segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

F(lop)ão

[imagem retidada do Esposende 24]

Ontem foi dia de festa em Fão, com a comemoração do 41.º aniversário da sua elevação a Vila.
No entanto, ao invés de ser uma data inteiramente dedicada à celebração, os responsáveis fangueiros fizeram questão de incluir na sua programação uma manifestação contra o poder central, a favor da desagregação das freguesias de Apúlia e Fão.
A manifestação acabou, porém, por não encontrar grande recetividade, tendo sido anulada. 
Luís Peixoto é um acérrimo opositor da reforma de freguesias levada a cabo pelo anterior Governo e que, até à data, não foi revertida pela geringonça, nem parece para aí caminhar.
Para surpresa de muitos, Luís Peixoto conseguiu em 2013 levar de vencida a corrida pela nova junta resultante da união de Apúlia e Fão. Depois de Aurélio Neiva, é o presidente de junta mais importante no concelho. Ora isso, ao invés de animar e comprazer o autarca fangueiro, continua a ser motivo de oposição por parte do próprio!
Confesso que há coisas que não percebo. O que será mais prestigiante para um autarca local: presidir a uma junta composta por duas anteriores grandes juntas, ou ficar a presidir apenas a uma junta? É que a esfera de influência e poder reivindicativo nem se comparam.