segunda-feira, 13 de junho de 2016

Jantares e memórias

Pensei eu que com a derrota de Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto todos os protagonistas do poder local tinham entendido que as campanhas baseadas no "porco no espeto" já estavam condenadas ao fracasso, mas ao que parece ainda não.
Neste 9 de Junho tivemos um jantar de apoio de autarcas e ex-autarcas a Benjamim Pereira e mais uma vez Benjamim Pereira perdeu a hipótese de uma boa abordagem política a este evento.
Concedo possíveis reticências na recandidatura devido a questões familiares, antes de ser um autarca ele é um homem, mas sair daquele jantar com a mensagem de que ainda iria ponderar uma nova candidatura e que seria necessário auscultar diversas sensibilidades para avançar, não é a mensagem adequada, mas deveria ter sido uma mensagem de empenho e de visão no futuro no concelho, deixando ao partido a responsabilidade da sua recandidatura.

Sabemos que este jantar serviu para tiro de partida da vaga de apoio a Benjamim Pereira e que se ela não se avolumar criará dúvidas sobre a força de Benjamim Pereira como candidato à Câmara Municipal.

Estranho a ausência dos seus vereadores e este era um ponto que Benjamim Pereira deveria ter abordado quando falou à comunicação social. Deixaria os detratores sem argumentos para alimentar as habituais teorias da conspiração.
Com este jantar Benjamim Pereira dá mais uma machadada no candidato-fantasma João Cepa. 
Com  o apoio de parte das juntas de freguesia a Benjamim Pereira, João Cepa perde os 2 cavalos no xadrez da política local o que deixando-lhe a coligação aos candidatos da área do CDS-PP como a rainha neste xadrez: têm de a saber mover para fazer o xeque-mate.

Sabendo disto João Cepa, paulatinamente, lá continua na sua campanha-fantasma servindo-se de tudo o que pode.

Neste momento assistimos a um triste desfiar de recordações e "defesas de honra" nas diversas redes sociais dos seus anos de presidência.
Percebo que queira defender a sua ação em alguns dossiês que estão hoje na berra e que para isso seja necessário trazer detalhes mais ocultos mas recuperar sistematicamente as obras que ele inaugurou há 12 anos é mais uma prova de um tipo de personalidade que eu não quero a liderar este concelho.
O seu ego não ficou satisfeito com as fotos nos jornais locais, nas revistas da Câmara da altura, reportagens na rádio, post's no blogue, placas descerradas ao longo dos seus mandatos e a consequente Medalha de Honra do Município? Parece que não.
Lembremos-mos que este foi o ex-autarca que tinha assuntos do foro profissional mais importantes do que receber a condecoração máxima do concelho no Dia do Município e agora parece querer que ninguém não se esqueça de não esquecer o que ele inaugurou.

Mas estas recordações parecem ser do agrado de muitos e principalmente dos chamados "independentes", essa classe política criada durante o guterrismo e que ainda confere na cabeça de alguns uma certa superioridade moral na forma de estar na vida política.
Os independentes ainda vão dar muito que falar na próxima campanha, com algumas das personalidades a quererem ser lavadas a lixívia para que saia a cor política de origem da sua pele, mas guardo esse tema para futuras núpcias.

Relembro-lhes o que já afirmei sobre as redes sociais: o que se atira nas redes sociais regressa sempre como um boomerang.