quinta-feira, 20 de julho de 2017

As SCUT e a sinistralidade rodoviária em Esposende.

Aqui vais um pouco de serviço público para quem nos governar a partir de Outubro.
 
Existe um estudo sobre o impacto da implementação das SCUT no aumento da sinistralidade rodoviária e dos custos acrescidos para o Estado em termos de cuidados de saúde aos acidentados feito por Alfredo Marvão Pereira, Rui Marvão Pereira e João Pereira dos Santos nos concelhos em que foi implementado o sistema de SCUT's.
 
O resultado é um pouco expectável mas não o mais previsível: aumentaram mais os feridos ligeiros do que os feridos graves ou mortos na ordem dos 4%.
 
Em termos de encargos financeiros para o Estado, este incremento representa cerca de 30 milhões de euros o que é um valor ainda razoável.
 
O que quero dizer com isto?
 
Que seria interessante perceber qual o impacto das SCUT's no nosso concelho e esgrimir esse argumento com as Infraestruturas de Portugal (ou Estradas de Portugal, seja qual o for o nome corrente que ela tenha...) para cativar novos investimentos nas nossas ligações ferroviárias.
 
Como o 1º concelho do país onde foi derrubado anarquicamente um pórtico de uma SCUT, e não terão havido mais casos assim, este é um tema que nos deve interessar e muito.
 
 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

19 de Agosto

Um dos méritos da presidência de Marcelo Rebelo de Sousa é o facto de ter passado para primeiro plano as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo. O dia 10 de junho nunca mais voltou a ser o mesmo, a partir do momento em que o Presidente dos afetos passou a incluir nas comemorações os países onde existe forte presença lusa (França, Brasil e, para o ano, Estados Unidos da América).
Praticamente daqui por um mês, Esposende terá o seu feriado. No dia 19 de agosto, coletividades e individualidades locais serão destacadas pelo Município, como vem sendo prática nesta data.
Se alguma vez aconteceu, então será raro, mas a verdade é que não tenho lembrança de ter havido algum esposendense, espalhado pelo mundo, que tenha sido destacado no 19 de agosto. Dificilmente não se encontrará, nos milhares de esposendenses que ao longo dos últimos 50 anos emigraram para França, Suíça, Suécia, Brasil ou Canadá, quem não se tenha destacado no mundo empresarial, na educação, nas artes ou na solidariedade.
Ainda recentemente, numa edição do Farol de Esposende, lia com interesse a notícia da visita de um fangueiro, emigrado há muito no Brasil, e que por lá se destacou na escultura. Estes não são esposendenses de segunda, pelo que também devem qualificar para efeitos da lista de potenciais condecoráveis. Por outro lado, no plano simbólico, o concelho só se enobrece e prestigia sempre que algum dos seus "filhos" dá cartas lá fora.
Como repetidas vezes tenho aqui escrito, é importante trabalhar a nossa rede espalhada lá fora.

domingo, 16 de julho de 2017

A Foz do Neiva por Paulo Tunhas

 Sendo um natural de São Paio de Antas ainda hoje sinto um certo orgulho quando se fala dessa freguesia e quando se fala dessa pérola que se chama Foz do Neiva.
 
 Alguns falam de vender a marca "Esposende" e relançar a marca "Ofir", "Apúlia" ou alguns até tentar a marca "Castro São Lourenço" mas poucos têm a coragem de falar da marca "Neiva" quase sempre sendo esquecida pelos nossos autarcas e forças vivas e penso que é chegada a hora de reverter essa situação e dar maior visibilidade a uma das nossas joias.
 
 Por estes dias Paulo Tunhas, cronista do Observador, descreveu com entusiasmo o mês de férias que o esperava na Foz do Neiva e publicidade gratuita nunca deve ser deitada fora.
 
 
 Aqui fica o artigo: Artigo Paulo Tunhas   

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Esposende do antigamente, hoje

Acompanho com muito interesse as páginas no Facebook que se dedicam à partilha de fotos históricas da cidade de Esposende (verdadeiro serviço público). Imagens de lugares que sofreram alterações significativas com o decurso do tempo, retratos de sítios que, tirando um aspeto ou outro, mantêm o seu traço identitário. 
Um denominador comum entre as fotos do antigamente e os tempos atuais prende-se com o nosso parque hoteleiro. Hotel Ofir e Hotel Suave Mar, sempre presentes. Apenas e só. Faz lembrar o nosso mercado cervejeiro, resumido a duas marcas, ao contrário do que sucede no resto da Europa.
Faz-me impressão como é que, nos últimos 20 anos, não foi possível inaugurar um novo hotel. Nesse ponto concreto, o nosso turismo encontra-se estagnado há muito. Procurando Esposende surfar a onda do turismo, com razões próprias para isso, é estranho que o concelho não seja capaz de promover um investimento no âmbito hoteleiro, como se isso não fosse também uma âncora para captar mais gente. 
Recentemente, em conversa com um investidor francês, que reside há pouco mais de um ano em Portugal e que é grande fã de Esposende (sobretudo, das atividades do Kook Proof), contava-me que esteve interessado em investir na cidade, na atividade de alojamento local, tendo até o imóvel para o efeito identificado. Infelizmente, o projeto ficou sem efeito porque sobre esse imóvel residia um direito de preferência (que seria canalizado para fins particulares). Desta pequena história ressaltam-me dois aspetos que me parecem fundamentais para os próximos 4 anos: em primeiro lugar, identificar o tipo de investimento que pretendemos para o concelho (e acho que o hoteleiro é um investimento que faz muito sentido) e reunir as condições junto dos potenciais investidores, ao invés de serem estes a fazer o trabalho de casa, poupando assim tempo (e, como diz o povo na sua sabedoria, tempo é dinheiro). Em segundo lugar, o concelho tem, definitivamente, de fomentar uma rede de contactos junto da sua comunidade espalhada pelo estrangeiro. Não é o primeiro caso que conheço de forasteiro endinheirado e que se perde de amores pela nossa terra. Quantas oportunidades de negócio em potência não estarão por descobrir?
Será uma grande pena se deitarmos fora mais 4 anos. Será uma grande pena se daqui a 4 anos, muitas fotos de Esposende do antigamente poderem ser tiradas hoje, porque tudo continua igual.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Das Confederações com Maradona.

Maradona, eu vi-o!
 
Não tenho medo do tom infantil, aficionado, apaixonado, até algo histérico que utilizo já que tal como eu muitos milhares de "senhores", "pais de família", "maridos", "doutores" e "engenheiros" que perderam as suas capas sociais e as suas atitudes amadurecidas pelo tempo e pelo entrosamento social e que retornaram à sua infância e adolescência quando o viram a subir ao relvado e com uma alegria juvenil diziam aos filhos quem lá estava e gesticulavam freneticamente para o centro do relvado.
 
O único poster de um jogador que figurou no meu quarto é de Maradona e por isso numa viagem dedicada ao futebol que melhor final poderia pedir? Não consigo imaginar outro.
 
Estava preparado para descrever as cidades onde estive nesta Taça das Confederações mas como sempre, Maradona roubou o espetáculo.

Poderia descrever a boa organização da prova. As facilidades concedidas para os visitantes em termos de visto foi refrescante, os omnipresentes voluntários que se encontravam nos principais pontos das cidades para ajudar os adeptos no que fosse preciso, os meios de transporte que foram colocados à disposição dos adeptos e até comboios que percorreriam cerca de 5000km's entre Sochi e Kazan gratuitos para todos os adeptos. Poderia descrever o Fan-ID, uma identificação específica que todos os que quiseram aceder ao estádio tinham de ter e que permitiram aos adeptos identificar outros adeptos, à polícia prender e mandar de volta para casa os mais exaltados e às autoridades impedirem de forma pacífica os cadastrados de aceder aos jogos e que se tornou o nosso maior amigo enquanto lá estivemos. Será o mesmo que o chapéu ao Athletic Bilbao na final da Copa do Rei?
 
Poderia descrever Kazan, capital da Tartária e a 3ª cidade russa, e todas as suas idiossincrasias . Poderia descrever que Kazan é onde reside o presidente da Tartária, uma espécie de região autónoma na Federação Russa, que para além da sua bandeira própria têm também uma língua própria. Poderia descrever o seu belo Kremlin que se extende nas margens do Volga, símbolo de um poder forte de outros tempos, poderia descrever a sua população jovem e universitária que circula pelas suas ruas principais e pela boa indústria que aqui existe, desde os camiões Kamaz ao centro de investigação aéreo e espacial que entre outras coisas produziu o único concorrente ao Concorde. Mas o que é isso comparado com o homem que colocou o remediado Nápoles no topo mundial ?
 
Poderia descrever São Petersburgo, os seus palácios históricos sempre belos e rejuvenescidos para o próximo campeonato do Mundo, as suas majestosas catedrais que se deslumbram através da Rua Nevsky, o novo estádio de São Petersburgo que finalmente equipa a cidade com um estádio à sua altura e com uma vista sobre o Báltico fantástica. Poderia descrever a vida noturna que a cidade ganha com as noites brancas e onde a elevação das pontes que atravessam o rio Neva ganham direito a ser um espetáculo digno de ser visto por centenas de pessoas nas margens. Poderia, mas o que é isso comparado com o único futebolista do mundo que teve um filme digno desse nome?
 
Teria de descrever mais uma vez a minha querida Moscovo e como ela se mantêm impecável em toda a sua pujança e se sente o início da retoma económica e algumas nuvens negras económicas e sociais se dissipam no horizonte e onde cada vez mais se sente um aprimoramento dos espaços públicos e de lazer. Apenas a poderia comparar ao momento em que Ele deixou metade da equipa inglesa no chão e fez o 2-0, menos do que isso era inaceitável.
 
Poderia descrever sim, mas haverá muitos guias de viagem e roteiros de turismo que o farão muito melhor do que eu, por isso foco naquilo que não está em nenhum destes locais: a emoção irracional.
 
No final o que posso dizer ? Espero voltar a vê-lo no Campeonato do Mundo 2018.
 
Seria um muito bom sinal...
 

sábado, 17 de junho de 2017

JP,o golpe de Estado no CDS-Esposende.

É sempre importante dar lugar aos mais novos na política, como noutros campos da vida, mas nem sempre isso é bom. Nem sempre ser jovem é sinónimo de novas ideias ou ter comportamentos que tragam valor acrescentado.
 
O que hoje se passou com a JP é sinónimo disso.
 
Demarcar-se da direção política  do partido num período pré-eleitoral é estranho, é grave, é uma deserção em combate numa altura crítica para o partido.
 
Não sei o que pensa Fernando Jorge Ferreira de qual o seu papel na política concelhia ou no próprio CDS-Esposende mas parece-me que anda enganado ou que o enganaram a esse respeito.
 
Não percebo como é que não apresenta a sua demissão da JP no preciso momento em que se incompatibiliza com a direção política. Espera Fernando Ferreira prosseguir a sua carreira política como um corpo estranho no CDS ?
 
O que pretende Fernando Ferreira quando diz que não vai tomar uma ação contra o partido? Esperava ele que a JP fosse um partido autónomo ? Seria uma originalidade esposendense mas mais cómica ainda é a declaração de que a JP não está a querer ser um fator de instabilidade dentro do partido!
 
Um verdadeiro achado da comédia portuguesa que apenas me faz pensar qual o grau de inteligência e de capacidade interpretação política que a direção da JP acha que quem lê o comunicado têm. 
 
 
O golpe de Estado dentro do CDS-Esposende continua em curso.
 
Longe vão os tempos em que João Pedro Lopes, Berta Viana e a direção da JP tinham agradáveis e epopeicos jantares de partido.É claro que a fação Berta Viana e a JP querem uma nova PAF e aproximação ao PSD e a rutura com João Cepa foi o interruptor para tudo isto e querem João Pedro Lopes fora do partido o quanto antes. Agora cabe a João Pedro Lopes e a Artur Viana deixar esta fação no ridículo com um bom resultado e fazer a limpeza necessária dentro do partido após as eleições.
 
Estas manobras de utilizar a JP como uma alavanca para mudar a direção política do CDS-Esposende já não são novas, mas nunca as tinha visto antes de umas eleições tão importantes para o partido.  
 
Quanto à direção da JP, relembro que "Roma não paga a traidores" e que alguns, como eu, têm uma boa memória para estes malabarismos políticos e cá estarei para lhes relembrar isto mesmo.  
 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Na Cepa Torta

A pouco mais de 100 dias de os esposendenses regressarem às urnas para decidirem a quem confiar a gestão do concelho nos próximos 4 anos, apenas são conhecidas, à data, duas candidaturas: Benjamim Pereira (PSD) e João Cepa (Juntos pela Nossa Terra). 
Tratam-se das duas candidaturas mais fortes que se irão apresentar a votos e de onde sairá o vencedor. Em contraste, nem PS, nem CDS, apresentaram ainda o respetivo candidato. À primeira vista, seríamos tentados a concluir que tal ausência se deverá ao facto de estes partidos terem entendido que não valerá a pena disputar um combate onde ficarão sempre aquém dos principais concorrentes. No entanto, o decurso dos acontecimentos nos últimos meses, revela-nos, antes, um taticismo por parte de PS e CDS com contornos verdadeiramente trágico-cómicos. 
Com efeito, por opção (PS) e por falta de jeito (CDS), cada um destes partidos gorou a possibilidade de suportar a candidatura independente de João Cepa. Estamos apenas a falar do único adversário de Benjamim Pereira que também já liderou os destinos do município, com a agravante de ter sido, reconhecidamente, um excelente presidente de câmara. Ora, se João Cepa não serve, quem servirá então? A esta simples pergunta, seria expectável que, no imediato, PS e CDS, por uma questão de honestidade para com o seu eleitorado, apresentassem o seu candidato. A verdade, porém, é que enquanto o PS continua a manter guardado a sete chaves o seu candidato, já o CDS ainda anunciou a divulgação do candidato para o início deste mês, mas à hora e dia marcados o candidato não apareceu... 
A rejeição de um bom candidato, sem uma alternativa à mão, desafia a paciência e expectativas de boa parte do eleitorado de PS e CDS. Não sem surpresa, destacados militantes de um e outro partido vêm anunciando o seu apoio e confiança políticas à candidatura independente protagonizada por João Cepa. É, aliás, relevador da degradação a que PS e CDS chegaram nesta matéria, que os vereadores eleitos por cada um destes partidos no Município tenham, já, manifestado apoio à candidatura de João Cepa.
Tudo visto, PS e CDS parecem não ter pressa em estar já no terreno a apresentar medidas e auscultar as organizações da sociedade esposendense (como vem fazendo o movimento Juntos pela Nossa Terra) ou, o que seria pior, não estão a conseguir encontrar um candidato. Seja qual for a razão, nenhuma delas abonará a favor destes partidos, que parecem não conseguir sair da cepa torta. Não será, pois, sem espanto, que no dia 1 de outubro tudo se jogue no voto útil: Benjamim Pereira ou João Cepa.