quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Pluralidade Religiosa pelo Natal.

Em tempos já abordei este tema, mas aproveitando o espírito de Natal é importante relembrar novamente esta temática, já que se todos nos lembramos de quem o celebra temos também de nos lembrar de quem não o celebra..

As diferentes crenças religiosas que estão presentes no nosso concelho são continuamente esquecidas ficando a sensação que apenas a Igreja Católica Apostólica Romana têm capacidade de organização, de profecia e capacidade de mobilização para algo que não seja apenas a sua atividade religiosa.

Olhando para a recente campanha eleitoral onde este assunto é continuamente esquecido e pela atitude que as diversas instituições deste concelho têm para com as diferentes crenças religiosas ao longo dos anos é muito claro que eles vivem à margem da sociedade esposendense e que a sua contribuição poderia ser maior naquilo que se configura num ciclo vicioso por de afastamento.

E esta situação têm de ter os dias contados.

As diferentes crenças religiosas podem oferecer à sociedade esposendense  uma outra amplitude de soluções para os seus problemas sociais, pode oferecer novos tipos de eventos, podem ainda oferecer um novo ponto inicial, e algo revolucionário, numa saudável convivência entre o mundo político/institucional e estas crenças no que seria uma saudável demonstração da laicidade do Estado, algo que este concelho necessita.

Se tenho de aceitar as demonstrações religiosas da Paróquia de Santa Maria dos Anjos nas nossas principais praças também tenho de aceitar as demonstrações religiosas das Testemunhas de Jeová e dos Adventistas do 7º Dia apesar do seu menor impacto histórico na nossa sociedade.

Urge que de uma vez por todas esta lacuna na nossa sociedade seja corrigida.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Obra de regime 2017/2021


Embora pouco aprofundada, uma das questões lançadas para discussão aquando da última campanha eleitoral foi a da inexistência de um espaço multiusos no concelho, para a realização de eventos e actividades, de natureza cultural e desportiva.
As soluções a que o Município recorre invariavelmente são, desde há muito, insuficientes. O Auditório Municipal está encravado num prédio para habitação. Os pavilhões escolares são de construção antiga, sem conforto e dimensão para as exigências dos dias de hoje.
Impõe-se, por isso, um equipamento desta natureza que colmate uma manifesta carência no nosso concelho. Diria mesmo que esta obra é mais urgente do que o Parque da Cidade.
Espero, pois, que o tema venha a constar da agenda do executivo camarário para os próximos 4 anos, preferencialmente, nos primeiros lugares e não como mera intenção programática. Quantos mais anos Esposende adiar a construção de um equipamento multiusos, mais se afastará da linha da frente da modernidade e competitividade que tanto ambiciona.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Um grande, grande mistério

No passado dia 30 de Novembro assinalaram-se 6 anos do falecimento de João Oliveira Martins.
Trata-se de um dos mais prestigiados esposendenses do século XX: deputado, secretário de estado, ministro e bastonário da ordem dos engenheiros. Um currículo impressionante. 
Não obstante todas as responsabilidades e vida em Lisboa, Oliveira Martins nunca deixou de manter uma forte ligação ao seu berço: apoiou e envolveu-se activamente nas instituições locais (Santa Casa da Misericórdia e Fórum Esposendense) e publicou algumas obras de cariz local. Todos os anos, marcava o ponto nas cerimónias da Semana Santa. 
Num bastião do PSD, como é Esposende, Oliveira Martins foi, a par de Couto do Santos, o esposendense que mais se destacou no partido, a nível nacional. Estranho, por isso, que nem o PSD Esposende, nem o Município, tenham, até hoje, promovido qualquer homenagem à sua figura e memória. Este reparo é, igualmente,  aplicável às instituições locais que Oliveira Martins apoiou. Nem a Santa Casa da Misericórdia ou o Fórum Esposendense criaram, por um exemplo, um prémio em sua homenagem.
Um grande mistério, portanto. Sobretudo, quando o concelho não prima, propriamente, por ter muitos "filhos" que se tenham destacado, nas suas funções, a nível nacional.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

365 dias para esquecer


Pior era impossível, para o partido e para o próprio. Assim se poderá fazer o balanço do primeiro ano de João Pedro Lopes à frente do CDS Esposende:
1) Perda do único vereador com assento no executivo camarário
2) Registo eleitoral histórico, com a votação para a Câmara Municipal a ficar abaixo de 4% (em 2013, foi acima de 10%)
3) Redução em 50%, face a 2013, do grupo político na Assembleia Municipal
4) Partido menos votado para a Assembleia Municipal (atrás do PCP)
5) Menos de 1.000 votos tanto na Câmara, como na Assembleia Municipal (em 2013, teve mais de 2.000 votos)
6) Redução em 50%, face a 2013, do número de freguesias do concelho a que concorreu
7) Exposição, a ridículo, do nome do concelho, que esteve nas bocas do mundo com o inenarrável cartaz propagandístico “Je suis Esposende”. Nunca houve qualquer retratação…
8) Gestão trapalhona do dossier autárquico: apoio inicial e entusiástico à candidatura de João Cepa, para mais tarde ser retirado, sendo apresentadas justificações esfarrapadas
9) Demarcação (política) por parte da Juventude Popular (JP) de Esposende
10) Partido fraccionado: vereadora Berta Viana apoiou publicamente candidatura adversária; antigos militantes/candidatos integraram listas adversárias (Laurentina Torres, a última presidente do CDS em Esposende, esteve no jantar de apoio a João Cepa!; Sara Herdeiro, que há 4 anos conseguiu o melhor resultado numa junta de freguesia para o CDS, surgiu, nestas eleições, como candidata na lista do PSD)

domingo, 19 de novembro de 2017

João Ramos, um vencedor discreto!

 Hoje Esposende, e em particular a ADE, ganhou mais um campeão,ou vencedor,ou o que lhe quiserem chamar: João Ramos!

 João Ramos tornou-se hoje o novo vencedor do Campeonato Nacional de Ultras-Trail organizado pela ATRP  na categoria de Sub-23, tornando esta época de estreia da ADE Trail Running Team uma época muito especial e que coloca as expectativas para a próxima época a um nível elevado.

 Mais do que uma vitória, é um sinal forte de que a política do ecletismo na ADE está a dar o seus frutos e que depois do Basquetebol e do Voleibol, o Atletismo é também uma realidade nesta coletividade e que é na disseminação da prática desportiva espalhada nos mais vários desportos que iremos buscar frutos para uma sociedade mais ligada às suas instituições.

 Além de uma vitória saborosa, é uma vitória que nos faz ter de olhar para o atletismo no concelho de Esposende de uma forma mais séria, mais cuidada e concreta.

  A vitória de João Ramos é fruto de uma grande vontade e sacrifício pessoal e também fruto da cooperação com outros grupos de corredores amadores que vão proliferando nos últimos tempos com a aumento da popularidade deste desporto, mas o tempo do puro amadorismo têm um prazo de validade que está prestes a caducar e será necessário ter maior apoio logístico às equipas que entram nas competições, será também necessário proporcionar apoios que permitam melhorar e suportar a condição física dos atletas durante todo o campeonato e acima de tudo locais para treino.

E quando falo de local de treino tenho de realçar a inexistência de uma pista de atletismo neste concelho para podermos ter um quadro competitivo no atletismo que vá para além das corridas de estrada e termos competição na velocidade pura.

Por muito que goste dessas organizações, atletismo em Esposende não se pode apenas a organizar corridas na Marginal ou na areia para que mais Joões Ramos apareçam! 

Parabéns João e grande orgulho em também pertencer a esta equipa!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PCP Esposende e a Revolução de Outubro

Foto retirada de Esposende Serviços.

O PCP de Esposende assinalou, no fim de semana que passou, o centenário da Revolução de Outubro. 
Entre outras acções comemorativas, destaca-se uma exposição em plena sala de visitas da cidade de Esposende, o largo Rodrigues Sampaio (conforme ilustra a imagem aqui trazida).
Não deixa de ser antagónico (e irónico) que as comemorações da Revolução de Outubro tenham ocorrido sob o signo da liberdade, um direito que, infelizmente, foi negado pelos pais e filhos da Revolução (URSS, Coreia do Norte, China, Venezuela), e cujo exercício foi brutalmente reprimido (Estaline, China).
Por essa razão, e considerando o local escolhido para a exposição, a paredes meias com a Igreja Matriz, só ficou mesmo a faltar, no programa de celebrações delineado pelo PCP de Esposende, incluir uma missa em memória de todos quantos morreram nas ditaduras comunistas (inspiradas pela Revolução de Outubro). Quem sabe se nas comemorações dos 125 anos os comunistas esposendenses não encomendam uma missinha...

domingo, 12 de novembro de 2017

E uns ciclos de cinema?

Sejamos sinceros, o cinema e a forma como o vamos ver mudou.

Se o cinema dito comercial, ou de grande divulgação, hoje está remetido para as salas múltiplas dos grandes centro-comerciais, as salas de cinema mais pequenas refugiam-se nos ciclos especializados de cinema para conseguirem encher as suas salas.

Esposende está deficitário de um cinema e de sessões de cinema e todas as soluções são boas para trazer novamente esta forma de arte a este concelho.

As notícias da morte dos espectadores nas salas de cinema foram francamente exageradas e, hoje em dia, o público volta às salas porque a qualidade da experiência de cinema numa sala de cinema é sempre diferente da experiência à frente do portátil ou da sala de casa e isso deve ser aproveitado.

Cada vez mais são as entidades que procuram não só exibir filmes de menor divulgação, como a mescla entre cinema e música com atuações ao vivo de conjunto musical enquanto se assiste ao cinema e isso pode ser aproveitado por nós.

Houve uma altura neste concelho em que havia pessoas que iam a uma sessão de cinema numa segunda-feira laboral em Esposende para ver um filme que já tinha estreado há 2 meses atrás e isto dito hoje parece que estamos a falar de uma realidade alienígena ou de um mundo paralelo, mas isso pode ser novamente uma realidade dos nossos dias.

Ciclos dedicados a uma temática, ator, atriz, cidade, época ou país pode ser um bom motivo para que haja novamente cinema em Esposende.

Fica a sugestão.