunca houve, apesar de vontade e esforços, um debate que reunisse todos os candidatos, o que sempre se lamentou.
Segundo, seria bom que este debate pudesse ser dividido em duas partes (por exemplo, com a distância temporal de 1 semana, 15 e 22 de setembro), por forma a que os temas fossem melhor discutidos pelos candidatos e, consequentemente, maturados pelos eleitores. 
Havendo um único debate, ainda para mais com 5 intervenientes, este depara-se com um dilema. Se for de duração limitada (até 90 minutos), corre o risco de não passar por todos os temas ou pelo menos de modo aprofundado. Se for de duração extensa (mais de 90 minutos), corre o risco (muito provável) de, a certa altura, cansar os intervenientes e o público presente. Sim, porque à meia-noite ou depois dessa hora, a frescura mental não será a ideal.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Combate eleitoral pela net: um primeiro balanço

Apostadas que estão as listas candidatas no contacto porta a porta, não deixa de ser importante a divulgação e promoção dos candidatos, programas políticos e iniciativas na internet (redes sociais e sites)
Das cinco candidaturas à câmara municipal, apenas duas - PSD e Juntos pela Nossa Terra - têm, a par de página no Facebook, um site próprio. Neste âmbito, o movimento Juntos pela Nossa Terra foi o primeiro a lançar um site que, estranhamente, a menos de 1 mês das eleições, continua por estar a funcionar em pleno. Em contrapartida, o site da candidatura de Benjamim Pereira está bastante dinâmico, sendo muito prático e acessível para o utilizador (para além de bom grafismo).
Ao nível de redes sociais, PSD, Juntos pela Nossa Terra e CDS têm estado constantemente a promover, no Facebook, posts relativos a propostas políticas, apresentação de candidatos e divulgação de eventos. Esta rede social perde, todavia, para o site, pelo facto de não ser prático separar a informação por temas e aceder rapidamente a arquivo de notícias. CDU e PS também apostam no Facebook embora, a avaliar pelo número de pessoas que seguem cada uma das páginas, com uma amplitude muito aquém da desejada. 
No global concluo que, nesta fase do campeonato, a candidatura do PSD encontra-se uns furos acima da restante concorrência no que respeita à utilização e aproveitamento da internet para efeitos de divulgação e promoção da sua candidatura. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Tiro no pé

Benjamim Pereira não precisa de cartazes municipais para puxar os galões. Os cartazes da sua candidatura são apropriados para publicitar os méritos conseguidos. Para quê, então, a confusão de planos criada? 
Como seria de esperar, a legalidade muito duvidosa da publicidade levada a cabo, acabou por ser objecto de reparo por parte da Comissão Nacional de Eleições.

sábado, 2 de setembro de 2017

As eleições para o Escola Secundária da Câmara.

Sabia que a i-política não é boa conselheira e que políticos e campanhas muito baseados nas redes sociais acabam por ter sempre momentos e ações que roçam o ridículo e as eleições este ano em Esposende não fogem a isso.
 
A 1 mês das eleições a campanha política mais parece uma eleição para a Associação de Estudantes do Liceu do que propriamente uma eleição para o cargo mais importante do concelho, ao melhor género da Lista X contra a Lista A.
 
Ele é molduras nas fotos de perfil de Facebook, ele é ataques sobre idoneidade das pessoas nas redes sociais com respostas dos mandatários da campanha nas redes sociais, ele é chamadas de atenção sobre problemas nos espaços públicos ao jeito de cidadão muito consciente, ele é comentários jocosos sobre fotos do passado.
 
Tudo isto achei suportável, até que tivemos os eventos das mulheres e a discussão sobre quem têm mais mulheres nas listas.
 
 Vou ser claro e conciso: pouco me interessa a quantidade de mulheres que cada um têm nas listas e quantas mulheres vão eleger.
 
 O que me interessa é saber se as pessoas que apresentam são ou não as mais qualificadas e preparadas para os cargos lhes que serão confiados quer sejam homens ,mulheres ou transsexuais.
Se existe um problema de representatividade em termos de género temos de pensar o que está a correr mal e quais as forças de bloqueio para o acesso das mulheres à política.
 
Saúdo a presença de mais mulheres na vida política esposendense, como saúdo a sua presença noutros momentos da vida social do concelho, mas utilizar essa presença como medidor de popularidade é deplorável, baixo e revela a completa falta de ideias das candidaturas que o fizeram.
 
Sei por experiência profissional que por vezes é necessário colocar uma presença feminina em alguns cargos para que as pessoas com quem interagimos aprendam a respeitar o titular daquele cargo seja ele quem for. Sou frontalmente contra as quotas de pessoas nas listas das eleições partidárias , seja o critério género, religião, altura ou preferência clubística. Pela experiência que já temos em Portugal sabemos que isso apenas fez ascender a cargos de responsabilidade pessoas que não teriam essa hipótese por mérito próprio.
 
O que se passou esta semana foi digno da mais rasca eleição de Liceu.
 
Estamos a 1 mês das eleições e parece que neste momento a campanha se centra em demonstrar quem é o líder mais porreiro da escola, quem tinha mais tipos populares ao seu lado, quem têm mais seguidores no Instagram e no Facebook e quem tinha mais  miúdas giras do seu lado.
 
Estamos a 1 mês das eleições e ainda não se discutiu uma medida, um projeto, um imposto, uma linha orientadora, nada.
 
Está na hora dos nossos políticos crescerem.

Independentes, Independência e decência moral.

Por mais anos que passem nunca deixarei de ter esta ingenuidade em acreditar que as pessoas poderão aprender com os maus exemplos.
 
Depois de Trump pensei que os chavões como "independentes", "fora do sistema", "estar na política sem ser político", "nem de esquerda nem direita", "o que interessa são as pessoas" e outros semelhantes que vinham em crescendo na nossa sociedade seriam abandonados e que teríamos uma abordagem mais moderada e consciente à política, mas mais uma vez me enganei.
 
Percebo que ao nível da política local as diferenças esquerda-direita não sejam tão visíveis como ao nível da política nacional mas mesmo assim existem orientações sempre importantes que diferenciam as 2 abordagens e é impossível não ter uma orientação mais vincada para uma ou para a outra, ou seja, o político ao centro é como o Homem das Neves: alguns dizem que já o viram mas ninguém apresenta provas de tal.
 
E agora os "independentes".
 
Fico parvo como tantas pessoas da minha geração se viram contra os partidos, as pessoas ligadas aos partidos, políticos com cartão de partidos e gostam de exibir o seu status de independente.
 
A minha geração foi a geração que mais e melhores oportunidades teve no Portugal democrático, desde os cuidados médicos, ao acesso à informação, passando pela a educação até aos apoios de inserção que o Estado deu às famílias e que permitiu aumentar os índices de  qualidade de vida e tudo isto foi obtido por políticos com cartão de partido.
 
Se hoje somos a geração com maior percentagem de diplomados e com estudos no estrangeiro, isso foi conseguido por políticos com cartão de partido.
Se hoje somos a geração que menores índices de mortalidade infantil sofreu, isso foi conseguido por políticos com cartão de partido.  
Se hoje somos a geração com maiores facilidades em nos deslocarmos pela Europa e pelo Mundo quer em termos profissionais ou turísticos, , isso foi conseguido por políticos com cartão de partido.  
 
 Não são os cartões do partido que definem as capacidades de uma pessoa, mas sim as suas qualificações técnicas, o seu profissionalismo e o conhecimento das pastas que gere.
 
Percebo que alguns sejam verdadeiramente independentes e que estejam nas listas porque acreditam nas pessoas e na lista que englobam e no trabalho que pode ser realizado, mas esses são uma minoria no mar de "independentes" que agora temos.
 
 Se a minha geração hoje se queixa dos partidos e de quem os constitui, só me resta perguntar onde a minha geração andou nos últimos 10 anos, já que se tivéssemos estado mais interessados nos partidos, hoje provavelmente teríamos uma política algo diferente.
 
E agora a "independência".
 
Alguns gostam de colar o rótulo de "independentes" à "independência" mas eu preferia que o rótulo  fosse "profissionalismo","assertividade","objectivo" ou "meta".
 
Independência é usar os dinheiros públicos com cuidado e de uma forma consciente.
Independência é manter a programação de Verão inalterada ano após ano e não a fazer crescer em anos de eleições autárquicas.
Independência é não ter o "amigo" construtor, o "amigo" promotor de eventos, o "amigo" jornalista, o "amigo" empresário.
Independência é fazer revisões do PDM com uma visão de 20 anos e não com um horizonte de meses.  
 
E isto não se ganha rasgando o cartão do partido, isto ganha-se com experiência profissional,com profissionalismo, com vontade de fazer, com uma "coluna vertebral" moral que se têm independentemente do local onde se está.
 
Por isso só posso pedir decência moral.
 
Deixem os rótulos em casa e tratem de discutir as coisas que interessam, que ano após ano cada vez mais são os conhecidos que encontro na A28 às 8 da manhã a caminho do Porto para irem trabalhar.
Esses é que são os verdadeiros "independentes" do concelho e praticam todos os dias a "Independência" de não estarem ligados a nenhuma instituição do concelho. 

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Mês decisivo

O ano de 2017 corre vertiginosamente e eis que chegamos hoje à simbólica distância de 1 mês apenas até 1 de Outubro, dia eleitoral que marcará os destinos de Esposende para os próximos 4 anos.
Os 30 dias que se seguem serão muito intensos para todas as candidaturas, em que cada uma procurará captar o maior número de eleitores possíveis por forma a assegurar a realização dos objectivos realisticamente traçados (PS e CDS manter o vereador eleito, preferencialmente conseguindo um segundo vereador; CDU eleger um vereador; PSD e Juntos pela Nossa Terra vencer as eleições, preferencialmente com maioria absoluta).
Os cartazes já estão espalhados pelo concelho (globalmente, estão bem conseguidos, com boa selecção de imagem/fundo), embora o trabalho de casa se faça no contacto porta a porta, com a distribuição dos programas eleitorais e apresentação dos candidatos.
Para manifesta infelicidade da história autárquica esposendense, não existe tradição de debates políticos entre os candidatos (com honrosa excepção de iniciativa levada a cabo em 2005 no Suave Mar), o que é pena, pois as candidaturas só teriam a ganhar, e consequentemente o eleitorado, com o confronto de programas e melhor explicação de algumas das medidas propostas. Para não falar de podermos ter uma noção, junto de cada candidatura, de qual será a sua posição na eventualidade de não lograr a maioria absoluta. Um político com medo de ir a debate é como o estudante de Direito que foge a sete pés de fazer uma oral.
O facto de, pela primeira vez na história da democracia esposendense, se confrontarem dois candidatos que já exerceram a função de presidente da câmara, indicia que estas serão as eleições mais disputadas de sempre. Oxalá todos os candidatos consigam mobilizar o maior número de eleitores possível, pois seria excelente atingir uma marca  de participação eleitoral histórica.
Da parte do Largo dos Peixinhos, iremos acompanhar esta recta final de pré-campanha e campanha eleitorais. Em modo de serviço público, partilhamos os links disponíveis das candidaturas:

PSD Esposende: http://www.benjamimpereira2017.com/
Juntos pela Nossa Terra: http://cepa2017.pt/ 
PS Esposende: http://esposendeps.com/
CDS Esposende: https://www.facebook.com/Esposende2017/