terça-feira, 13 de junho de 2017

PS-Esposende, respeito histórico precisa-se.

Acabei de ler o comunicado do PS-Esposende acerca da demissão de José Felgueiras e João Nunes.
Sinto-me revoltado e não é nada comigo, diretamente.
José Felgueiras e João Nunes queriam um apoio do PS-Esposende a uma outra candidatura, direi João Cepa, e lutaram por essa via dentro do partido, fracassaram e saíram pelo seu próprio pé. Não será surpresa para os próprios ao dizer que discordo desta opção política e que estou mais próximo da posição do PS central: uma candidatura própria sempre.
Não concordo com a sua posição mas compreendo a validade dos seus argumentos nos seus caminhos que na sua visão serão os melhores para o concelho, disso não tenho dúvidas.
Ler um comunicado destes é ultrajante.
Dizer que estas duas pessoas queriam o desaparecimento do PS-Esposende é revoltante.
Foi José Felgueiras que durante 4 mandatos segurou a mais emblemática freguesia do PS-Esposende rodeado de um mar laranja do PSD num PS que se arrastou, e se arrasta, para ultrapassar os 20% e foi ele uma das faces mais visíveis e honoráveis do partido.
Foi José Felgueiras que fez muitos quilómetros pelo PS neste concelho em todas as campanhas que aqui foram disputadas sendo uma das alavancas para os resultados de João Nunes e Tito Evangelista, ou a direção do PS-Esposende têm dúvidas disto?
Dizer que este homem quer acabar com o PS-Esposende é ultrajante.
João Nunes não apareceu tanto nem durante tanto tempo mas também se atirou à luta contra 2 vencedores quase garantidos e foi o homem que fez alguma oposição enquanto vereador ao contrário de alguns dos seus colegas que estavam mais preocupados em ser uma coligação encapotada.
Dizer que João Nunes é um vereador por ele próprio fica muito mal mas no final se calhar é o que ele sempre foi, e não o estou a acusar de traição política ao PS.
Mas o que mais me revoltou, e desculpem-me se isto parece um machismo bacoco, é o tratamento por "senhores".
Homens que durante anos pertenceram ao mesmo partido e estiveram na mesma luta não são "senhores", são "camaradas", são "companheiros de luta", são "irmãos de ideias" quando muito serão "companheiros que seguem outros rumos" ou "antigos companheiros de lutas", são o José e o João se for preciso, mas nunca "senhores"!  
Este tom de raspanete de escola primária é simplesmente insuportável quase tanto como a falta de respeito histórico.
E aqui fica mais uma vez a pergunta: onde anda o candidato do PS-Esposende?