sábado, 1 de outubro de 2016

Dinâmicas à esquerda precisam-se.

Falta 1 ano para as autárquicas e à esquerda Esposendense exigia-se maior dinâmica.
 
A distrital de Braga do PS deveria ter aprendido algo com a eleição de Ricardo Rio em Braga e com a forma como ele fez campanha durante 8 anos :Um presidente-sombra que aparecia a dar as soluções, a mostrar os problemas e a dizer como faria.
 
Não podemos esquecer que Mesquita Machado não esteve tão longe de sofrer uma catastrófica derrota em 2008 com esta forma de estar e só isso seria mais do que suficiente para as concelhias tirarem as suas elações.
 
Atendendo à luta fratricida que se avizinha na direita esposendense, o PS-Esposende terá uma forte hipótese de subir alguns degraus no pódio das votações e mesmo mantendo os seus habituais 20% poderá ser um pilar para uma solução governativa e obrigar o vencedor a fazer acordos e concessões para ver aprovadas grande parte das medidas.
 
Era necessário termos já um candidato definido, um nome e um programa eleitoral há mais de 1 ano ou  no limite a partir de 2014 para este candidato vir paulatinamente a cimentar a sua posição na sociedade esposendense mas nada disso existe hoje.
 
Podem dizer que existem certos e determinados procedimentos do PS que não permitem a apresentação de um candidato tão prematuramente mas então mais vale mostrar a bandeira branca de rendição.
 
Fazendo uma análise fria, e sabendo que as pessoas em causa deram o seu melhor nestas funções, a aposta contínua em Tito Evangelista e João Nunes eleição após eleição mesmo quando os resultados não melhoravam não só desgastou a imagem dos candidatos que já eram dados como derrotados mesmo antes das eleições como desgastou a própria imagem do PS-Esposende.
 
Também digo aqui sem quaisquer problemas que nestes anos todos apenas a vereação do PS é que representou uma verdadeira oposição ao PSD enquanto o CDS foi mais suave neste papel.  
 
E por falar em esquerdas não me esqueço do PCP.
 
Também seria necessário que o PCP fizesse este mesmo trabalho de fundo, este trabalho de formiga que é estar lá, propor e sugestionar.
 
Nos dias que correm não nos podemos queixar de faltas de meios para levar a mensagem que queremos e o PCP pode aproveitar a sua estabilidade interna para poder fazer o caminho que o PS parece não querer percorrer.