segunda-feira, 23 de abril de 2018

Marinhas x Esposende

Excelente tarde de domingo no Estádio Pe. Avelino Marques Peres Filipe, com o sempre escaldante derby concelhio Marinhas x Esposende.
Um jogo interessante, cujo resultado final saldou-se num 0-0, não obstante as várias situações em que o golo esteve iminente, de parte a parte. É um resultado que não serve as aspirações da equipa da casa, que tem agora nos 4 jogos derradeiros autênticas finais, por forma a conseguir assegurar a manutenção na divisão. Os meus votos para que o FC Marinhas consiga atingir o seu propósito, pois doutro modo o campeonato distrital fica menos interessante.
Nota de destaque para o apoio que as claques dispensaram às suas equipas. Cada uma na sua bancada, a fazer levantar a voz para que o 12º jogador se fizesse sentir. As claques são projectos que os clubes devem acarinhar e estimular, e não há dúvidas que a ida ao estádio ganha outro alento e interesse com essa rapaziada.
Espero que as direções da ADE, Marinhas e, já agora, do Forjães, intensifiquem a aposta nas respectivas claques, por forma a que estes jogos concelhios despertem ainda maior participação por parte das comunidades locais. 
Outra nota de registo vai para o fair-play na bancada. Ou, por outras palavras, para a saudável rivalidade. Adversários apenas dentro das 4 linhas. Quando o exemplo que vem de cima (1ª Liga) é péssimo, uma jornada desportiva como aquela que se viveu ontem nas Marinhas acaba por ser uma lufada de ar fresco, que merece o nosso aplauso.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Esposende Semanário.

 Vamos ter um novo semanário em Esposende.

 Pelas primeiras impressões, aparenta uma bom dinamismo e um bom sentido gráfico nas apresentações que fez nas redes sociais.

 O que posso desejar? Que enriqueça o panorama informativo de Esposende, que traga à ribalta mais correntes de opinião e de ideias que digam algo ao povo do concelho de Esposende, como quem diz, que prima por uma maior proximidade da realidade noticiosa das nossas freguesias e  confira a seriedade na exposição das mesmas o que seria um ganho assinalável em relação ao habitual lençol de desinformação das redes sociais.

 A ver vamos como corre.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Papagaios de Papel do 25 de Abril !

 No dia 25 de Abril, teremos em Esposende um workshop de Papagaios de Papel.

 Não me interpretem mal, nada tenho contra os papagaios de papel, e até admito que gostava de saber fazer uns melhores, nem contra quem queira nele participar, mas deixar esta atividade como atividade única neste dia no cartaz de eventos do município deixa-me espantado e revoltado.

 Já me referi diversas vezes à falta de eventos alusivos à revolução de Abril e uma certa falta de interesse por parte dos dirigentes do nosso município a esta data, algo que é transversal a todas as dinastias políticas que pela Rua 1º de Dezembro passaram, e vou-me continuar a referir até que alguém se chateie.

 Esta é uma data para passarmos aos mais novos valores, histórias, realidades daquilo que foi um país antes do 25 de Abril e depois do 25 de Abril, o que era a guerra colonial, o colonialismo, o Ultramar, a ditadura, a União Nacional, a emigração a salto, o isolacionismo histórico, a pobreza histórica das nossas gentes,  mostrar de uma forma didática, mas séria, o que foi o PREC, a descolonização, a abertura ao exterior e à Europa, não é uma data para aprenderem papagaios de papel.

 É uma data para mostrarmos às nossas crianças a realidade de um país que pouco mais era do que indigente, retrógrado, bafiento, cinzento e polvilhado com muito "respeitinho".

 É uma data que deve ser aproveitada para mostrarmos às nossas crianças que afinal Portugal não era um país maravilhoso no "tempo da outra senhora" como muitos hoje não têm vergonha de exaltar e revindicar, para que não cresçam nas supostas verdades históricas dos derrotados de Abril e dos que se aproveitam da acalmia da sociedade para trazerem ao cimo o que lhes realmente vai na alma.

 É uma data para combatermos a estupidificação infantil que esta nova sociedade do politicamente correto promove, a hidrolisação de tudo o que é mau e desconfortável, que evita o horrível da História e só se foca na contínua infantilidade das nossas crianças e dos nossos jovens,  como se tudo fosse algo passageiro e passível de ser tornado cor-de-rosa.

 Não meus amigos, a História de Portugal  está longe de ter sido cor-de-rosa, e se alguns jovens perceberem o que foi a Guiné ou Angola vão perceber que as séries americanas que vêm sobre o Iraque ou o Daesh não são mais do que uma história de embalar recém-nascidos!

A História nunca deve ser esquecida!



sexta-feira, 23 de março de 2018

Rendas de Esposende!

Nos últimos tempos foi notícia nos jornais os números dos valores médios das novas rendas por m2 que surgiram em 2017 divulgados pelo INE, que fizeram surgir a habitual discussão "Lisboa versus Resto do país" mas sendo um pagador de impostos em Esposende tive a curiosidade de perceber qual a posição do concelho no panorama regional e os resultados foram claros: o mais caro do distrito de Braga!

Esta estatística por si só já é algo chocante mas mais chocante se torna quando percebemos que Esposende é apenas o 6º concelho do distrito de Braga em termos de salário médio e isso deve-nos fazer pensar na desproporcionalidade que estes valores colocam na vida dos habitantes de cada um destes concelhos.

Façamos contas simples.

O arrendamento médio por m2 em Esposende é de 3,83€/m2, em Braga é de 3,79€/m2, Barcelos é 3,29€/m2 e em Guimarães é de 3,2€/m2 o que se considerarmos um apartamento com a área média de 100m2 teremos um apartamento em Esposende com uma renda de 383€, Braga nos 379€, Barcelos nos 329€ e Guimarães nos 320€. 

Olhando para os dados oficiais, o rendimento médio em Esposende 805,8€, em Braga é de 985,7€, Barcelos está nos 815,3€ e Guimarães 843,7€.
 Desta forma, podemos calcular o peso de uma renda média para uma habitação de 100 m2 no salário de um habitante médio de cada um destes concelhos:

Esposende - 47,5% do salário.
Barcelos - 40,4% do salário.
Braga - 38,4% do salário.
Guimarães - 37,9% do salário.

E acho que estes números devem-nos fazer pensar a todos.

 Sei que existem algumas explicações para estes valores, desde a variável cubicagem de construção permitida nos diferentes concelhos até ao tipo de habitação e localização que cada um têm, desde a idade das construções até à carga de impostos que varia de concelho para concelho.
 Podem também dizer que estes valores são obtidos a partir de uma média pesada e que os outros concelhos têm rendas muito elevadas que são neutralizadas pelas rendas mais baixas dos prédios quase devolutos, o que não deixando de ser uma verdade não explica tudo.
 Alguns até me podem esgrimir o argumento que Esposende é uma zona balnear, que têm algumas zonas que sofrem de considerável especulação mobiliária decorrente da sua posição à beira-mar e que mesmo assim até é das zonas de todo o litoral português com preços mais baixos.

 Sei que alguns me dirão que isto é uma análise muito superficial, que existem muitos pequenos fatores que manipulam estes grandes números, que nada disto faz muito sentido porque falta a análise sobre a "habitação-tipo" de cada um dos concelhos que terão áreas diferentes, logo valores diferentes, logo rendas diferentes.

Claro que isso também é uma verdade mas mesmo assim, não consigo perceber como conseguimos chegar a um ponto onde efetivamente ganhamos menos mas pagamos mais quer em termos efetivos quer em termos proporcionais!  

Como cidadão, gostava que as forças vivas deste concelho se pronunciassem sobre esta situação, sobre o que isto implica na vida das pessoas que cá moram e o que podemos fazer para sermos mais competitivos neste campo.

 Se queremos mais gente aqui a morar, mais pessoas jovens ( e menos jovens ) a fixarem-se neste concelho não lhe podemos dar como prenda de boas-vindas quase metade do salário numa renda e ainda garantir-lhes que muito provavelmente terão de apanhar a A28 para ir trabalhar para os concelhos vizinhos!

 Não é nada convidativo, acreditem.

sábado, 17 de março de 2018

Spring é Primavera.

 Percebo que cada vez mais a nossa publicidade deva ser orientada para um público internacional, que nos visita porque vai a caminho de Santiago de Compostela ou porque quer vir apreciar o nosso vento mas os anglicismos têm tempo e local próprio.

 Não sou daqueles que busca na Língua Portuguesa um último reduto para exacerbar um nacionalismo/bairrismo bacoco, aos meus olhos, e que a consideram como algo que deve ser cristalizado no tempo e sou daqueles que não perde muito tempo a discutir o Novo Acordo Ortográfico e que nem discorda dele, porque a língua de uma sociedade é algo mutável e dinâmica.
  Para os mais esquecidos, em Portugal já se escreveu PHarmácia, PHosPHoro e estYlo e estas palavras foram revistas em 1ª estância para uma maior simplificação da escrita e não porque estávamos de más relações com Inglaterra.

 Sou daqueles que percebo que devamos utilizar algumas expressões em inglês para facilitar a interlocução com outros povos e com outras realidades e que isso não é um homicídio da autenticidade do desejo.

 Mas, existem alguns pontos em que acho que estes anglicismos devem ser evitados e falo mais concretamente da campanha de publicidade das atividades a decorrer em Esposende cujo título é "Spring".

 Perceberia que este fosse o título da campanha na sua versão inglesa, mas mesmo assim a palavra "Primavera" já foi internacionalizada pelos italianos e traz sempre um capital de cosmopolitismo à coisa, mas não percebo que este seja o título da campanha na sua versão portuguesa é que de repente lembrei-me da campanha "Allgarve" e do sempre inefável Mendes Bota, uma das figuras maiores do PSD Algarve, a defender a sua ideia e isto nunca me dá boas sensações.

 Por isso, deixo aqui o meu repto: em Português para os Portugueses.

 Se queremos internacionalizar ainda mais as nossas campanhas, devemos começar a apresentar as nossas brochuras em Russo, Chinês, Japonês, Sueco, Alemão, Polaco e ai sim, estaremos a criar valor.

sexta-feira, 9 de março de 2018

24 horas


Numa muito feliz proposta do Papa Francisco para a Quaresma, tem hoje lugar, em todo o mundo, a iniciativa 24 horas para o SenhorEm cada diocese, permanecerá aberta pelo menos uma igreja durante 24 horas consecutivas a fiéis e homens de boa vontade. 
No concelho de Esposende, a iniciativa decorrerá na Igreja Matriz de Esposende, com início às 19h00.
Na sua mensagem para a Quaresma deste ano, escreve o Papa que a Quaresma "anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida."
Como ouvi alguém dizer uma vez, com piada, muitas vezes as pessoas procuram os consolos de Deus, antes de se deterem em procurar primeiro o Deus dos consolos. Esta iniciativa constitui, por isso, uma boa oportunidade para voltar ao Senhor e procurar viver melhor este tempo, no ganho que isso possa causar em cada um de nós, com impacto no nosso núcleo familiar, no trabalho e nas relações pessoais.

domingo, 4 de março de 2018

E o Curling?

E Esposende ter uma ligação aos desportos de Inverno?

A ideia parece disparatada e até inaudita, mas ouvindo as palavras do presidente da Federação Portuguesa de Desportos de Inverno (FPDI) e do presidente do Comité Olímpico de Portugal os mais sépticos podem mudar de ideias.

É notório que de edição para edição os Jogos Olímpicos de Inverno têm maior notoriedade e maior impacto na opinião pública e que de edição para edição Portugal vai ter uma maior representatividade nestes Jogos Olímpicos.

Recentemente o presidente da FPDI noticiou que estava em curso a criação de uma equipa de curling e que se aproximavam verbas para apoiar a construção de um "Pavilhão de Frio" e que este pavilhão iria acolher grande parte destes desportos de inverno que a FPDI organiza e com ele virá também os eventos paralelos aos eventos principais e que está à procura de um local para o colocar e não faz muita questão que seja na Guarda ou na Covilhã.

E onde temos neve para acolher estes eventos ? Não temos, mas isso também não é problema.

Sochi organizou os Jogos Olímpicos de Inverno quando estavam 20º C a 10 km da montanha e os atletas de esqui de fundo foram-se bronzear nas suas praias, mas este é um exemplo muito especial admito.

Olhando para o cardápio de provas da FPDI percebemos que à parte das provas de fundo quase tudo é à base de neve artificial e de espaços verdes e ai teremos uma palavra a dizer.

Podem-me dizer que nem um pavilhão multiusos temos e já querer avançar para um pavilhão de frio é como não ter dinheiro para uma bicicleta e querer comprar um Ferrari, mas se o projeto em curso para o novo Pavilhão Multiusos de Esposende  for célere, entre negociações e renegociações estaremos em bom plano para o poder ter e estar na linha da frente para algo que vai nascer.

E agora podem-me chamar de louco!