domingo, 21 de agosto de 2016

Summer Party e Limpeza!!!

Já disse, publicamente, que apesar de não ser contra os eventos de verão, uma vez que possivelmente aumentam o número de turistas, sou contra o valor que se paga por alguns desses eventos. 
Alguns dos eventos têm, certamente, um valor demasiado elevado para o retorno que deles advêm.

Mas não é isso que me leva hoje a escrever aqui umas linhas...

Hoje, dia seguinte à segunda noite da "Summer Party", o que me leva a escrever é a falta de limpeza que registei "in loco" no Parque Radical, local da festa. Uma grande quantidade de copos de plástico partidos (plástico mais rígido que aqueles dos copos descartáveis), uma quantidade de pauzinhos (daqueles que servem para "agitar" o Gin) entre outras coisas podiam ser encontradas no recinto.
Num local frequentado por muitas crianças, que por lá desfrutam do Parque Infantil e do extenso relvado para dar uns "chutos" na bola ou simplesmente correr, parece impossível que ninguém tenha pensado em limpar o recinto depois da festa!!! 
Pior, é que logo pela manhã estavam instalados insufláveis para usufruto dos mais pequenos, levando a mais afluência da pequenada que se poderia/poderá aleijar seriamente numa queda ou numa das suas explorações sensoriais...

Para além desta falta de limpeza, a estrutura metálica que por lá havia a suportar as bolas de cristal não foi retirada. Foi cortada pela raiz, ficando lá o resquício dos ferros que poderão ser causadores de algumas lesões. 

Esta falta de limpeza, a adicionar a uns quantos decibéis acima do normal durante a festa demonstram que se terá de ter uma preocupação não só com o turismo mas, também, uma preocupação por quem passa cá todo o ano e contribui para o erário público Esposendense. 

Notas:
1) Já agora, numa festa de anos 80, passem música dos anos 80;
2) No cartaz consta: "música dos anos 80's". Trata-se de um erro, ou se escrever "música dos anos 80", ou "música dos 80's";

Homenagem aos bombeiros

Falou-se muito da estátua de homenagem aos bombeiros do concelho de Esposende.

Antes de mais, quero saudar o meu amigo Nuno Mendanha e a sua irmã Vânia Mendanha pelo trabalho feito e por terem uma estátua numa das principais praças do concelho.

Não sendo arquiteto, paisagista ou urbanista, penso que a localização desta estátua poderia ser melhor, dentro de um dos jardins que existem naquela praça, já que a praça não é harmoniosa em termos de  distribuição de espaços e assim teria maior projeção.

Olhando para esta obra apetece-me dizer que, atendendo às críticas e aos elogios, a montanha pariu um rato.

Se por um lado a estátua não é esse elefante-branco que alguns disseram que ia ser, algo para encher o olho, por outro lado não tem tanto destaque na praça como os que a elogiavam.

Qual o maior ponto positivo desta estátua? Não foi inaugurada horas antes das eleições autárquicas como o Largo dos Peixinhos e a estátua ao Homem do Mar.  

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Força João Ribeiro!

Se ter 2 atletas presentes na mesma edição dos Jogos Olímpicos não é algo que muitas localidades se possam orgulhar, menos são aquelas cujos atletas chegam às finais.
A pouquíssimas horas de João Ribeiro se tornar no segundo atleta esposendense (depois de Teresa Portela) a participar numa final Olímpica, enviamos, desde o Largo dos Peixinhos até ao Rio de Janeiro, um abraço de muita força para o João.
Que as águas cariocas que, em anos idos, viram chegar centenas de esposendenses à procura de uma vida melhor, possam proporcionar ao João e ao Emanuel uma alegria incomensurável.
A disputa pelas medalhas constitui um motivo de orgulho para o concelho e para a freguesia que o viu nascer e crescer, bem como para as instituições locais que permitiram que o João tivesse este resultado.
Seria mais fácil escrevermos depois da prova concluída, fossem palavras de exaltação (caso o resultado seja aquele que tanto desejamos), fossem palavras de consolo e orgulho (caso o resultado não seja o pretendido).
Preferimos, porém, dar já esta nota, pois, aconteça o que acontecer, a prestação de João Ribeiro já entrou na História, pelo menos na nossa, e isso não deve passar em claro.
Escrevemos antes do João Ribeiro regressar às águas cariocas porque, aconteça o que acontecer, ficaremos sempre orgulhosos de poder partilhar o seu sucesso, de um nosso conterrâneo, e isso não deve passar em claro.  
Agora, João, é pagaiar com toda a alma e toda a força até à linha de chegada...

Francisco Melo
João Felgueiras
João Paulo Torres
Manuel Pereira

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

"Cuméquié?"

Pensava eu que em Esposende tínhamos apenas um Speedy! O das motas!
Afinal parece que não!

Mas eu cada vez estou mais convencido de que muitas das coisas que eu pensava saber afinal são apenas a ponta do iceberg que é a minha ignorância.

E como ignorante que sou peço a quem possa e queira, que aqui me/nos esclareça!

Ora vejamos o meu dilema:

(apesar de não parecer, eu sigo as notícias cá da terra, pelos veículos oficiais).

Li então no facebook do Município (a 1 de Agosto):

E depois vi no Base (publicado a 04.08.2016):

Creio que referindo-se a isto, que é o "contrato.pdf" anexo!

E que é datado de....

Sinceramente não entendo!

Falamos de duas coisas diferentes com o mesmo nome e valor?

Falamos de quê afinal?

Há explicação para as evidências?

É que eu estou cansado de ver gente questionar a existência de Deus e dos milagres de Fátima que são assuntos sobretudo de fé e depois permanecem impávidos e serenos perante certas evidências que deviam suscitar dúvida à mais tacanha das cidadanias.

E por fim... 
Porque se noticia afinal a abertura de um concurso para um facto consumado? 
O gabinete de comunicação tem programa político próprio a cumprir?

Enfim...

Scolari, puxa aí Sargentão! Afinal entre eu e ôcê, dá prá genti dizê que os burros somos nóis!!!



terça-feira, 9 de agosto de 2016

Rua Direita com vida...e muito estilo!

Pelo segundo ano consecutivo, os comerciantes da Rua Direita levaram a cabo a festa da "Noite Branca". Uma festa 100% esposendense.
Um evento que, durante largas horas, lotou, por completo, a rua mais emblemática da cidade de Esposende.
Para tal sucesso muito terá contribuído, certamente, a noite fantástica que se fez sentir no último sábado, em que tão bem se estava na rua pela noite fora. 
Mas, claro está, o principal mérito vai para a organização. As ilações do ano 0 foram bem retiradas e nesta segunda edição a festa esteve muito mais aprimorada (o pormenor do local para os festivas tirarem fotos, pela máquina do Luís Eiras, esse grande esposendense, foi excelente ideia).
Para além da própria Rua Direita, também no Largo Rodrigues Sampaio, assim como na Rua Conde de Castro, eram às centenas os festivaleiros que por lá conviviam. Em sinceridade de opinião, acho que a Rua Direita já é demasiado pequena para a Festa. Numa próxima edição qualquer, será inevitável alargar a Festa para as zonas que envolvem a Rua Direita. 
Uma palavra final para Bruno Terra, um dos principais rostos e impulsionadores do dinamismo que tem sido dado, nos últimos tempos, à Rua Direita. Estou certo que a sua motivação tem contagiado os comerciantes vizinhos e é bom ver esta ousadia de reinventar o comércio local, com iniciativas nunca dantes testadas. Ganha a cidade, ganham os seus moradores e visitantes e ganham também os comerciantes locais. Melhor é impossível!

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Trail das Azenhas 2.0

Não sendo grande amante do "mais vale tarde que nunca", a verdade é que desta vez se impõe uma palavra, ainda que tardia, sobre um dos melhores eventos desportivos do ano em Esposende.

Realizado no passado dia 24 de Julho, o Trail das Azenhas 2.0, foi um evento digno de meter inveja a muitas organizações profissionais.

De uma beleza ímpar, serpenteando por entre montes de Antas, Forjães, Belinho, Castelo do Neiva e tocando ora nas margens, ora dentro do rio Neiva, só tendo por lá passado se entenderá a maravilha do momento.

Duro, duro qb. para testar os limites dos "prós", não tendo sequer faltado o calor para ajudar a endurecer aquilo que por si já não era fácil, mas com paisagens dignas de constar nos cartões de visita das nossas terras.

Um preço de inscrição perfeitamente acessível (diria que é dado), com direito a t-shirt técnica, dorsal, medalha de finisher e abastecimentos em fartura (porque nestas coisas... não é que a malta vá para comer, mas comer pode ser um pretexto para parar um bocadinho quando o corpo atinge o ponto de "#conjugar_o_verbo_ganir"), tornaram o Trail das Azenhas um evento digno de agendamento para a edição 3.0.

Foi tão bom que optei por não colocar aqui em imagem o cartaz do evento mas sim a foto com os rostos disponível no fb do evento. Os rostos dos voluntários e staff que organizaram aquele "brilharete".

O meu obrigado e o meu enorme e sincero "respeito". Estão de parabéns. Foram enormes.

E com isto, motivado pelo exemplo desta estrutura amadora, encabeçada pelo Clube de Praticantes Correr Antas à Noite, creio que se pode aqui lançar uma sugestão:

- Porque não incluir na Gala do Desporto uma distinção para o "Evento Desportivo do Ano"? Coisa simples, que poderia passar até por uma votação via redes sociais, mas onde fosse possível assinalar com distinção o trabalho daqueles que proporcionam o palco para que os atletas brilhem. E também assim se assinalando que nem tudo o que de bom a nível desportivo se faz por cá (este post é apenas a esse nível), passa pela organização da CME.

Tão importante como organizar é apoiar - e fica aqui provado que o associativismo, quando apoiado, envolve muita gente, faz coisas bem feitas e não ocupa tantos recursos.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Mobilidade!


Já muito se falou nesta terra de mobilidade e de acessibilidades!
Nada de novo por aqui!

O que me parece digno de registo é que, tendo uma determinada obra sido contemplada com fotos no Boletim Municipal (o rebaixamento de um passeio na entrada sul da marginal) a coisa tivesse merecido outra atenção.

É certo que para muitos de nós o rebaixamento daquele passeio teve muito de semelhante com as famosas obras de São Torcato... mas daí a noticiar a intervenção num passeio e deixar os três restantes tem o seu quê de perverso! No fundo é noticiar uma coisa bem feita, mesmo que a parte boa represente uns míseros 25% e haja 75% "da coisa" que permaneçam mal.

Claro que a gente sabe que o "cartão de visita" só começa daquela passadeira para norte... mas daí esquecer o resto logo ali ao lado... "dá muito nas vistas", não?

É certo que isto até pode ter uma estratégia terapêutica: os coxos vão à fisioterapia, entre outras coisas, fazer exercícios em degraus... mas pelo menos colocavam ali uns corrimões. 
Para cadeiras de rodas e carrinhos de bébé, meus amigos, a prova de Trial não vem cá à toa - aprendam uns truques e mostrem as vossas "skills" na arte dos saltinhos em obstáculos.