segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Dias da rádio

A Esposende Rádio celebra este ano os seus 25 anos e isso leva-me aos seus tempos iniciais quando a rádio teve o seu primeiro crescimento em termos de audiências, diversidade de programas e de implantação na sociedade esposendense.

O que mais me deixa saudades são as antigas tarde desportivas em que havia relatos em directo dos vários campos de futebol do concelho e onde cheguei a acompanhar relatos de jogos de andebol, algo que hoje parece longínquo e quase inacreditável. 

Mas não só de tardes desportivas vivia a rádio mas também dos programas de debate da atualidade esposendense e entrevistas às figuras das associações mais relevantes e esse era uma das suas maiores valências e maior serviço público que a rádio prestava, aproximar a sociedade das suas instituições.
Numa altura em que existe confusão entre o que é informação e conhecimento, entre jornalismo e justicismo, e entre debate e discussão, vemos que as referências nos meios de comunicação continuam as mesmas,  já que a revolução tranquila não trouxe um aumento de confiança, fiabilidade e de isenção, o que leva a que hoje os mesmos jornais, as mesmas estações de televisão, as mesmas rádios dominem as plataformas de comunicação quer a nível internacional, nacional e local. Claro que a plataforma em que nos são apresentados tem sido diversificada: os jornais passaram para a internet e para a televisão, a televisão para a internet e para conteúdos específicos, as rádios para a internet e para a televisão  (fenómeno ainda em expansão).
Seguindo o exemplo da diversificação das plataformas de informação surge como desenvolvimento natural dos meios de comunicação esposendenses a sua unificação e inter-ligação. Falo da Rádio Esposende, do Jornal de Esposende, do Novo Fangueiro online,Esposende Serviços, o Forjanense, etc.  
Sabendo que são detidos por identidades diferentes, surge-me como lógico e proveitoso que os meios de comunicação partilhem cada vez mais as informações, os programas, as entrevistas, os espaços de debate, os directos, entre outros. Sabendo que a nossa realidade não consegue criar notícias de uma forma constante e em volume suficiente o seu compartilhamento parece-me algo natural e desejável.
Tal como disse acima, é o reconhecimento de isenção, de responsabilidade, de profissionalismo e segurança que garante a existência das mesmas referências ano após ano e na realidade esposendense esses fatores são aqueles que garantem que os jornais, a rádio e a televisão se mantenham como veículos de comunicação priveligiados pela população.
Para além de compartilhar informação, as plataformas comuns permitem chegar mais longe, pensar em projectos mais ousados e que permitam maior visibilidade às atividades comerciais, culturais e políticas do nosso concelho. Nesta confluência de esforços poder-se-ia colmatar uma das grandes lacunas da informação esposendense, com a criação de um sitio na internet que aglomerasse a atualidade relativamente a Esposende, como que um Google Esposendense.
A união faz a força e no nosso caso só sobreviveremos e nos desenvolveremos com a união.
Só como sugestão, para quando um concurso para novos talentos musicais aqui em Esposende? Para quando a transmissão dos concertos da Musicórdia ou da Música na Praça?