segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Missão Pavilhão

Nos últimos anos, Esposende tem assistido ao crescimento da prática desportiva, com o surgimento de novas modalidades.
Porém, esse crescimento não é acompanhado das infra-estruturas necessárias e adequadas.
Não temos pavilhões em número suficiente que permitam abarcar convenientemente as modalidades, bem como alargar a prática ao sexo oposto (andebol e voleibol no caso dos homens; hóquei em patins e basquetebol no caso das senhoras). Por outro lado, os pavilhões existentes não oferecem as desejadas condições que hoje encontramos em muitos pavilhões modernos espelhados pelo país.
Falta-nos, sobretudo, um pavilhão referência, multiusos, que servisse igualmente para outras finalidades (congressos, espectáculos de variedades) ou até mesmo para trazer competições desportivas do mais alto nível (i.e. final four de taça de Portugal; jogos de seleção).
A dotação de um pavilhão multiusos no concelho de Esposende será, estou certo, uma questão de tempo. Outra certeza é a de que no dia em que isso acontecer, já virá com uns bons anos de atraso.
Lembro-me de o saudoso Professor Ribeiro, quando foi candidato à câmara, ter colocado o dedo nesta ferida. 
Infelizmente, a ferida continua aberta, sem que os partidos façam dela um assunto das suas agendas. 
Mas as inegáveis vantagens de um equipamento desta natureza saltam à vista...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Espaços verdes

Esposende é um privilégio da natureza e os seus moradores são uns privilegiados. 
Terra de rio, mar e montanha, são credenciais que nenhuma localidade enjeitaria. 
Ora, atentas essas características diferenciadoras e que tornam a nossa terra um destino agradável para viver e visitar, ganha ainda mais lamento a insuficiência de espaços verdes no concelho, isto é, de parques ou jardins públicos para onde as pessoas possam passear, correr ou merendar. 
A verdade é que qualquer esposendense, ou forasteiro que nos venha visitar, fica limitado à marginal ou ao centro da cidade. O que é manifestamente pouco!
Não refiro, propositadamente, o parque da cidade, pois entendo que a sua concretização (desejada e importante) não pode, nem deve servir para colocar um ponto final na questão dos espaços verdes. Pelo contrário, o parque da cidade deve ser a face mais visível de uma aposta mais global em espaços verdes no concelho.
O facto de Alexandra Roeger ter saltado diretamente da Esposende Ambiente para n.º 2 do executivo camarário, abre expectativas quanto à possibilidade de o Município poder prestar, de modo especial, atenção privilegiada a esta questão durante o presente mandato.
Mesmo com as limitações, orçamentais ou de ordem geográfica, o Município deve tomar iniciativa nesta matéria, seja colocando os departamentos de urbanismo, ambiente ou até mesmo a Esposende Ambiente a idealizarem novos parques ou jardins públicos, seja lançando o repto junto das juntas de freguesia, seja também, e não menos importante, auscultando a sociedade civil, por exemplo, através do orçamento participativo ou abrindo um concurso de ideias para esse efeito.
Qualquer que seja a opção a tomar, o foco tem de ser este: o concelho de Esposende precisa de crescer substancialmente na oferta de espaços verdes!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A gaivota da Henrique Medina?

Onde está ela?

Andava no 7º ano e fui um dos que vi o monumento da gaivota a ser eregido e a ser erguido e tal como, foi um dos marcos para toda uma geração de estudantes da Escola Secundária Henrique Medina. 

Foi um dos símbolos do esforço conjunto dos alunos da E.S.H.M  e dos seus professores (mais um projecto do saudoso Prof.º Machado) e ao que aparenta perdeu o seu lugar com a renovação da E.S.H.M. 

Numa altura em que os agentes educadores das novas gerações se preocupam em brotar o sentimento de socialização em grupo,o que nem sempre significa uma vertente de entre-ajuda entre elementos de um grupo ou comunidade, seria de todo prudente não eliminar os símbolos de todo esse sentimento que nos faz deixar de ser um grupo de individualidades e nos faz ascender a comunidade. 

Mas também sei que os monumentos quando não são explicadas às gerações vindouras dixam de ter a sua função de símbolo, que perpetua uma vontade no tempo, mas passam a ser exercícios de adoração que desaparecem com a espuma dos dias. 

No final, espero que a gaivota possa dar lugar a um outro qualquer monumento que simbolize tudo aquilo que o anterior significou!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

E o que temos em 2019?

As eleições legislativas mexem sempre nos partidos e isso vai-se refletir na política concelhia. 

As composições das listas do distrito vai ser mais um teste e um contar de espingardas para perceber como as concelhias estão nas ditritais e como nos vamos posicionar para as sempre apetecíveis legislativas. 

Vamos ver o que 2019 nos reserva! 

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Associação Desportiva de Esposende, 40 anos.

 Os 40 anos de idade é uma altura para reflexão do que passou e uma oportunidade de projetar o que queremos no futuro e a Associação Desportiva de Esposende (ADE) não é diferente.

 Alguém um dia disse que a ADE seria aquilo que os Esposendenses quisessem que fosse e isso não poderia estar mais certo.

 Sendo uma das mais representativas instituições do concelho, viveu intrínsecamente todas as variações e flutuações que o mesmo sofreu, sendo um fiel espelho de todos os solavancos que agitam a comunidade esposendense e isso deve-nos deixar a pensar naquilo que queremos para nós enquanto comunidade e aprender com os erros do passado para que não se repitam no futuro. 

 Poderia escrever muita coisa, poderia recordar momentos altos do clube, poderia fazer tudo isso que seria o normal de uma data redonda como esta, mas mais do que enaltecer feitos desportivos interessa-me neste espaço perceber de que forma a ADE será uma vez mais uma alavanca daquilo que será Esposende no futuro. 

Tal como ontem, hoje também vitórias memoráveis poderão ser alcançadas e a necessidade de termos uma instituição de todos para todos e que acolherá todos é imperiosa para que se aproveitem os recursos que nos são colocados à disposição e deixar de lado o sentimento do "somos pequeninos". 

 Também nesta vertente a ADE terá de ter um papel importante na comunidade em que se insere, e se isso for conseguido é muito mais valioso que 40 vitórias consecutivas, não acreditam? 



terça-feira, 27 de novembro de 2018

PARU de Natal!

Para o caso de andarmos todos um pouco distraídos e depois da histeria colectiva em torno do "Prós e Contras" e da sessão de esclarecimentos sobre o impacto da obras de protecção da nossa costa - com o forte impacto que terão em Apúlia, dou aqui nota dos projectos divulgados no site do Município em consulta pública.

Falamos aqui de obras: umas de cosmética, outras que se esperava pudessem ser de verdadeira regeneração urbana. 

Devo desde já declarar (em legítima defesa - que isto nos dias que correm anda tudo muito "susceptível" e eu prefiro ir ao tribunal na qualidade de defensor e não na qualidade de defendido) que não discordo em absoluto de tudo. Até gosto (de alguma coisa, entenda-se)!

Isto posto: a montanha não chega sequer a parir um rato.

Impunha-se porém dar ouvidos às populações! Impunha-se o "Prós e Contras" aqui na nossa terra! 
Onde param as nossas Juntas de Freguesia? Será que foram todas para Lisboa às manifestações contra a união de freguesias e ainda não voltaram? Será que dizem todas "NÃO", mas nenhuma sabe dizer "ALTO LÁ!"?

Intriga-me!
Sinceramente intriga-me!

Intriga-me que a visão de futuro - a regeneração urbana - em Marinhas (a título de exemplo) passe por uma reconfiguração do polidesportivo existente, de um meio-campo de basket, um parque de estacionamento e um jardim.

Eu até que gosto... mas isto, enquanto visão para o desenvolvimento de uma zona central é igual a nada! Qual é o contexto em que isto se pretende inserir? O que "imaginamos" para a envolvente? Vamos sistematicamente pensar uma terra em lotes de 2000m2?

É "poucochinho"! Lindo mas "poucochinho"!

Um outro exemplo: o Largo Rodrigues Sampaio!


Gosto. 
Mas não entendo que haja ali ciclovia dos dois lados da rua, sobretudo porque nenhum deles tem continuação para qualquer sítio! (Não vou qualificar, mas apetecia-me)! 
E depois, olhando bem, ainda perdemos mais estacionamento no centro. (Estou certo que aqui nos queixamos de que não há estacionamento perto - quando aqui tudo é perto. Não sendo menos verdade que há dias, nestes de chuva então... em que pura e simplesmente não há estacionamento vago no centro para quem chegar depois das 9h).

É assim que queremos apoiar ao comércio local? A ocupação das portas vazias?
E volto ao início: gosto! Está bonito! Mas o meu gosto por "bonito" não deve ignorar o ganha pão de outros.
Fechem o "bunker" do Município e talvez assim os nossos políticos acordem para a vida. (Sim, é "extremamente fodido" vir às compras ao centro em dias de chuva e ter que estacionar para lá da casa da juventude)! 

Claro está que podemos pensar: "ah e tal! Há estacionamento também junto à lota dos pescadores!"
E eu dir-vos-ei: isso é estúpido! Tentem apenas vir de lá até à Praça do Município com um carrinho de bebé! (Vou acreditar que cadeiras de rodas terão os lugares para o efeito desocupados no centro, daí não sugerir essa experiência).

Estes são apenas dois exemplos.
Estão lá os restantes.

É também facto que o nível de detalhe dos elementos fornecidos faz claramente crer que uns serão para levar a sério, os outros nem tanto.

Lamento que não se fale disto!
Que se remeta para o facebook e para o espaço da Câmara Municipal.
Que se pense isto com o povo em 8 dias.

Se é para ser assim: VOLTA RELVAS! Ainda tens outras tantas juntas de freguesia para extinguir.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Polémica sem (nenhum) sentido

No rescaldo da aprovação do Orçamento do Município para 2019, por parte do executivo camarário, o Movimento JPNT - Juntos pela Nossa Terra destacou, na sua página do Facebook, o facto de o Orçamento prever investir a mísera quantia de 100 euros para um conjunto de projectos, alguns de assinalável relevância (casos do Apoio a instituições sociais, Parque da cidade, Instalação do Instituto Multidisciplinar de Ciência e Tecnologia Marinha na Estação Radionaval de Apúlia, etc.).
Como não poderia deixar de ser, a notícia causou perplexidade e indignação, tendo sido objecto de vários comentários, sempre de sentido negativo. 
Nas respostas aos comentários feitos, o Movimento reiterou que não se tratava de nenhuma brincadeira, notando tratarem-se dos valores que constavam no documento.
Pessoalmente, parece-me que este é um daqueles casos em que o JPNT arranjou lenha para se queimar. Mas cabe na cabeça de alguém que um Executivo vá orçamentar 100 euros para um Parque da Cidade? Ou para apoio a cada uma das instituições sociais do concelho? Só se os seus membros estivessem maluquinhos da cabeça, o que não consta de todo.
Portanto, o mais certo é estarmos perante um erro de escrita, como é normal em documentos com a densidade de um orçamento, muitas vezes redigido a várias mãos (uma vez que implica o contributo de diversos departamentos sectoriais). 
O JPNT tentou criar uma polémica que, pela manifesta falta de aderência à realidade, acaba por não ter sentido nenhum, com os inerentes danos reputacionais, agravados pelo facto de o movimento ser o único representante na oposição camarária.
Este é o típico exemplo de bota-abaixismo que, seja a oposição, seja também o poder, devem abster-se de praticar, a bem dos eleitores que representam.