segunda-feira, 28 de maio de 2018

Meia-Maratona de Esposende, notas finais!

E a Meia-Maratona realizou-se.

Depois de mais de uma década de interrupção, voltamos a ter uma prova de 21km nas estradas do concelho e isso é um motivo de alegria.

O percurso que prometia ser tortuoso e repetitivo revelou-se agradável e "fácil" de percorrer sem que as passagens repetidas fossem penosas e se sentisse essa questão. Fica dica para as próximas edições: entrar mais em Fão pela EN13 e eliminar a parte da Sr.ª da Saúde ou de Gandra.

Mas ainda podemos melhorar noutros aspetos, a envolvência com a prova.

Mesmo com uma organização da RunPorto podemos vender os pacotes de hospitalidade para quem queira cá passar o fim-de-semana, já que isso permite que os corredores de paragens mais distantes se sintam mais confortáveis a vir até Esposende.

Outro aspeto a melhorar é a data em que se realiza.

Colocar a data desta prova na mesma data que a Meia-Maratona do Douro Vinhateiro é meio-caminho andado para termos muitos menos participantes do que os que poderíamos ter se as datas não colidissem, já que esta prova é uma das que maior poder de publicidade têm e consegue chamar corredores de quase todo o país quer pelo percurso, quer pela localização quer pela oferta de estadia que os operadores turísticos oferecem.

Outra oportunidade de melhoria é publicitar esta prova na Galiza, aproveitando as feiras de turismo onde as entidades que regem o turismo costumam marcar presença.

E espero que para o ano possa estar aqui a fazer mais alguns melhoramentos a esta prova.


sábado, 19 de maio de 2018

E um campeonato concelhio?

Chega ao fim a época das equipas séniores de futebol do concelho.

 Pelo 2º ano consecutivo tivemos a descida de uma equipa do Pró-nacional para a Divisão de Honra e isso deve-nos fazer pensar que direção queremos dar à política desportiva do concelho neste escalão e neste desporto.

 É evidente que só daqui a uns bons anos é que os clubes do concelho que têm equipas séniores estarão em condições para abraçar uma subida ao Campeonato Nacional de Séniores, onde a semiprofissionalização é mandatária e não existem grandes movimentações para que os clubes que outrora já tiveram equipas séniores queiram novamente abraçar um projeto neste setor.

 Relembro que a um dado momento tivemos cerca de 8 equipas séniores do concelho a competir e hoje temos 4 e isso é muito significativo.

 Sejamos sinceros e realistas, as equipas séniores são sempre o maior espelho do estado e da saúde de um clube e esta desertificação de equipas séniores no concelho é um sinal do que já fomos, do que somos e será um sinal do que queremos ser.

 Um clube ter uma equipa sénior funcionar é uma bandeira, um sinal do estado do clube, é um objetivo para os mais novos e um exemplo de sacrifício e superação que se dá às camadas jovens, é um porto de abrigo para os jovens que aos 18 anos já não podem jogar nas camadas jovens e necessitam de uma equipa sénior para continuar a competir. 

 Por isso urge criar as condições  para os clubes terem uma equipa sénior a competir.

 Esse modelo terá de ser o do campeonato concelhio.

 Temos já em andamento um campeonato de veteranos mas será necessário expandir este modelo para o escalão sénior, com as equipas do concelho a jogarem entre si e quem sabe se as equipas que já jogam nas competições distritais possam colocar aqui as suas equipas "B".

 Um campeonato de custos controlados, poucas deslocações, dérbis garantidos, que melhores ingredientes podemos ter para que alguns dos clubes voltem a ponderar ter novamente as equipas séniores?

 Fica a ideia.

Marginal, o "muro de Berlim".

As obras de renovação em algumas das casas na 1ª linha da Marginal de Esposende continuam...

Nada tenho contra os moradores nem contra as pessoas que já lá habitam mas nunca consigo deixar de lamentar a situação que vivemos na nossa marginal, e a sua permanente "murodeberlinização".

Continuamos a ter moradias de habitação privadas a dominar a sua 1ª linha e a tornar impossível ter atividades que vão além da corrida e da caminhada na marginal algo que se assemelha a um desperdício tão grande como o de podermos extrair petróleo no Algarve e estarmos preocupados com os pensionistas franceses que lá compraram casa.

Necessitamos de ter um outro tipo de habitação, de construção, que permita ter comércio e locais de restauração/animação noturna que tirem partido da vista e da localização, algo que é completamente impossível com a estrutura que temos atualmente. Não defendo uma política ao estilo da Póvoa de Varzim, com as suas torres, já que isso seria uma enorme descaracterização da cidade mas algo ao género de Vila do Conde.

 Claro que me vão perguntar se a solução é expropriar e deixar florescer nova construção? Não sei, mas sei que como está não está bem e geração após geração continuamos a desperdiçar um importante ativo deste concelho.


 

terça-feira, 8 de maio de 2018

Baluarte azul

Embora sportinguista, saúdo a Casa do Futebol Clube do Porto em Esposende!
Há muitos anos, um punhado de benfiquistas inaugurou uma Casa do Benfica em Esposende, mas foi iniciativa que durou muito pouco tempo (o sítio escolhido para sede também não ajudava muito...). 
Apesar do arranque em falso que representou a casa benfiquista, estava longe de imaginar que o Concelho teria de aguardar mais de uma década para voltar a ter uma representação de um Grande. Isto porque tanto Benfica, como o Porto, têm grande expressão no concelho, com adeptos muito fervorosos.
Seja como for, a lacuna foi, finalmente, colmatada, através do engenho dos dragões esposendenses. É prestigiante para o nosso concelho que uma instituição relevante no país e lá fora, como o Futebol Clube do Porto, tenha aí presença, através de uma das suas Casas. 
Longa vida, pois, para a Casa do Futebol Clube do Porto em Esposende (que não tenha o mesmo desfecho da já citada Casa do Benfica), formulando votos para que seja um espaço de convívio salutar e de desportivismo entre adeptos da bola, pois estou certo que será uma casa aberta a adeptos de outras cores. Afinal de contas, Esposende é uma terra de boas gentes e esse capital que nos distingue deverá ser preservado!

domingo, 29 de abril de 2018

O nosso distrito, Viana do Castelo!

 A ainda existente oposição política esposendense têm um atavismo para com Viana do Castelo.

 Faço já uma declaração de interesses: se tivesse de escolher uma cidade para viver que não Esposende escolheria Viana do Castelo, por isso não existe nenhum sentimento bairrista/egoísta da minha parte para com esta cidade.  

 Ciclicamente vemos os críticos dos destinos do concelho a fazerem comparações com Viana do Castelo nos mais diversos campos, da economia à educação, das acessibilidades à implementação de novas empresas.

 Para os mais distraídos, Viana do Castelo é uma capital de distrito, têm uma diocese, teve um Governo Civil quando eles existiam e Esposende é o 5º ou 6º concelho mais importante do seu distrito o que faz o ato de comparar Viana do Castelo com Esposende a mesma coisa que comparar Sintra com Lisboa, Sernancelhe com Viseu, ou Sabrosa a Vila Real, é uma comparação que na esmagadora maioria das vezes não busca procurar novas oportunidades, novos caminhos, nem lançar bases para uma nova ideia apenas é uma comparação que busca o menosprezo fácil, a crítica pífia. Por palavras mais simples, apenas fazer barulho.

 O mais engraçado é que alguns destes críticos não relembram que em 2007 Esposende nem foi considerado para acolher o Centro de Nanotecnologia que acabaria por parar na antiga Bracalândia e nem discutem o facto de Esposende poder ter acolhido a própria Bracalândia que acabaria por ir para Penafiel. Como cantava José Mário Branco: mudam-se os tempos, mudam-se as vontades!

 Sejamos claros e pragmáticos sobre o que é Viana do Castelo pode fazer e nós não.

 Viana do Castelo sendo uma capital de distrito mais  facilmente colocou no seu próprio concelho um Instituto de Ensino Superior,  mais facilmente criou um porto de cargas, mais facilmente renovou as linhas de comboio que a servem e desenvolveu uma linha para Espanha, mais facilmente instala empresas estrangeiras, mais facilmente desenvolve uma política de turismo, mais facilmente instala instituições dos mais diversos tipos, mais facilmente atrai pessoas e serviços ligadas a atividades de valor acrescentado.

 Não sou parvo, claro que gostaria de ter o parque industrial do Neiva em Esposende, mas alguém acredita que se não é a força de uma capital de distrito se consegue colocar uma fábrica do grupo ENI (já foi vendida a outro grupo, eu sei), uma fábrica de armas e uma empresa de vedantes japonesa que funciona também de consulado do Japão para o nordeste Ibérico no seu concelho? Acho muito pouco provável.

 Alguém acha que Esposende teria hipóteses de atrair tudo isto?

 Mas como gosto de ser produtivo, deixo uma dica à nossa oposição: porque não discutir a inclusão de Esposende no distrito de Viana do Castelo?

 Se Viana do Castelo é a "terra do leite e do mel" porque não iniciarmos a discussão sobre a vontade de nos juntarmos a um distrito que que pode ser mais próximo, não apenas em termos geográficos mas também em termos políticos? Basta um pouco de coragem... 

 Acreditem que pelo que conheço deste concelho, na zona norte (Antas e Forjães) esta hipótese seria muito bem-vinda!

 Fica a dica.


E o 1º de Maio?

 Se por um lado a ausência de comemorações oficiais do 25 de Abril em Esposende é algo reprovável, a ausência de atividades no dia do Trabalhador também não pode ser deixada em claro.

 Se o 25 de Abril é um símbolo do sistema político atual  o 1º de Maio é um símbolo de quem constrói a sociedade, os trabalhadores e trabalhadores são todos os que trabalham e não existem "colarinhos" para comemorar este dia, apesar de muitos o quererem fazer apenas um dia de protesto de comunistas e socialistas avermelhados.

 Seria bom que  em Esposende tivéssemos algumas atividades dedicadas aos trabalhadores do concelho, não sendo necessário sessões mais ou menos solenes ou mais ou menos formais apenas um momento, uma iniciativa, uma visita, uma demonstração de apreço pelos trabalhadores das diversas empresas do concelho.

 Fica a dica.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Marinhas x Esposende

Excelente tarde de domingo no Estádio Pe. Avelino Marques Peres Filipe, com o sempre escaldante derby concelhio Marinhas x Esposende.
Um jogo interessante, cujo resultado final saldou-se num 0-0, não obstante as várias situações em que o golo esteve iminente, de parte a parte. É um resultado que não serve as aspirações da equipa da casa, que tem agora nos 4 jogos derradeiros autênticas finais, por forma a conseguir assegurar a manutenção na divisão. Os meus votos para que o FC Marinhas consiga atingir o seu propósito, pois doutro modo o campeonato distrital fica menos interessante.
Nota de destaque para o apoio que as claques dispensaram às suas equipas. Cada uma na sua bancada, a fazer levantar a voz para que o 12º jogador se fizesse sentir. As claques são projectos que os clubes devem acarinhar e estimular, e não há dúvidas que a ida ao estádio ganha outro alento e interesse com essa rapaziada.
Espero que as direções da ADE, Marinhas e, já agora, do Forjães, intensifiquem a aposta nas respectivas claques, por forma a que estes jogos concelhios despertem ainda maior participação por parte das comunidades locais. 
Outra nota de registo vai para o fair-play na bancada. Ou, por outras palavras, para a saudável rivalidade. Adversários apenas dentro das 4 linhas. Quando o exemplo que vem de cima (1ª Liga) é péssimo, uma jornada desportiva como aquela que se viveu ontem nas Marinhas acaba por ser uma lufada de ar fresco, que merece o nosso aplauso.