sexta-feira, 19 de maio de 2017

O "catolicismo" na direita esposendense.

Houve um político em Portugal que jurava só se Jesus Cristo descesse à Terra se candidataria ao PSD.
 
Todos sabemos como isto acabou, Marcelo foi presidente e o filho de Deus feito homem não desceu dos céus.
 
Em Esposende tivemos um político que seguiu as indicações de Deus e apoiou uma candidatura independente às Autárquicas e outro que gostava de ir a Fátima buscar forças e para as suas futuras lutas políticas.
 
Todos sabemos como isto acabou, passado alguns meses o apoio de um foi retirado por incompatibilidades no projeto autárquico do outro.
 
 
Primeira conclusão: as crenças religiosas fora da política é o melhor para todos.
 
 
Sei que este tom pode ser muito duro com João Pedro Lopes mas espero que no futuro exista um maior cuidado na mistura destes mundos que se querem separados já que se de um ponto de vista pessoal confere mais autenticidade e humanidade à decisão do político por outro lado confere um nível de subjetividade e de exoterismo que apenas torna mais volátil a opinião geral do autor.
 
Mas falando da rutura propriamente dita que é o que importa.
 
Como disse aqui João Paulo Torres, ( Artigo João Paulo Torres) o caminho do CDS seria insidioso e uma nova candidatura do partido seria vista como uma 2ª escolha à vontade original e também é essa a minha convicção e isso vai ser penalizador na hora da votação.
 
Neste momento nem o CDS nem João Cepa valem aqui que valiam em Março quer como coligação quer como candidatos individuais e se aqui afirmei que o CDS valeria 15% nas urnas, hoje valerá no máximo 10% dos votos e se aqui afirmei que João Cepa valia 25%, hoje valerá no máximo 18%, ou seja, valerão 30%.
 
Mas nem tudo é mau para a atual direção do CDS. 
 
Com esta rutura vimos alguns dos adversários de João Pedro Lopes a acompanharem João Cepa o que certamente libertou espaço para preencher os lugares vagos com pessoas em que se deposita uma verdadeira confiança política e assim não ter de fazer uma PAF 2.0 com o antigo líder do PSD-Esposende.
 
E também João Cepa pode ter alguns motivos para sorrir.
 
Descolar de um partido é um dos argumentos necessários para alimentar a "onda Macron" e assim tentar vender a sua candidatura como uma candidatura de "salvação nacional" que pode aglomerar tudo e todos e que está acima dos interesses instalados.
 
Espero que exista elevação na discussão que se vai seguir e que não entremos numa deprimente luta de argumentos e insultos pessoais nas redes sociais e com meias-palavras entre os dois elementos mais proeminentes desta disputa.

Mas no final apenas me apetece criticar a esquerda esposendense.

Um candidato minimamente competente no terreno poderia já estar a projetar uma votação acima dos 20% depois deste caso e com boas probabilidades de chegar ainda mais longe com a degradação do discurso que se vai seguir e os conflitos internos e externos de ambas as candidaturas mas pelo que me parece o PS-Esposende é que deve estar à espera de algum sinal divino para avançar com a sua candidatura.

E quem se ri disto tudo é Benjamim Pereira, que no final sai como o candidato que transmite maior calma e confiança em relação aos outros candidatos.

Quem diria...