quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Seu Jorge no Ofir ... Gabriel O Pensador em Esposende by S90

Sorria!
Estamos na Silly Season em Esposende!

Depois da "genial" proeza que colocou as nossas corporações de bombeiros a concorrer com a ticketline, eis que nos deparamos com algo ainda mais genial: a actuação de uma jovem banda local em jeito de Gabriel O Pensador no Largo dos Bombeiros!

Quem se lembra desta?



Pois bem, em registo não muito diferente, eis que, em plena época de concertos na vila, sobem ao palco os S90, e com uma nobre maroteira (se assim se podem dizer) demonstram a irreverência da malta nova com um tema digno de sacar tantos sorrisos rasgados como caras tortas e um leve travo a azia na goela!


(Ficam aqui com excerto estando a versão integral aqui)  

Dizem as más línguas que alguns projectos locais ganharam com esta actuação as "hastags" #acabar #extinguir e #quem_os_chamou?, esperando eu que não passem tais comentários de meros boatos maldosos, pois acredito que a liberdade de expressão - pelas artes, diga-se, porque nem só de exposições se faz a arte - também merece lugar no nosso concelho. 

Que teve piada teve! Só não digo que é digno de gerar muita alegria porque o retrato que os jovens ali pintaram é efectivamente o da realidade que os inspira. Talvez esse devesse ser o maior foco de quem decide... e não só o colocar placas de obra em véspera de eleições.



(À parte a tristeza da ideia da venda de bilhetes... se tiverem intenção de ir, comprem os bilhetes aos nossos Soldados da Paz, pois pelo menos vão ajudá-los, ainda que a medida tenha sido um triste remendo de uma ideia ainda mais triste).

sexta-feira, 26 de julho de 2019

Metam os Pilaretes no...


A conclusão do título fica ao gosto de cada um!

Voltei! Já não me lembrava de cá vir. Não por falta de assunto - pois são tantas as argoladas que mote não faltaria. Por falta de vontade sim! Para a generalidade da malta parece que o marasmo instalado é um local confortável, por isso... remeto o meu desagrado para o meu espaço pessoal no facebook e a pornografia que se passa no "Base" para as minhas conversas de café!

Hoje porém, para memória futura, atrevo-me a escrever aqui sobre os p**** dos pilaretes! Essa medida urgente que levou o nosso executivo a agir! Já não via tanta prontidão em agir desde que veio cá a Tvi filmar o incêndio que destruiu as nossas encostas (as prometidas cortinas florestais... estão ainda na sementeira da semente).

Pois bem! 
Apúlia, aquela bela Apúlia que tão bem descreve o Filipe Queiroga no seu livro "O Infante" (ainda que menos rigoroso na descrição da Apúlia de outrora do que no rigor com que descreve os momentos calientes do Zacarias com aquelas "malucas" com quem se ajavardou em indecências)...

voltando a Apúlia que até me perdi...

... desde que foi construída a ciclovia Apúlia tornou-se o paraíso do matarruano no que a estacionamento respeita. 

O matarruano, vindo de terras de quinto ... quintal, chega aqui à nossa Apúlia e delicia-se a estacionar sobre aquele piso perfeito para os seus poucos dotes de mira!

Ciclovia? Lá na terra dele não há disso! Ou pelo menos não há disso junto à praia! Vai lá um gajo agora estacionar longe? Caminhar de chinelo de dedo magoa juventude!!

Melhor é usar o argumento: "isto aqui não tem jeito nenhum" e pimbas, bota lá a furgoneta para cima daquele passeio lisinho! Código da Estrada? "Ó amigo", código da estrada é coisa que se aplica na estrada! Isto aqui é o passeio! A berma da estrada, a valeta! Capisce?

E haverá lá forma de argumentar contra o matarruano?
Criaram-se parques para responder a esse constrangimento, mas o verdadeiro matarruano que visita Esposende pode fazer as suas necessidades na nossa sala que é tudo normal! É assim uma espécie de javali no meio do milho!

(Nota intermédia: Não, eu não creio que a culpa disto seja dos autarcas, como já ouvi da boca de muitos. A culpa dos autarcas vem de seguida)

Neste cenário, qual é a resposta? Autuar? Nada disso! 
É meter pilaretes a emparedar a ciclovia! Na esperança que o javali esbarre no pilar!

Eu, que até gosto de andar de bicla, mas pouca diferença me faz já que são poucas as vezes que o faço na ciclovia, até não me devia preocupar. Mas, porque também passeio com a minha filha, questiono: alguém ponderou o risco que pode ser para um pai com filho na bicicleta, para uma criança, embater num pilarete? Cair sobre ele?

Não! Pois está claro que não!
Alguém pensou que num dia de caos no trânsito Fão-Apúlia, se um veículo de emergência necessitar passar entre o trânsito ninguém vai poder dar o jeito para a lateral para deixar passar?
Não! Pois claro que não.

Em que se pensa por cá?
Ando a tentar descobrir!

Certo é que a gente vai ali até à Póvoa e ninguém estaciona na ciclovia!
Vila do Conde, cuja diferença de piso não excederá os 5 cms, idem!
Leça da Palmeira? Igual!
Porto?
Espinho?
Nada!
Onde há lei a jaula só surge  no fim da linha!

Cá não!
Cá o Código da Estrada só tem aplicação à saída do Pacha às 7 da matina!
Mais à frente é off-shore! 

Matarruano quer estacionar no passeio? Deixa estacionar! A gente já o trama!
Siga gastar dinheiro ao povo e meter ali uns pilaretes só para arreliar!

Há falta de elementos no corpo da Guarda? Pois haja pressão sobre os comandos territorias para que reforcem os quadros! Ou será que nem ao lado dos nossos guardas conseguimos estar nisso? E pelo meio ainda caímos na tentação de querer que os poucos que temos estejam em todo o lado?

A questão essencial é todavia simples: É este o turismo que queremos?
Não creio!


*****

Uma nota final... e porque caminhamos para meio do mandato... e no mandato passado houve uma reformulação estratégica a meio...

Deixo apenas uma questão: 
- A Nossa Presidente não está por acaso a pensar reformular a equipa? Quiçá, pelo menos, dar posse a alguns que ainda não tomaram posse nos respectivos pelouros? 

É que isto de a ver a trabalhar quase sempre sozinha... apesar de não me preocupar muito... entristece-me! É que com 5 daquela genica... isto era capaz de ter algum rumo! 

E digo isto a pontos de pensar que se ela se recandidatar a Presidente, ainda volto a votar no PSD!


*****


Extra: "O Infante" é a obra da autoria do apuliense Filipe Queiroga sobre a aventura do Zacarias de Apúlia até Paris nos tempos do arroz de quinze. Num "mix" que bem podia ser a história de um Jorge Palma saído de Apúlia à boleia da Ryanair, é um livro jeitosinho para ler na praia e ao sol em férias. Pelo meio tem momentos que fariam corar a Margarida Rebelo Pinto... mas tudo lá bem misturadinho, é uma coisinha engraçada de se ler (e aqui sem qualquer sentimento menor - daqueles que às vezes nos dá para sobrevalorizar o que é da terra).
Recomenda-se, com as férias à porta.

terça-feira, 23 de julho de 2019

Sugestão para férias

Rui Vitória está por estes dias pelo nosso concelho, mais concretamente em Ofir, em estágio com a sua equipa. 
Considerando que o treinador ficará cerca de 2 semanas no concelho, tal poderia, muito bem, constituir uma excelente oportunidade para o Município (vereação do Desporto) levar a cabo alguma acção com o treinador. 
Penso, por exemplo, numa tertúlia.Como homem do futebol, treinador de clube grande e campeão, Rui Vitória, terá, seguramente, muitas ideias e conselhos por partilhar. E como parece ser um bom tipo, certamente que aceitaria de bom grado o repto.
Fica a sugestão.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

Cristina Leites

Nunca tive a sorte de conhecer Cristina Leites pessoalmente, mas admiro-a desde que travei conhecimento da sua pessoa e percurso de vida, numa excelente entrevista dada a Mário Fernandes, em 2016.
No 5º ano da Faculdade, na cadeira de Direito do Trabalho, tive um assistente cego. Um tipo brilhante, que nunca se deixou condicionar pela sua limitação. Dizia-nos, numa das muitas conversas fora da matéria que gostava de ter connosco (era mais velho do que nós poucos anos apenas), que, dada a sua condição, enquanto tirou o curso teve sempre de fazer o dobro (estudo, leitura, etc.). E o mais interessante é que dizia isto não em tom de lamento, mas em tom de incentivo, para que cada um, na sua vida e respectivas circunstâncias, dê o seu máximo, para lograr alcançar o objectivo a que tanto se propõe.
Por isso, ao ler Cristina Leites e o esforço que fez para tirar o curso e, depois, singrar profissionalmente, recordei-me muito do meu querido assistente, hoje em dia, doutorado na Faculdade de Direito de Lisboa.
Na entrevista dada a Mário Fernandes, impressionou-me o lamento de Cristina Leites pelo facto de não conseguir sair da cepa torta no Município. Cristina era telefonista, mas dada a sua formação superior, ambicionava poder trabalhar numa área enquadrada com as suas valências académicas (licenciada em Filosofia), no caso, a biblioteca: «por isso, trabalhar numa biblioteca tornaria a minha vida mais completa».
Julgo que este repto, infelizmente, nunca chegou a encontrar eco junto de quem de direito.
A biblioteca de Esposende, de resto, está malfadada para pessoas com deficiência. A minha querida amiga Ilda Daniela, portadora de doença grave, chegou a trabalhar na biblioteca, trabalho que adorava, até ao dia em que dispensaram os seus préstimos, facto que deitou um bocado abaixo a sua moral.
Esposende, à semelhança da sociedade onde nos integramos, tem ainda um longo caminho a percorrer no que toca à inclusão das pessoas com deficiência.
Para além da questão das oportunidades profissionais, observo também, ao calcorrear as ruas da cidade, que faltam acessos nas entradas de muitos estabelecimentos comerciais.
Na hora da despedida a Cristina Leites, a melhor homenagem que se poderá prestar é, pois, dar acção à política de inclusão das pessoas deficientes, a qual deverá saltar para o topo da agenda.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Missão Pavilhão

Nos últimos anos, Esposende tem assistido ao crescimento da prática desportiva, com o surgimento de novas modalidades.
Porém, esse crescimento não é acompanhado das infra-estruturas necessárias e adequadas.
Não temos pavilhões em número suficiente que permitam abarcar convenientemente as modalidades, bem como alargar a prática ao sexo oposto (andebol e voleibol no caso dos homens; hóquei em patins e basquetebol no caso das senhoras). Por outro lado, os pavilhões existentes não oferecem as desejadas condições que hoje encontramos em muitos pavilhões modernos espelhados pelo país.
Falta-nos, sobretudo, um pavilhão referência, multiusos, que servisse igualmente para outras finalidades (congressos, espectáculos de variedades) ou até mesmo para trazer competições desportivas do mais alto nível (i.e. final four de taça de Portugal; jogos de seleção).
A dotação de um pavilhão multiusos no concelho de Esposende será, estou certo, uma questão de tempo. Outra certeza é a de que no dia em que isso acontecer, já virá com uns bons anos de atraso.
Lembro-me de o saudoso Professor Ribeiro, quando foi candidato à câmara, ter colocado o dedo nesta ferida. 
Infelizmente, a ferida continua aberta, sem que os partidos façam dela um assunto das suas agendas. 
Mas as inegáveis vantagens de um equipamento desta natureza saltam à vista...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Espaços verdes

Esposende é um privilégio da natureza e os seus moradores são uns privilegiados. 
Terra de rio, mar e montanha, são credenciais que nenhuma localidade enjeitaria. 
Ora, atentas essas características diferenciadoras e que tornam a nossa terra um destino agradável para viver e visitar, ganha ainda mais lamento a insuficiência de espaços verdes no concelho, isto é, de parques ou jardins públicos para onde as pessoas possam passear, correr ou merendar. 
A verdade é que qualquer esposendense, ou forasteiro que nos venha visitar, fica limitado à marginal ou ao centro da cidade. O que é manifestamente pouco!
Não refiro, propositadamente, o parque da cidade, pois entendo que a sua concretização (desejada e importante) não pode, nem deve servir para colocar um ponto final na questão dos espaços verdes. Pelo contrário, o parque da cidade deve ser a face mais visível de uma aposta mais global em espaços verdes no concelho.
O facto de Alexandra Roeger ter saltado diretamente da Esposende Ambiente para n.º 2 do executivo camarário, abre expectativas quanto à possibilidade de o Município poder prestar, de modo especial, atenção privilegiada a esta questão durante o presente mandato.
Mesmo com as limitações, orçamentais ou de ordem geográfica, o Município deve tomar iniciativa nesta matéria, seja colocando os departamentos de urbanismo, ambiente ou até mesmo a Esposende Ambiente a idealizarem novos parques ou jardins públicos, seja lançando o repto junto das juntas de freguesia, seja também, e não menos importante, auscultando a sociedade civil, por exemplo, através do orçamento participativo ou abrindo um concurso de ideias para esse efeito.
Qualquer que seja a opção a tomar, o foco tem de ser este: o concelho de Esposende precisa de crescer substancialmente na oferta de espaços verdes!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

A gaivota da Henrique Medina?

Onde está ela?

Andava no 7º ano e fui um dos que vi o monumento da gaivota a ser eregido e a ser erguido e tal como, foi um dos marcos para toda uma geração de estudantes da Escola Secundária Henrique Medina. 

Foi um dos símbolos do esforço conjunto dos alunos da E.S.H.M  e dos seus professores (mais um projecto do saudoso Prof.º Machado) e ao que aparenta perdeu o seu lugar com a renovação da E.S.H.M. 

Numa altura em que os agentes educadores das novas gerações se preocupam em brotar o sentimento de socialização em grupo,o que nem sempre significa uma vertente de entre-ajuda entre elementos de um grupo ou comunidade, seria de todo prudente não eliminar os símbolos de todo esse sentimento que nos faz deixar de ser um grupo de individualidades e nos faz ascender a comunidade. 

Mas também sei que os monumentos quando não são explicadas às gerações vindouras dixam de ter a sua função de símbolo, que perpetua uma vontade no tempo, mas passam a ser exercícios de adoração que desaparecem com a espuma dos dias. 

No final, espero que a gaivota possa dar lugar a um outro qualquer monumento que simbolize tudo aquilo que o anterior significou!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

E o que temos em 2019?

As eleições legislativas mexem sempre nos partidos e isso vai-se refletir na política concelhia. 

As composições das listas do distrito vai ser mais um teste e um contar de espingardas para perceber como as concelhias estão nas ditritais e como nos vamos posicionar para as sempre apetecíveis legislativas. 

Vamos ver o que 2019 nos reserva! 

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Associação Desportiva de Esposende, 40 anos.

 Os 40 anos de idade é uma altura para reflexão do que passou e uma oportunidade de projetar o que queremos no futuro e a Associação Desportiva de Esposende (ADE) não é diferente.

 Alguém um dia disse que a ADE seria aquilo que os Esposendenses quisessem que fosse e isso não poderia estar mais certo.

 Sendo uma das mais representativas instituições do concelho, viveu intrínsecamente todas as variações e flutuações que o mesmo sofreu, sendo um fiel espelho de todos os solavancos que agitam a comunidade esposendense e isso deve-nos deixar a pensar naquilo que queremos para nós enquanto comunidade e aprender com os erros do passado para que não se repitam no futuro. 

 Poderia escrever muita coisa, poderia recordar momentos altos do clube, poderia fazer tudo isso que seria o normal de uma data redonda como esta, mas mais do que enaltecer feitos desportivos interessa-me neste espaço perceber de que forma a ADE será uma vez mais uma alavanca daquilo que será Esposende no futuro. 

Tal como ontem, hoje também vitórias memoráveis poderão ser alcançadas e a necessidade de termos uma instituição de todos para todos e que acolherá todos é imperiosa para que se aproveitem os recursos que nos são colocados à disposição e deixar de lado o sentimento do "somos pequeninos". 

 Também nesta vertente a ADE terá de ter um papel importante na comunidade em que se insere, e se isso for conseguido é muito mais valioso que 40 vitórias consecutivas, não acreditam? 



terça-feira, 27 de novembro de 2018

PARU de Natal!

Para o caso de andarmos todos um pouco distraídos e depois da histeria colectiva em torno do "Prós e Contras" e da sessão de esclarecimentos sobre o impacto da obras de protecção da nossa costa - com o forte impacto que terão em Apúlia, dou aqui nota dos projectos divulgados no site do Município em consulta pública.

Falamos aqui de obras: umas de cosmética, outras que se esperava pudessem ser de verdadeira regeneração urbana. 

Devo desde já declarar (em legítima defesa - que isto nos dias que correm anda tudo muito "susceptível" e eu prefiro ir ao tribunal na qualidade de defensor e não na qualidade de defendido) que não discordo em absoluto de tudo. Até gosto (de alguma coisa, entenda-se)!

Isto posto: a montanha não chega sequer a parir um rato.

Impunha-se porém dar ouvidos às populações! Impunha-se o "Prós e Contras" aqui na nossa terra! 
Onde param as nossas Juntas de Freguesia? Será que foram todas para Lisboa às manifestações contra a união de freguesias e ainda não voltaram? Será que dizem todas "NÃO", mas nenhuma sabe dizer "ALTO LÁ!"?

Intriga-me!
Sinceramente intriga-me!

Intriga-me que a visão de futuro - a regeneração urbana - em Marinhas (a título de exemplo) passe por uma reconfiguração do polidesportivo existente, de um meio-campo de basket, um parque de estacionamento e um jardim.

Eu até que gosto... mas isto, enquanto visão para o desenvolvimento de uma zona central é igual a nada! Qual é o contexto em que isto se pretende inserir? O que "imaginamos" para a envolvente? Vamos sistematicamente pensar uma terra em lotes de 2000m2?

É "poucochinho"! Lindo mas "poucochinho"!

Um outro exemplo: o Largo Rodrigues Sampaio!


Gosto. 
Mas não entendo que haja ali ciclovia dos dois lados da rua, sobretudo porque nenhum deles tem continuação para qualquer sítio! (Não vou qualificar, mas apetecia-me)! 
E depois, olhando bem, ainda perdemos mais estacionamento no centro. (Estou certo que aqui nos queixamos de que não há estacionamento perto - quando aqui tudo é perto. Não sendo menos verdade que há dias, nestes de chuva então... em que pura e simplesmente não há estacionamento vago no centro para quem chegar depois das 9h).

É assim que queremos apoiar ao comércio local? A ocupação das portas vazias?
E volto ao início: gosto! Está bonito! Mas o meu gosto por "bonito" não deve ignorar o ganha pão de outros.
Fechem o "bunker" do Município e talvez assim os nossos políticos acordem para a vida. (Sim, é "extremamente fodido" vir às compras ao centro em dias de chuva e ter que estacionar para lá da casa da juventude)! 

Claro está que podemos pensar: "ah e tal! Há estacionamento também junto à lota dos pescadores!"
E eu dir-vos-ei: isso é estúpido! Tentem apenas vir de lá até à Praça do Município com um carrinho de bebé! (Vou acreditar que cadeiras de rodas terão os lugares para o efeito desocupados no centro, daí não sugerir essa experiência).

Estes são apenas dois exemplos.
Estão lá os restantes.

É também facto que o nível de detalhe dos elementos fornecidos faz claramente crer que uns serão para levar a sério, os outros nem tanto.

Lamento que não se fale disto!
Que se remeta para o facebook e para o espaço da Câmara Municipal.
Que se pense isto com o povo em 8 dias.

Se é para ser assim: VOLTA RELVAS! Ainda tens outras tantas juntas de freguesia para extinguir.

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Polémica sem (nenhum) sentido

No rescaldo da aprovação do Orçamento do Município para 2019, por parte do executivo camarário, o Movimento JPNT - Juntos pela Nossa Terra destacou, na sua página do Facebook, o facto de o Orçamento prever investir a mísera quantia de 100 euros para um conjunto de projectos, alguns de assinalável relevância (casos do Apoio a instituições sociais, Parque da cidade, Instalação do Instituto Multidisciplinar de Ciência e Tecnologia Marinha na Estação Radionaval de Apúlia, etc.).
Como não poderia deixar de ser, a notícia causou perplexidade e indignação, tendo sido objecto de vários comentários, sempre de sentido negativo. 
Nas respostas aos comentários feitos, o Movimento reiterou que não se tratava de nenhuma brincadeira, notando tratarem-se dos valores que constavam no documento.
Pessoalmente, parece-me que este é um daqueles casos em que o JPNT arranjou lenha para se queimar. Mas cabe na cabeça de alguém que um Executivo vá orçamentar 100 euros para um Parque da Cidade? Ou para apoio a cada uma das instituições sociais do concelho? Só se os seus membros estivessem maluquinhos da cabeça, o que não consta de todo.
Portanto, o mais certo é estarmos perante um erro de escrita, como é normal em documentos com a densidade de um orçamento, muitas vezes redigido a várias mãos (uma vez que implica o contributo de diversos departamentos sectoriais). 
O JPNT tentou criar uma polémica que, pela manifesta falta de aderência à realidade, acaba por não ter sentido nenhum, com os inerentes danos reputacionais, agravados pelo facto de o movimento ser o único representante na oposição camarária.
Este é o típico exemplo de bota-abaixismo que, seja a oposição, seja também o poder, devem abster-se de praticar, a bem dos eleitores que representam.

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Aplauso

Para o protocolo que o Município celebrou com a Universidade Católica Portuguesa, relativo à realização no concelho de uma Pós-Graduação em Gestão de Organizações de Economia Social.
Esta Pós-Graduação está especialmente direcionada à formação e qualificação dos profissionais e dirigentes das IPSS do concelho
Uma excelente parceria esta que o Município estabelece com a UCP, Universidade que dispensa apresentações e com elevado selo de qualidade. Do lado da UCP, também é interessante esta descentralização dos seus serviços de educação. Quem sabe se não será o princípio de outras iniciativas do género entre as partes.

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

"Quem não aparece, esquece"


A expressão é portuguesa, a fonte da imagem é brasileira.

Vem isto a propósito de ... não, não me esqueci! 

Em jeito de divulgação do que se segue... porque creio que o RGPD ainda não entrou em vigor em todo lado... e de entre os inúmeros e-mails que elimino, este ficou. E ficou tão somente para falar de algo importante.

Partilho:
"Ex.mos/as Senhores/as,
No contexto das políticas de reforço da solidariedade e coesão social, a Câmara Municipal de Esposende tem vindo a implementar respostas para os problemas que vão sendo identificados, assegurando a inclusão e a igualdade social através de programas de apoio à infância, à juventude, à terceira idade e aos mais desfavorecidos.
Com este propósito, a Câmara Municipal de Esposende, assente numa lógica de responsabilidade social e de cooperação, aprovou o estabelecimento de mais uma parceria por via da celebração de um protocolo de colaboração com a  Associação Alzheimer Portugal, entidade jurídica que gere o projeto “Café Memória” e com um parceiro da Rede Social de Esposende, nomeadamente o Centro Social da Juventude Unida de Marinhas, constituindo mais um passo importante para a concretização das políticas de coesão social na edificação de um concelho inclusivo, promovendo o bem-estar dos seus cidadãos.
Com este propósito, gostaríamos muito de poder contar com a V/ participação na assinatura do Protocolo de Colaboração, a realizar no próximo dia 16 de março, pelas 17 horas, no Fórum Municipal Rodrigues Sampaio, cujo convite do Ex.mo Sr. Presidente da Câmara Municipal segue pelo presente.
Agradecemos a Vossa atenção, apresentando os melhores cumprimentos,

A Vereadora

Alexandra Roeger
(Competência delegada de acordo com o Despacho n.º 04/OUT/2017, de 16 de outubro, e artigo 48.º do CPA)"


(Não, aqui no blog não cobramos para partilhar este tipo de coisas que nos prendem a atenção.)

A causa é nobre! O tema também.

Mas porque é de "esquecimento" que se trata, atrevo-me a partilhar convosco algo que me atormenta - e atormenta é uma expressão leve para qualificar o que sinto:

"Quem se lembra dos que não aparecem"?

Temos por cá, felizmente, um sem número de actividades para ocupar os nossos idosos: actividades desportivas, teatro, coros, passeios a Fátima...

Mas quem se lembra verdadeiramente daqueles que não aparecem? Daqueles que vivem algures refugiados entre o quarto, a cozinha e o quintal? Daquela miséria escondida sobre o manto da ruralidade? 

Sim, porque às vezes pensamos que o "Ti Zé" e a "Tia Maria" que vivem da sua horta e não saem de casa a não ser para ir à missa - quando as forças o permitem - são o retrato de um povo que vive do campo num jeito simples. Mas não raras vezes o "Ti Zé" e a "Tia Maria" são o retrato do abandono a que deitamos aqueles que não aparecem.

Eu bem sei que há feitios! E que nunca conseguiremos trazer todos os nossos seniores para a festa! Mas daí a esquecer os que não vêm à festa vai um grande fosso! 

Ainda por cá há muita miséria entregue ao abandono, por muito que continuemos a fazer ecovias e praias para cães! 

Continuamos sem investir em lares! E bem sabemos que se para velho todos caminhamos para ciclistas já nem tanto e ladrar ainda deve ter menos adeptos.

E não, aqui a culpa não é "do Benjamim"!

A culpa é nossa! De todos nós! 
E se responsabilidade política há, pois aí a escala é a da freguesia! Pois se ninguém conseguirá conhecer todos os problemas de um concelho, os que estão mais perto não têm desculpa! E se não formos capazes de olhar para os que não aparecem estaremos a falhar todos enquanto sociedade. De pouco serve a treta do "porta a porta" de 4 em 4 anos! Ou então façam-se autárquicas todos os anos!

Fica o alerta! Se mo permitem! Pois nos dias que correm e nestas coisas ligadas à internet, reina a indignação em manada e, mais frequente do que o que seria tolerável, o lápis azul! 


quarta-feira, 3 de outubro de 2018

O valor venezuelano!

 A emigração venezuelana é uma realidade e pode ser um fenómeno que nos pode trazer frutos. 

 Sabendo que uma parte da emigração venezuela é jovem e têm formação técnica e académica e não se importam em constituir família e iniciar  um processo de enraizamento nas comunidades que os acolhem seriam um bom meio para ajudar estas pessoas e estas pessoas nos ajudarem em algumas questões que periodicamente nos queixamos: falta de população, dificuldade em fixar pessoas, necessidade de mão-de-obra qualificada, etc. 

 Olhando para a zona centro, é facilmente palpável a presença da comunidade venezuelana e quem conhece a realidade industrial percebe que cada vez mais se fala espanhol nestas empresas e isso deve-nos deixar com àgua na boca para termos mais pessoas. Os seus hábitos sociais e de consumo introduzem sempre uma nova realidade nas cidades onde ficam, o aumento populacional provoca um aumento do comércio por via direta e indireta e resolveríamos o nosso problema de ocupação do  número de fogos habitacionais entre outras coisas.  

 Sei também que este é um processo complicado e que não é muito expedito e que vamos necessitar de algumas infraestruturas para acolher estas pessoas e uma capacidade de resposta para necessidades urgentes do dia-a-dia mas o esforço seria recompensado.

Esposende não sabe aproveitar os seus emigrantes

Um marinhense, radicado fora do nosso país, decidiu presentear a sua comunidade com a oferta de uma estátua do padroeiro da sua igreja local, o Arcanjo São Miguel. 
Um gesto muito bem recebido e saudado pelas autoridades públicas.


Esposende, como é sabido, tem uma forte comunidade espalhada pelos 4 cantos do mundo. De modo especial, no Canadá, França e Suíça. Muitos desses esposendenses prosperaram nas suas áreas de actividade.
Estranhamente, nem o Município, nem a ACICE, procuraram capitalizar a rede de contactos e de conhecimento dos nossos emigrantes. Recordo-me, a esse propósito, de uma vez ter visto uma reportagem sobre uma Empresa francesa que se tinha instalado no interior alentejano. Queriam investir em Portugal e a escolha daquela região, contra todas as expectativas (pois o natural seria a escolha residir em Lisboa ou no Porto) deveu-se ao facto de um funcionário da Empresa ser de lá natural e ter convencido os "patrões" a fixarem-se na sua terra. Pensei para mim "que estupendo seria se alguém fizesse isso em Esposende!".
A verdade, porém, é que não existindo uma estrutura vocacionada para os nossos emigrantes, não poderemos esperar milagres, no que toca à criação de emprego ou dinamização cultural.
Esta é uma área que deverá merecer cuidada aposta por parte do Município. Basta haver vontade!

domingo, 30 de setembro de 2018

Estação Radionaval e o Forte!

 A estação Radionaval de Apúlia e o Forte São João Baptista passam a estar sobre a alçada das autoridades camarárias esposendenses e isso representa desafios e responsabilidades. 

 Mais do que a sua exploração, a manutenção do traço original dos 2 espaços é um desafio quando tivermos de pensar qual a funcionalidade que lhes queremos dar. 

 Se por um lado a estação é um local muito apetecível para algo do foro industrial ou académico, o Forte São João terá de ter claramente um destino com elevado prestigio, já que mais do que a sua localização é um dos monumentos mais marcantes de todo o concelho. 

 Diria que de um ponto de vista quase filosófico, teremos de fazer do Forte São João o exemplo daquilo que queremos para o nosso concelho nos próximos anos, qual o caminho que queremos seguir nas instituições ou empresas que queremos neste concelho e a forma como queremos gerir os nossos recursos naturais, considerando um monumento desta idade como um elemento natural e não construido. 

 A ver vamos. 

Museu Motom!

Não poderia deixar de passar em claro a abertura do Museu Motom em Curvos.

Quer pela especificidade da marca, quer pela ousadia de termos um museu dedicado ao motociclismo desta forma, quer pelo facto de descentralizar e apostar numa localização mais afastado do epicentro do concelho. 

Numa realidade turística cada vez mais exigente, a necessidade de termos uma oferta variada e cada vez mais abrangente faz-nos ter uma necessidade de contar com a iniciativa privada, e neste caso as colecções privadas, para ultrapassarmos algumas debilidades da nossa oferta turística cultural. 


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Feiras, feirinhas e feirões!

"Eu sou do tempo..."
Poder usar esta expressão no início de qualquer coisa dá-nos logo a ideia de que podemos já não estar a caminhar para novos. Ou então, mais preocupante ainda, que já vimos muita coisa em pouco tempo, aumentando assim a probabilidade de termos visto um bom par de coisas bem feitas e outro tanto do inverso.

Pois bem! Eu sou do tempo em que a feira quinzenal era realizada nas ruas centrais da vila (sim, naquele tempo era vila), e a gente vinha à vila para ir à feira, ao centro de saúde, ou para vir estudar para o ciclo ou liceu.

Certo é que essa feira das coisas novas, com a evolução dos tempos, ganhou um espaço próprio a nascente da EN13, acabando-se assim a confusão que era criada no centro e a frequente lixeira que ficava após o desmontar das tendas.

Livramo-nos da feira das coisas novas que assim ganhou um espaço mais digno e menos confuso.

Quis o tempo (esse "fulano" que tende a só querer tramar-nos a vida e os cabelos), que num passado relativamente recente se tivesse retomado a feira no centro (sim... parece confuso...)! Deixamos contudo de ter a feira das coisas novas para passarmos a ter a feira do artesanato e a feira das velharias.

Ora se numa fase inicial qualquer uma das duas se apresentou com ares de coisa de nicho, dando até um ar de vida à praça da matriz, o que vamos assistindo com o passar do tempo é que, enquanto a feira do artesanato vai mantendo algum brio, a das velharias tornou-se uma verdadeira balbúrdia.

Já não me atrevo sequer a opinar sobre o nível do produto lá vendido, pois admito que uma "barbie" sem pernas possa, apesar do lastimável estado, representar um brinquedo apto a estimular a inclusão social e a atenção das crianças para as pessoas que pelo motivo A ou B tiveram que amputar as pernas... Tampouco questiono que uma Playstaion ou XBox de primeira geração possam ser consideradas velharias (estas coisas da tecnologia envelhecem rápido (pelo menos é isto que me dizem sempre que eu tento fazer um ugrade com retoma))...

O que eu questiono, aliás - constato - é que começamos por ocupar a praça da matriz (Largo Rodrigues Sampaio), avançamos para o largo do mercado e até já pela Conde Castro se estendeu a feira das alegadas velharias.

Ora, eu nada tenho contra o facto de a malta querer despachar os "mônos" lá de casa, que isso tenha mercado, e que o olx não resolva tudo. O que eu não entendo é que um conceito de nicho se tenha tornado num mega-retail-park das velharias, da quincalharia e pontualmente de algum lixo.

Se é para vingar este conceito, pois desloque-se a feira das velharias para o local da feira das novidades e deixe-se a praça para ser o nosso cartão de visitas (bem sei que a quantidade de lápides - perdão - de estátuas, bustos e bustinhos na praça complica um pouco.... mas... não creio que ali seja espaço daquele feirão.

Se o conceito é o de atrair gente ao centro, pois sim: feche-se antes o parque de estacionamento frente aos bombeiros e ocupe-se aquele espaço com corredores para os vendedores de velharias (até aproveitam as marcações para instalar as tendas e corredores de público), e sempre fica abrigado da nortada!

Na praça... na praça é que não!






domingo, 26 de agosto de 2018

E o Alojamento Local?

Recentemente tivemos a notícia que Esposende têm o maior número de espaços no distrito de Braga.

E isso leva-me à pergunta: e a partir daqui?

Teremos uma associação de alojamento local no concelho? Teremos uma viragem na política do turismo do concelho em função destes números?

Não sendo um aficionado do alojamento local reconheço que existem especificidades e valências deste tipo de alojamento no panorama local ,colmatando a existência de poucas soluções de alojamento mais tradicionais, e que seja necessário a sua aglomeração para regulação da atividade e uma entidade que verifique quais a necessidade do sector.

Fica a ideia...

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Donativo a Monchique

A doação dos 7.380 euros referentes ao espetáculo piromusical que ficou sem efeito no dia do Município, por parte do Município de Esposende, ao Município de Monchique, em gesto de solidariedade, não foi uma escolha feliz.
Primeiro, pelo precedente. No ano passado houve dois incêndios mais trágicos do que o de Monchique - Pedrógão e Viseu/Tondela/Leiria - de que resultaram inúmeras vítimas mortais,  sem que o Município tivesse atribuído qualquer valor monetário aos municípios atingidos. É certo que apoiou a campanha de solidariedade dos esposendenses por Pedrógão, mas foi um apoio completamente distinto deste agora anunciado. 
Segundo, relacionado com o anterior, pela certa discriminação gerada. Por que é que um incêndio inferior aos de Pedrógão ou Viseu/Tondela/Leiria teve direito a um apoio mais robusto por parte do Município? 
Em jeito de resposta ao primeiro e segundo pontos, não vale a pena dizer que a grande diferença residiu no facto de no ano passado o Governo não ter proibido o lançamento de fogo de artifício. Com efeito, nos últimos anos, por força do flagelo causado pelos incêndios, vários Municípios tomaram, por iniciativa própria, a decisão de doar a verba que tinham destinada para os foguetes aos bombeiros locais. Foi caso, a título de exemplo, de Paredes de Coura.
Terceiro, porque amarra o Executivo camarário em caso de situações futuras idênticas. Imagine-se, pois, que para o ano há novo incêndio trágico noutro local do país e o Governo volta a proibir os fogos de artifício. Ficará, nessa altura, difícil ao Município de Esposende não tomar decisão igual, sob pena de criar vítimas de incêndio de primeira e vítimas de segunda.
Melhor teria feito, portanto, o Município em doar os 7.380 euros aos bombeiros locais, de Esposende e Fão. Teria sido a opção mais equilibrada.