sábado, 28 de janeiro de 2017

Miúdos na escola!

Quem passa pelas paragens de autocarro do nosso concelho pela manhã apercebe-se de uma onda silenciosa que todos os dias se desloca para fora do concelho para estudar.

Este é um fenómeno que está mais presente nas freguesias periféricas do concelho, como Forjães e Apúlia, cujo apelo de Viana do Castelo e Póvoa de Varzim levam pais e alunos a escolherem as escolas destes 2 concelhos vizinhos para fazerem o seu percurso académico.

Serei sincero ao dizer que não estaremos a falar de 500 alunos que se deslocam, mas estaremos a falar de quase uma centena de alunos que optam por esta via, e já nem falo daqueles que nos anos transatos o fizeram e que foram muitos quer o fizeram.

Seria interessante e pedagógico perceber o que faz com que estas pessoas tenham abdicado do concelho de Esposende, e dos apoios sociais que podem existir e da proximidade geográfica, para prosseguir os seus estudos nos outros concelhos.

Algo me diz que ouvindo estas pessoas poderíamos obter valiosos concelhos para melhorar a nossa oferta formativa e aspetos a melhorar na estrutura educativa esposendense.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A falta que fazem

A entrada em cena de João Cepa na corrida autárquica, vai fazer subir e muito o nível de exigência quanto ao tipo e conteúdo das medidas que partidos e candidatos elaborarão nos próximos meses.
Porventura, nas próximas eleições, mais que nunca, se discutirá tanto Esposende e as diferentes visões para o concelho e o seu futuro.
Infelizmente, o animado debate de ideias que se perspectiva, corre o risco de não tomar qualquer forma a partir dos programas políticos que via correio, via redes sociais, serão amplamente partilhados junto dos potenciais eleitores.
Com efeito, a perda de fulgor da comunicação social local nos últimos anos, com o progressivo desaparecimento de Esposende TV, Jornal de Esposende, Esposende Acontece e, mais recentemente, Esposende Rádio, deixou um profundo vazio, conduzindo-nos à triste perspectiva de não virmos a ter qualquer frente a frente entre os principais candidatos.
As ideias e consequentes medidas associadas que os candidatos irão propor arriscam-se, desse modo, a ficarem confinadas aos comícios, sem qualquer oportunidade de confronto com ideias opostas.  

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Uma rotunda desilusão

O início do ano tem sido pródigo no anúncio de apoios e subsídios, por parte do Município, a juntas e colectividades do nosso concelho.
Nada como estarmos em ano de eleições, para se registar uma actividade nos Paços do Concelho sem paralelo, face aos anos anteriores.
Uma das últimas medidas anunciadas pelo Município é a que se prende com a execução de duas rotundas nas Marinhas, em dois cruzamentos propícios a acidentes.
Trata-se de uma intervenção há longa data reclamada pela Junta e pela população local.
Considerando que o Município, ao longo deste mandato, sempre fez gala da sua situação financeira, não se compreende como é que uma obra desta natureza, que está muito ao seu alcance, foi sendo sucessivamente adiada até entrarmos em pleno ano de eleições. 
Nenhum calendário eleitoral deveria ditar o sentido de oportunidade para a execução de obras camarárias, sobretudo quando visam a defesa de vidas humanas. 
No caso dos cruzamentos perigosos, pena foi que o anúncio de duas novas rotundas nas Marinhas, viesse desacompanhado do anúncio, há muito desejado, de uma intervenção para o cruzamento do Minipreço, esse sim, o verdadeiro cancro rodoviário no concelho. 
É certo que a intervenção no referido cruzamento não está nas mãos do Município, todavia, aproveitando a onda do anúncio de intervenção em cruzamentos perigosos, seria bom perceber em que ponto estamos quanto ao referido local, volvidos 3 meses desde o último acidente trágico nele ocorrido.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Ruas do Ano Novo

Com a Corrida do Ano Novo fica claro que Esposende deve aproveitar mais as suas ruas.

Fico sempre com a sensação que os habitantes, e quem nos visita, fica cada vez mais com apetite para eventos ao ar-livre, aproveitando as ruas da cidade, e que devemos cada vez mais caminhar para nos afastarmos do centro e dar luz ao resto da cidade.

E por falar em dar luz, cada vez mais anseio para a solução dos prédios adjacentes ao Museu Municipal já que degradados ficam muito mal no cartão de visita que é o Largo dos Peixinhos.  

Mas ficam aqui os meus votos para que este tipo de corrida se repita e se possível que o percurso seja ainda mais dentro da cidade.

A hora de geringonça

Com a candidatura de João Cepa, é a hora da gerigonça.

Com a fragmentação do eleitorado à direita, está na hora da esquerda esposendense se entender e de avançar em conjunto nas próximas eleições autárquicas.

Estas serão umas eleições mais disputadas do que o habitual e algo me diz que no final teremos  uma assembleia municipal mais fragmentada do que as assembleias dos anos 90 e 00's e isso deverá ser aproveitado pela PS e CDU.

Os tempos são outros e as diferenças ideológicas à esquerda têm de ser suprimidas para este combate que se avizinha: a União Soviética já não existe e Mário Soares já não está entre nós.

Perder esta oportunidade é o mesmo que hipotecar as hipóteses da esquerda esposendense durante 15 anos e isso é um luxo a que não nos podemos dar.

E acima de tudo é necessário uma cara nova, um rosto fresco e um novo discurso para passar a mensagem.

Dizer que os outros são maus cativa durante algum tempo, mas mostrar o caminho de como se pode ser melhor é cativar durante muito mais e é esse o trilho que deve ser seguido pela geringonça.

Discursos destrutivos e posições dignas de um adepto de futebol furioso não colhem nem simpatia, nem respeito, e utilizar a máquina do partido para ganhar alguma visibilidade com a aparição esporádica de alguma das figuras do partido também transpira uma ligação pouco forte ao partido e com isso a imagem de solidez dos candidatos sai afetada.

É preciso ser sólido e ter uma voz presente, sempre presente.

A esta distância das eleições não deveriam passar 2 semanas sem que a geringonça tivesse mais um projeto, mais uma ideia, mais um caminho para o concelho.

Fica o meu conselho.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Corrida de Ano Novo!



É já no próximo fim de semana a "Corrida de Ano Novo"!

O evento vem sendo já atempadamente divulgado e só em jeito de "reforço positivo" aqui o partilho.
Como novidade que é, não sei o que daqui irá sair, mas sei que, na dúvida, já me inscrevi!

Para rivalizar com as dezenas de "São Silvestre" de fim de ano, nada melhor que este conceito de "Corrida de Ano Novo" para medir os estragos das festas! Pessoalmente agrada-me que façamos diferente e logo quando a oferta é menor.

Outro dado positivo é o custo da inscrição!
É daqueles eventos em que (não sendo "unhas de fome"), fazendo a conta a um dorsal, um brinde (t-shirt), seguro na prova e umas águas... está no preço adequado. Claro que para muitos perfeito era ser à borla, mas vamos partir do princípio que tudo tem o seu custo - que além do mais evita o regabofe - e quem quiser correr à borla tem os dias todos da semana para correr por aí.

Por fim e não menos importante: adoro o cartaz! Haverá alguém que olhe para o mesmo e não sinta aquilo como "nosso"? É parte da nossa identidade enquanto Esposende que ali está. Foi muito bem "esgalhado".

Quanto ao mais, vamos lá esticar as perninhas e aparecer no próximo sábado para uma corridinha ao jeito "winter sunset".

Tudo sobre o evento aqui: https://www.facebook.com/events/1690131637968035/

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

F(lop)ão

[imagem retidada do Esposende 24]

Ontem foi dia de festa em Fão, com a comemoração do 41.º aniversário da sua elevação a Vila.
No entanto, ao invés de ser uma data inteiramente dedicada à celebração, os responsáveis fangueiros fizeram questão de incluir na sua programação uma manifestação contra o poder central, a favor da desagregação das freguesias de Apúlia e Fão.
A manifestação acabou, porém, por não encontrar grande recetividade, tendo sido anulada. 
Luís Peixoto é um acérrimo opositor da reforma de freguesias levada a cabo pelo anterior Governo e que, até à data, não foi revertida pela geringonça, nem parece para aí caminhar.
Para surpresa de muitos, Luís Peixoto conseguiu em 2013 levar de vencida a corrida pela nova junta resultante da união de Apúlia e Fão. Depois de Aurélio Neiva, é o presidente de junta mais importante no concelho. Ora isso, ao invés de animar e comprazer o autarca fangueiro, continua a ser motivo de oposição por parte do próprio!
Confesso que há coisas que não percebo. O que será mais prestigiante para um autarca local: presidir a uma junta composta por duas anteriores grandes juntas, ou ficar a presidir apenas a uma junta? É que a esfera de influência e poder reivindicativo nem se comparam.