terça-feira, 19 de setembro de 2017

Comentário do debate.

Não me parece interessante debater aquilo que foi dito pelos candidatos porque para isso mais vale ler o programa eleitoral de cada um. 

É para mim mais interessante discutir aquilo que ele representou na dinâmica política esposendense. 

Existem coisas que nunca mudam e o facto de o candidato PSD-Esposende não estar presente é uma delas.

Benjamim Pereira perdeu uma oportunidade valiosa para se diferenciar do seu antecessor que nunca participou num debate político e que ao fim de 20 anos na política activa, 5 anos na oposição não declarada, descobriu que existiam debates políticos entre candidatos à Câmara Municipal de Esposende. Se alguns disseram que seria um debate de 4 contra 1, penso que na actual conjuntura seria um debate de 3 contra 2 já que certamente João Cepa seria confrontado com o seu passado.

Noutros tempos o PSD-Esposende podia dar-se a esse luxo de não ligar à oposição e tinha uma vitalidade incontestada que lhe permitia ser ele o grande responsável por ter maior ou menor votação no concelho. Algo me diz que esses tempos são passado e o PSD-Esposende ou percebe que os tempos que correm são ganhos na imagem de confiança e de proximidade ou terá vários dissabores no futuro.

Outra ausência que me surpreendeu foi a de Manuel Enes, o candidato do PS-Esposende. 

Depois de um processo interno de nomeação tumultuoso seria uma boa oportunidade para Manuel Enes reafirmar a sua linha de pensamento para o concelho e demonstrar solidez e confiança na estrutura da sua lista. Se Benjamim Pereira não precisa de muita mais publicidade o mesmo não o pode dizer Manuel Enes. 

Mas algo que também me surpreendeu foi o facto do debate apenas ter tido a assistência do pessoal afecto às campanhas ali representadas. 

As campanhas presentes poderiam ter feito um esforço em conjunto com a Esposende Serviços para que o debate fosse aberto ao público o que permitiria certamente uma maior vivacidade no debate, um confronto de ideias mais acicatado e uma maior participação dos votantes esposendenses e não reduzir a assistência aos assessores.

Se numa cidade como Lisboa percebo que como existem diversos debates alguns podem ser abertos e outras fechados mas em Esposende essa não é o caso e estes debates têm de ser aproveitados para os candidatos se darem a conhecer. 

Mas volto a reafirmar que esta tradição de debates, e do debate político em si, deve manter-se e têm de ser reforçada por todas as forças vivas do concelho para não cairmos no marasmo de ideias e de acções.

Fica a opinião.