quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Aplauso

Para o protocolo que o Município celebrou com a Universidade Católica Portuguesa, relativo à realização no concelho de uma Pós-Graduação em Gestão de Organizações de Economia Social.
Esta Pós-Graduação está especialmente direcionada à formação e qualificação dos profissionais e dirigentes das IPSS do concelho
Uma excelente parceria esta que o Município estabelece com a UCP, Universidade que dispensa apresentações e com elevado selo de qualidade. Do lado da UCP, também é interessante esta descentralização dos seus serviços de educação. Quem sabe se não será o princípio de outras iniciativas do género entre as partes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

"Quem não aparece, esquece"


A expressão é portuguesa, a fonte da imagem é brasileira.

Vem isto a propósito de ... não, não me esqueci! 

Em jeito de divulgação do que se segue... porque creio que o RGPD ainda não entrou em vigor em todo lado... e de entre os inúmeros e-mails que elimino, este ficou. E ficou tão somente para falar de algo importante.

Partilho:
"Ex.mos/as Senhores/as,
No contexto das políticas de reforço da solidariedade e coesão social, a Câmara Municipal de Esposende tem vindo a implementar respostas para os problemas que vão sendo identificados, assegurando a inclusão e a igualdade social através de programas de apoio à infância, à juventude, à terceira idade e aos mais desfavorecidos.
Com este propósito, a Câmara Municipal de Esposende, assente numa lógica de responsabilidade social e de cooperação, aprovou o estabelecimento de mais uma parceria por via da celebração de um protocolo de colaboração com a  Associação Alzheimer Portugal, entidade jurídica que gere o projeto “Café Memória” e com um parceiro da Rede Social de Esposende, nomeadamente o Centro Social da Juventude Unida de Marinhas, constituindo mais um passo importante para a concretização das políticas de coesão social na edificação de um concelho inclusivo, promovendo o bem-estar dos seus cidadãos.
Com este propósito, gostaríamos muito de poder contar com a V/ participação na assinatura do Protocolo de Colaboração, a realizar no próximo dia 16 de março, pelas 17 horas, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, cujo convite do Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal segue pelo presente.
Agradecemos a Vossa atenção, apresentando os melhores cumprimentos,

A Vereadora

Alexandra Roeger
(Competência delegada de acordo com o Despacho n.º 04/OUT/2017, de 16 de outubro, e artigo 48.º do CPA)"


(Não, aqui no blog não cobramos para partilhar este tipo de coisas que nos prendem a atenção.)

A causa é nobre! O tema também.

Mas porque é de "esquecimento" que se trata, atrevo-me a partilhar convosco algo que me atormenta - e atormenta é uma expressão leve para qualificar o que sinto:

"Quem se lembra dos que não aparecem"?

Temos por cá, felizmente, um sem número de actividades para ocupar os nossos idosos: actividades desportivas, teatro, coros, passeios a Fátima...

Mas quem se lembra verdadeiramente daqueles que não aparecem? Daqueles que vivem algures refugiados entre o quarto, a cozinha e o quintal? Daquela miséria escondida sobre o manto da ruralidade? 

Sim, porque às vezes pensamos que o "Ti Zé" e a "Tia Maria" que vivem da sua horta e não saem de casa a não ser para ir à missa - quando as forças o permitem - são o retrato de um povo que vive do campo num jeito simples. Mas não raras vezes o "Ti Zé" e a "Tia Maria" são o retrato do abandono a que deitamos aqueles que não aparecem.

Eu bem sei que há feitios! E que nunca conseguiremos trazer todos os nossos seniores para a festa! Mas daí a esquecer os que não vêm à festa vai um grande fosso! 

Ainda por cá há muita miséria entregue ao abandono, por muito que continuemos a fazer ecovias e praias para cães! 

Continuamos sem investir em lares! E bem sabemos que se para velho todos caminhamos para ciclistas já nem tanto e ladrar ainda deve ter menos adeptos.

E não, aqui a culpa não é "do Benjamim"!

A culpa é nossa! De todos nós! 
E se responsabilidade política há, pois aí a escala é a da freguesia! Pois se ninguém conseguirá conhecer todos os problemas de um concelho, os que estão mais perto não têm desculpa! E se não formos capazes de olhar para os que não aparecem estaremos a falhar todos enquanto sociedade. De pouco serve a treta do "porta a porta" de 4 em 4 anos! Ou então façam-se autárquicas todos os anos!

Fica o alerta! Se mo permitem! Pois nos dias que correm e nestas coisas ligadas à internet, reina a indignação em manada e, mais frequente do que o que seria tolerável, o lápis azul! 


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O valor venezuelano!

 A emigração venezuelana é uma realidade e pode ser um fenómeno que nos pode trazer frutos. 

 Sabendo que uma parte da emigração venezuela é jovem e têm formação técnica e académica e não se importam em constituir família e iniciar  um processo de enraizamento nas comunidades que os acolhem seriam um bom meio para ajudar estas pessoas e estas pessoas nos ajudarem em algumas questões que periodicamente nos queixamos: falta de população, dificuldade em fixar pessoas, necessidade de mão-de-obra qualificada, etc. 

 Olhando para a zona centro, é facilmente palpável a presença da comunidade venezuelana e quem conhece a realidade industrial percebe que cada vez mais se fala espanhol nestas empresas e isso deve-nos deixar com àgua na boca para termos mais pessoas. Os seus hábitos sociais e de consumo introduzem sempre uma nova realidade nas cidades onde ficam, o aumento populacional provoca um aumento do comércio por via direta e indireta e resolveríamos o nosso problema de ocupação do  número de fogos habitacionais entre outras coisas.  

 Sei também que este é um processo complicado e que não é muito expedito e que vamos necessitar de algumas infraestruturas para acolher estas pessoas e uma capacidade de resposta para necessidades urgentes do dia-a-dia mas o esforço seria recompensado.

Esposende não sabe aproveitar os seus emigrantes

Um marinhense, radicado fora do nosso país, decidiu presentear a sua comunidade com a oferta de uma estátua do padroeiro da sua igreja local, o Arcanjo São Miguel. 
Um gesto muito bem recebido e saudado pelas autoridades públicas.


Esposende, como é sabido, tem uma forte comunidade espalhada pelos 4 cantos do mundo. De modo especial, no Canadá, França e Suíça. Muitos desses esposendenses prosperaram nas suas áreas de actividade.
Estranhamente, nem o Município, nem a ACICE, procuraram capitalizar a rede de contactos e de conhecimento dos nossos emigrantes. Recordo-me, a esse propósito, de uma vez ter visto uma reportagem sobre uma Empresa francesa que se tinha instalado no interior alentejano. Queriam investir em Portugal e a escolha daquela região, contra todas as expectativas (pois o natural seria a escolha residir em Lisboa ou no Porto) deveu-se ao facto de um funcionário da Empresa ser de lá natural e ter convencido os "patrões" a fixarem-se na sua terra. Pensei para mim "que estupendo seria se alguém fizesse isso em Esposende!".
A verdade, porém, é que não existindo uma estrutura vocacionada para os nossos emigrantes, não poderemos esperar milagres, no que toca à criação de emprego ou dinamização cultural.
Esta é uma área que deverá merecer cuidada aposta por parte do Município. Basta haver vontade!

domingo, 30 de setembro de 2018

Estação Radionaval e o Forte!

 A estação Radionaval de Apúlia e o Forte São João Baptista passam a estar sobre a alçada das autoridades camarárias esposendenses e isso representa desafios e responsabilidades. 

 Mais do que a sua exploração, a manutenção do traço original dos 2 espaços é um desafio quando tivermos de pensar qual a funcionalidade que lhes queremos dar. 

 Se por um lado a estação é um local muito apetecível para algo do foro industrial ou académico, o Forte São João terá de ter claramente um destino com elevado prestigio, já que mais do que a sua localização é um dos monumentos mais marcantes de todo o concelho. 

 Diria que de um ponto de vista quase filosófico, teremos de fazer do Forte São João o exemplo daquilo que queremos para o nosso concelho nos próximos anos, qual o caminho que queremos seguir nas instituições ou empresas que queremos neste concelho e a forma como queremos gerir os nossos recursos naturais, considerando um monumento desta idade como um elemento natural e não construido. 

 A ver vamos. 

Museu Motom!

Não poderia deixar de passar em claro a abertura do Museu Motom em Curvos.

Quer pela especificidade da marca, quer pela ousadia de termos um museu dedicado ao motociclismo desta forma, quer pelo facto de descentralizar e apostar numa localização mais afastado do epicentro do concelho. 

Numa realidade turística cada vez mais exigente, a necessidade de termos uma oferta variada e cada vez mais abrangente faz-nos ter uma necessidade de contar com a iniciativa privada, e neste caso as colecções privadas, para ultrapassarmos algumas debilidades da nossa oferta turística cultural. 


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Feiras, feirinhas e feirões!

"Eu sou do tempo..."
Poder usar esta expressão no início de qualquer coisa dá-nos logo a ideia de que podemos já não estar a caminhar para novos. Ou então, mais preocupante ainda, que já vimos muita coisa em pouco tempo, aumentando assim a probabilidade de termos visto um bom par de coisas bem feitas e outro tanto do inverso.

Pois bem! Eu sou do tempo em que a feira quinzenal era realizada nas ruas centrais da vila (sim, naquele tempo era vila), e a gente vinha à vila para ir à feira, ao centro de saúde, ou para vir estudar para o ciclo ou liceu.

Certo é que essa feira das coisas novas, com a evolução dos tempos, ganhou um espaço próprio a nascente da EN13, acabando-se assim a confusão que era criada no centro e a frequente lixeira que ficava após o desmontar das tendas.

Livramo-nos da feira das coisas novas que assim ganhou um espaço mais digno e menos confuso.

Quis o tempo (esse "fulano" que tende a só querer tramar-nos a vida e os cabelos), que num passado relativamente recente se tivesse retomado a feira no centro (sim... parece confuso...)! Deixamos contudo de ter a feira das coisas novas para passarmos a ter a feira do artesanato e a feira das velharias.

Ora se numa fase inicial qualquer uma das duas se apresentou com ares de coisa de nicho, dando até um ar de vida à praça da matriz, o que vamos assistindo com o passar do tempo é que, enquanto a feira do artesanato vai mantendo algum brio, a das velharias tornou-se uma verdadeira balbúrdia.

Já não me atrevo sequer a opinar sobre o nível do produto lá vendido, pois admito que uma "barbie" sem pernas possa, apesar do lastimável estado, representar um brinquedo apto a estimular a inclusão social e a atenção das crianças para as pessoas que pelo motivo A ou B tiveram que amputar as pernas... Tampouco questiono que uma Playstaion ou XBox de primeira geração possam ser consideradas velharias (estas coisas da tecnologia envelhecem rápido (pelo menos é isto que me dizem sempre que eu tento fazer um ugrade com retoma))...

O que eu questiono, aliás - constato - é que começamos por ocupar a praça da matriz (Largo Rodrigues Sampaio), avançamos para o largo do mercado e até já pela Conde Castro se estendeu a feira das alegadas velharias.

Ora, eu nada tenho contra o facto de a malta querer despachar os "mônos" lá de casa, que isso tenha mercado, e que o olx não resolva tudo. O que eu não entendo é que um conceito de nicho se tenha tornado num mega-retail-park das velharias, da quincalharia e pontualmente de algum lixo.

Se é para vingar este conceito, pois desloque-se a feira das velharias para o local da feira das novidades e deixe-se a praça para ser o nosso cartão de visitas (bem sei que a quantidade de lápides - perdão - de estátuas, bustos e bustinhos na praça complica um pouco.... mas... não creio que ali seja espaço daquele feirão.

Se o conceito é o de atrair gente ao centro, pois sim: feche-se antes o parque de estacionamento frente aos bombeiros e ocupe-se aquele espaço com corredores para os vendedores de velharias (até aproveitam as marcações para instalar as tendas e corredores de público), e sempre fica abrigado da nortada!

Na praça... na praça é que não!