quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Oficinas

Fazendo um "zapping" pelos canais generalistas em horário nobre e, ao fim de semana, o denominador da oferta é comum, quase sempre estão a ser transmitidos programas de "talentos". Ora seja dança, ora música, ora uma "crew", ora um contorcionista, ora outros tantos outros "talentos" por ai escondidos à espera do seu lugar na ribalta televisiva.

Não sou contra isso, acho que se forem bons talentos devem ser encorajados a continuar, senão a fazer disso vida, pelo menos a fazer disso uma ocupação com reconhecimento merecido.

Ao ver esses programas de "talentos", eis que me assolou uma questão relacionada com a minha terra, com a nossa terra.

A cidade de Esposende está dotada, desde há algum tempo, de uma Casa da Juventude, uma requalificação da antiga Escola Primária - a minha escola primária - e que ainda hoje me causa arrepios de saudosismo sempre que lá entro. Esta Casa da Juventude, que tem vindo a ser dinamizada com várias actividades para os jovens e menos jovens, integra também nas suas instalações a Escola de Música de Esposende, que tantos talentos tem desenvolvido no Concelho e, à imagem do vereador do Desporto e Juventude, Rui Pereira, mostra o seu dinamismo.

Em jeito de proposta e uma vez que consultando o plano de actividades podemos verificar que existem muitos atelieres ou oficinas, sejam de dança, de pintura ou outros, que trabalham os “talentos” apresentados nos famigerados programas de televisão, porque não ir mais longe? Numa vertente diferente, porque não um atelier de "engenharia para miúdos"???

Um conceito simples e didáctico com umas oficinas de experiências mas num ambiente mais descontraído do que a escola, onde aprendessem experimentando conceitos tão básicos como a inércia, a lei de Arquimedes, as leis de Newton, como funcionam os seus carros telecomandados, como se faz um "barco a vapor", como funcionam os robôs, como funcionam os telemóveis, a televisão e tantas outras coisas que fazem parte do nosso e do seu quotidiano.

Quem sabe até com pequenas achegas de mecânica, electrónica e informática não se poriam os jovens a fazer pequenos autómatos, chegando mesmo à possibilidade de lançar um concurso de robótica no concelho e, quem sabe um dia,  lançar uma equipa de Esposende nos concursos nacionais e internacionais?
Porque não???

Quem sabe não estaríamos a despertar o gosto por áreas das quais muitos jovens fogem porque têm matemáticas ou física.