sábado, 18 de fevereiro de 2017

Berta Viana,PAF 2.0

O CDS Esposende apresentou as linhas gerais para a sua ação política no concelho e isso é sempre um momento para fazer leituras e consolidar teorias.
 
Antes da política concelhia apetece-me fazer um comentário ao CDS nacional, já que é de saudar a reciclagem de Ribeiro e Castro e longe vão os tempo em que Ribeiro e Castro era uma persona non grata no CDS e assobiado por todo o congresso. Depois de ter representado uma pequena pausa na teocracia de Paulo Portas, Ribeiro e Castro surge mais próxima da direção nacional do CDS numa aproximação que pretende aproveitar a orfandade do CDS de Paulo Portas.
 
Para a política concelhia tivemos algumas notas interessantes.
 
A primeira é que o CDS estará representado em todas as freguesias do concelho. Um momento importante para a vida política do concelho já que mais candidatos significa mais soluções, mais ideias, mais análise, mais críticas e maiores exigências. Espero que os candidatos do CDS não se mostrem apenas na campanha eleitoral mas no resto do tempo dos mandatos.
 
A segunda é que Berta Viana foi colocada de lado como possível candidata à Câmara Municipal, pertencendo agora ao grupo de trabalho que vai definir o perfil do candidato que o CDS vai apresentar ou apoiar. Aliando estas declarações às declarações já efetuadas por João Pedro Lopes no início do seu mandato quando disse que todas as soluções para as Autárquicas estavam em aberto deixa-nos em a sugestão subliminar que o CDS está inclinado para prescindir de um candidato próprio e apostar na conquista de eleitorado por todo o concelho em 2017 e em 2023 partir para um candidatura mais forte e concreta.
 
A terceira e mais interessante é o comentário de Berta Viana sobre a vida interna do PSD.
 
Arremessar para a plateia que o PSD nunca imaginou que Benjamim Pereira fosse presidente da Câmara Municipal deixa muitas questões na minha cabeça.
 
Depois de muito se ter especulado sobre a proximidade de Berta Viana com o PSD este comentário deixa a entender que afinal existia mesmo uma grande cumplicidade entre a vereadora e algumas fações do  PSD Esposende que estavam descontentes com o candidato escolhido pela própria concelhia e que o viam como um candidato fraco.Ao desvalorizar Benjamim Pereira e sendo ela o membro principal do grupo que vai escolher o candidato do CDS dá claros sinais que uma coligação com o PSD está posta de parte.
 
Aliando estas duas ideias à possibilidade de o CDS apoiar uma candidatura independente estão mais do que reunidas as condições para o apoio do CDS a João Cepa o que, e isto é apenas a minha imaginação, o CDS se coligaria com aquele que o PSD realmente queria como líder, uma espécie de PAF renovada.
 
Mas pode ser que o desenrolar dos acontecimentos me desmintam.